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E SURGIU O ESTADO-NAÇÃO

Olhar a história é fundamental, pois ela contém muitas situações críticas que formaram a situação atual. Como dizem os cientistas atômicos: o relógio do juízo final está próximo das 12 horas. A humanidade se apegou ao dinheiro, gerando a concentração da riqueza. A desigualdade na participação da riqueza produzida e a polarização são o resultado. Cerca de 1,8 bilhão de jovens olham assustados para o futuro. A humanidade precisa de renovação e da busca pelo saber da finalidade da vida para se colocar no lugar que lhe cabe.

No passado, havia subordinação à igreja e ao rei. E surgiu o Estado-nação capacitado para criar dinheiro, mas os governos se tornaram entreguistas, gastadores vorazes, endividaram as nações, sempre sequiosos para elevar a carga tributária. Os governos gastam muito e vão criando dinheiro e dívidas. Os especuladores jogam e põem as finanças em risco. Para segurar o caos, os governos emitem mais e aumentam a dívida. Onde isso vai levar? O Estado-nação, em sua soberania, se tornou um ente pesado, difícil de governar, perturbando a economia. Supõem-se que ajustes estão sendo gerados. O que virá agora?

Há milênios os tiranos cobiçam riqueza e poder. No topo, os mandantes; abaixo, as massas dormentes sem direitos, só obediência às regras e vida rasteira. É a fatalidade da vida cômoda sem reflexões sobre o sentido da vida. É a sina das massas indolentes, a subordinação cega.

O novo Papa tem uma questão difícil para resolver sobre os déficits financeiros do Vaticano. Para sustentar os gastos é preciso que haja receitas. De onde vem e para onde vai o dinheiro? A crença numa vida única muitas vezes reforça comportamentos imediatistas, centrados no materialismo, no dinheiro e na satisfação pessoal. Sem uma perspectiva mais ampla, os princípios mais elevados, como responsabilidade, aprendizado contínuo e conexão espiritual, permanecerão abandonados, criando passivo espiritual ao lado do financeiro. Enquanto o ser humano continuar sendo direcionado para a crença de uma vida única, tudo permanecerá difícil, atendendo aos interesses egoísticos, o que dificulta o reconhecimento da realidade espiritual.

Os seres humanos têm uma existência limitada há alguns anos, isso deveria despertar o anseio pela busca do “Procurai e Achareis”; isso é fundamental para que não se percam no emaranhado das cobiças e vaidades. Como agirá o sucessor do Papa Francisco? O que fará com os tabus? Como agirá com as novas gerações? Esperemos que busque a renovação de teorias sem base nas leis universais da Criação, isto é, sem naturalidade. A finalidade da vida deve ser a elevação espiritual sem causar danos a outros devido às cobiças.

A questão fundamental é que o futuro da humanidade depende da direção que as novas gerações vão dar à própria vida, e do jeito como está indo não é nada animador. Atualmente, os jovens não aceitam mais a crença sem análise, algo que ficou complicado tanto na religião como na vida mundana. O ser humano sente que precisa da lógica e coerência, mas o saber ficou restrito a ponto de não saber mais o que é masculino e feminino, tendo perdido o saber da real finalidade da vida. Não há o que estranhar se os jovens se sentem perdidos e sem rumo.

A humanidade afundava na escuridão. Jesus, o Amor de Deus, veio para religá-la com a Luz da Verdade. O anticristo, através de seus asseclas, tem detonado tudo. Jesus prometeu para a época das atribulações a vinda do Filho do Homem, trazendo aumentada força da Luz. Oitenta anos depois da grande guerra mundial, a humanidade se acha mais próxima do abismo, sente as dores, mas sem se esforçar na procura pela Luz, nada encontrará. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, o ser humano precisa sair do marasmo mental e espiritual.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O REALISMO DO ESTADO-NAÇÃO

Há décadas as nações têm vivido sob a condução do dólar americano que possibilitou a influência dos Estados Unidos sobre os demais países. O despontar da China como fornecedor de tudo tem alterado a situação. As nações querem exportar matérias-primas e alimentos para a China, trocando por manufaturas. Isso mexe com o dólar. De forma realística, como vão ficar as nações entre o dólar e o banco dos Brics? A soberania do Estado-nação será respeitada ou terão de se submeter às imposições de EUA ou China? Qual será a autonomia dos presidentes eleitos? Serão obrigados a seguir os planejamentos globais?

Nessa contenda há os que propõem a adoção das criptomoedas, mas estarão elas realmente aptas a não perderem valor? Os ciclos da libra e do dólar evidenciam que o controle do dinheiro tem sido exercido pela elite financeira global. A questão é que ainda não está definido o futuro monetário do dólar e da bitcoin.

Os capitais podem virar as costas para o dólar, mas para onde iriam? O momento inspira cuidados porque o dinheiro estava submetido a um esquema de ganhos que agora está sob ameaça, mas poderosos interesses lutam em causa própria. Se a inflação provocada pela criação de dinheiro oferece oportunidade de ganhos, também aumenta a taxa de juros, mas a deflação freia o giro das engrenagens financeiras e o que era ruim pode ficar pior. O desequilíbrio econômico global atingiu seu ponto de maturação e as consequências vão surgindo.

Continuam brincando com fogo. Cada parte considera que é possível continuar obtendo ganhos e poder, achando que com o intelecto e IA conseguirão resolver tudo. Ilusão. Há questões gravíssimas para a sobrevivência digna e decente da humanidade, mas como o que interessa é o ouro e o poder conquistado com guerras, ficam se agredindo e desorientando com a chamada “guerra das comunicações”. Quem tem o que esconder não gosta da verdade. A palavra deve ser construtiva, simples, clara e natural, mostrando fatos sem ofensas.

Tudo está complicado; mais ainda quando envolve poder e riqueza. É a situação do ocidente com a rigidez do Estado-nação fora do lugar em que deveria estar, agora em confronto com o Estado Capitalista. Faltam metas nobres, falta convicção. Se as coisas não dão certo, logo surgem reações. Mas, na atual conjuntura, há muitas questões mal planejadas e interesses escusos que impedem que o bom funcionamento seja restabelecido.

Cada ser humano renasce em meio às condições de vida que forjou em vidas anteriores, portanto tem que vivenciar isso e buscar a superação, mas se deixar a insatisfação e o descontentamento dominarem, cairá no poço da inveja e lançará sujeira sobre o seu alvo, que poderá ser atingido ou não, dependendo do estado de sua alma. O invejoso terá de arcar com o retorno das consequências de sua atitude maligna.

Assim como a natureza dos alimentos atua no funcionamento do intestino, a qualidade dos pensamentos influi em tudo no corpo, afetando a disposição para enfrentar as ocorrências do dia. Mantenha puro o foco dos pensamentos. Não deixe soltos os pensamentos de ódio, inveja, medo, descontentamento. Pense no bem geral. Viva melhor.

Quando os europeus chegaram no Brasil estranharam a atitude dos nativos frente à natureza, pois estes defendiam as florestas e os animais, não tinham apreço pelo ouro, respeitavam as leis universais. Naquela época, os europeus estavam distantes disso; hoje esse mal atinge grande parte da humanidade. O homem depende da natureza, mas afastou-se dela, zombou e destruiu tudo por onde passou com sua cobiça. Enquanto a humanidade não buscar a compreensão das leis da natureza prosseguirá semeando desertos e o apocalipse.

O Brasil vai se arrastando. Faltaram estadistas para cuidar da nação de forma responsável para impulsionar o seu desenvolvimento. Fizeram o mercantilismo ao contrário, aquele que favorece as importações; também descuidaram da educação e do bom preparo das novas gerações. Criaram tantos gastos e custeio que 2,8 trilhões de reais de arrecadação não são suficientes, então endividam a nação perpetuando a pobreza, deixando as cidades crescerem sem ordenamento. Poucos enxergam em que estado ficou a real situação da nação e do planeta.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

 

GERAÇÃO Z: MELANCOLIA OU DEPRESSÃO

A adolescência sempre foi marcada pela melancolia dos jovens que percebem a dor do mundo sem compreendê-la, sem encontrar alguém que explique claramente as causas e consequências, o significado e a finalidade da vida. A maioria passava por essa fase que, entre farras e bebedeiras, era logo esquecida. Em sua depressão, os jovens não se conscientizam que a adolescência é a importante fase da passagem da criança para o adulto, para que se esforcem para entender a vida e as leis que a regem e se tornem autoconscientes, dotados de discernimento e bom senso, de modo a atuarem de acordo com o funcionamento das leis universais da Criação para evoluir. Mas ficam estagnados diante de vídeos besteirol.

“Só na Espanha, mais de meio milhão de jovens de 15 a 24 anos não estudam nem trabalham. Enquanto isso, no Reino Unido, quase 3 milhões de pessoas da Geração Z são agora classificadas como economicamente inativas — com 384 mil jovens ingressando na classe dos “sem trabalho” desde a pandemia de covid.” (Trecho de matéria publicada no link do jornal O Estado de São Paulo). As crianças e os jovens estão travando a sua essência espiritual, e sem ela não alcançarão a condição de ser humano. Terão de fazer o movimento certo. Falta-lhes a esperança de um melhor futuro e o anseio para pesquisar a finalidade da vida.

Os seres humanos não têm dado atenção para a finalidade de sua vinda à Terra, pretendendo dominá-la. Dotados de discernimento e capacidade de livre resolução, deveriam se aprimorar nisso, criando na Terra um viver sadio com respeito às leis universais da Criação. Em vez disso, o que tem avançado é a destruição. Em sua indolência e comodismo, foram convencidos de que a religião e o Estado seriam os grandes provedores, e só teriam que ser obedientes. Mas, acomodados, perderam o bom senso e a visão clara da vida, enquanto os dirigentes iam tomando conta de tudo. Agora chegamos nos limites caóticos e a humanidade não sabe o que fazer.

A época é difícil, mas se os profissionais apresentarem cara emburrada e não atuarem de forma adequada no ambiente de trabalho, isso causará péssima impressão no público em geral. As empresas não deveriam ser uma entidade que só pensa em ganhar cada vez mais a qualquer custo e se expandir. São os consumidores que lhes dão suporte, portanto merecedores de uma retribuição para o bem geral. Quanto aos colaboradores, eles devem estar integrados nos objetivos da empresa, agindo com boa vontade e recebendo consideração humana. O justo seria que todos que contribuem para o ganho tivessem uma participação nos lucros da empresa.

Estamos diante de uma turbulência dentro do Estado-nação, face ao descontrole das contas públicas, o que é, em boa parte, decorrente das aspirações eleitoreiras de conquista e conservação do poder. Isso está sendo conduzido por forças exógenas ditadas pela atuação automática das leis universais da Criação que sempre atraem, de forma lógica e coerente, as consequências das ações dos indivíduos, dos povos e do conjunto da humanidade.

Agora chegamos nos limites caóticos e a humanidade não sabe o que fazer, criando narrativas e aumentando os gastos, dívidas e carga tributária, e não sobra nada, o que acarreta o declínio e a deterioração continuada das cidades e tudo o mais. No Brasil, há 35 partidos políticos que querem vencer a eleição a qualquer custo.

O imposto não pode ser escorchante. O valor do imposto tem de ser canalizado para o bem geral. No Brasil, há 26 estados e um distrito federal, 5.568 municípios, cada um com seu pessoal e seus custos. Muitos deles estão deficitários, não conseguem cumprir nem o básico de sua tarefa, mas haverá aumento de cadeiras de deputados. As reformas tributária e da segurança parecem ir na direção de centralizar o poder.

As coisas que se afastam da naturalidade tendem a desaparecer. Por exemplo, a religião, antes tida como obrigação prioritária, vai se esvaziando, a crença cega perdeu espaço. O Estado-nação deveria ser uma importante instituição, aprimorando o povo, mas se desgastou nos desmandos. A inoperância está trazendo a estagnação e ingovernabilidade e vão surgindo populistas, ditadores e tiranos. Não se sabe onde isso vai nos levar. No meio disso tudo, sufocando a essência espiritual, estão os seres humanos.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

A TRISTE HISTÓRIA DO ESTADO-NAÇÃO

Por que tantas nações da América Latina e da África nuca saíram do fracasso? O nível da educação está abaixo do que era há 100 anos e o analfabetismo, bem acima. Os cidadãos de bem acreditavam que as nações seriam geridas com seriedade, visando o bem geral. Votando, não esperavam que grupos de interesses particulares tomariam conta do Estado e deu nisso: dominação e utilização do dinheiro arrecadado do povo para fins diversos, beneficiando uma minoria, promovendo o declínio do Estado-nação e da espécie humana.

Por que, após a libertação das colônias, o atraso econômico e cultural continuou sendo mantido na grande maioria? Um tardio reconhecimento de que os colonizadores mantiveram o cabresto acontece num momento de instabilidade econômica e geopolítica, com guerras no cenário. De um lado, gestão ineficiente, e de outro, população sem bom preparo para a vida; as consequências são nações atrasadas e endividadas. Na falta de produção taxa-se, de forma exorbitante, energia elétrica, telefonia, combustíveis.

A questão remonta à independência das colônias que não se esforçaram em construir uma nação forte e independente, com qualidade de vida para sua população, subordinando-se a grupos dominantes interesseiros. A triste história dos gestores do Estado-nação instalam-se no poder e fazem de tudo para permanecer dominando, impedindo qualquer ajuste tendente a tirar a nação do atraso e da baixa qualidade de vida da população.

Aumentam os gastos, ampliam as dívidas, o mercado aumenta a taxa de juros, o atraso vai acompanhando. Com a perda do poder aquisitivo é lógico que as pessoas não têm como fazer poupança, pois todo o salário vai para o consumo e ainda ficam restos a pagar. Algo estranho está se formando no Brasil. A saída de dólares está caminhando para a máxima histórica em 2024. O déficit em dólar é o grande fantasma que assombra a América Latina, mas nada foi feito para manter seu equilíbrio.

Outra questão são as dificuldades dos idosos com o apagão. É uma situação difícil, pois o viver se tornou dependente dos equipamentos. Geladeira e TV não funcionam. Não poderiam entremear o tempo diante da TV com leitura em conjunto de bons livros? Nos últimos anos, particularmente desde 2020, houve um aumento notável no número de adultos diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), uma condição antes associada principalmente a crianças. Muitos adultos estão descobrindo que suas dificuldades de longa data com foco, organização e controle de impulsos podem estar enraizadas no TDAH não diagnosticado. Por que se deixam desumanizar, agindo como robôs perdendo a condição de ser humano?

As pessoas vão passando pela vida sem saber o que é e para que nasceram na Terra. Falta-lhes a consciência de que são espíritos em peregrinação para poderem evoluir e retornar ao reino espiritual, mas se aprisionaram ao mundo material sem alcançar a verdadeira condição humana, num viver sem atentar para a real finalidade da vida. A causa principal das dificuldades é o desapontamento com a precarização das condições gerais de vida no planeta. A fórmula do enriquecimento, sem a produção de nada, acarretou a existência de muitos com pouco, e poucos com muito.

Os governantes latino-americanos até que poderiam ter boas intenções inicialmente, mas foram vencidos pelas cobiças de poder e riqueza; em defesa própria, entregam o ouro para os exploradores. As cidades em geral revelam grande atraso em todos os sentidos. A criminalidade, corrupção e violência progridem formando um destrutivo tumor no núcleo. Há tantos embates pelo mundo. Será que sabem o que estão fazendo? A impressão que dá é que estão tramando a grande tragédia.

A humanidade vem se afastando da rota natural da evolução espiritual há milênios. O que observamos no século 21 são as consequências dos desatinos das pessoas que não se tornaram o que deveriam ser, e vêm agindo de forma antinatural e incompreensível, que se opõem às leis universais da Criação. A única universalização possível para a humanidade, tem de ser aquela que reconhece e respeita as leis universais da Criação.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS FALHAS DO ESTADO-NAÇÃO

Após as sangrentas guerras do século 20, ocorreu a progressiva transferência do poder da Igreja e reis absolutistas que submetiam a população às normas impostas pela elite. O Estado-nação surgiu como a nova forma de governo e exercício do poder.

Bem gerido, o Estado-nação poderia ter contribuído para o aprimoramento dos seres humanos; no entanto, capitulou diante da corrupção e maus gestores. As transnacionais foram adquirindo poder que suplantou os governos. Como etapa seguinte, elas buscam operar em escala mundial, mas com as comunicações de massa utilizadas, estão provocando a uniformização, a perda da individualidade e criatividade, aproximando o comportamento do ser humano ao dos robôs sem alma.

Modernamente, o poder foi sendo transferido para o controle do dinheiro e dos recursos naturais essenciais, mas a miséria permanece com a mesma cara. Até a segunda guerra mundial, a Inglaterra exercia o controle do mundo com a libra e seus poderosos navios. Para lá afluíam as riquezas das nações. Apesar da vitória, o poder se esvaiu e com o passar do tempo a sua população também sentiria o peso das dificuldades econômicas, pois com a redução dos bens que procediam das “colônias”, o déficit se tornou evidente.

Atualmente, o mundo vive o fantasma da inflação que encarece os preços e reduz os salários. Os Estados-nação do ocidente abandonaram a produção de manufaturas simples e seus trabalhadores. Exportaram empregos, criaram uma crise financeira em 2008 e foram emitindo dinheiro. Agora aumentam as taxas de juros, o que parece ser um lance de guerra monetária. Os juros altos interferem em toda economia e, com isso, poderá haver muita transferência de riqueza a preços baixos. Resta saber como ficará a situação dos Estados-nação endividados e dos devedores em geral.

A história mundial e dos povos avança em sua trajetória. Os destinos estão traçados como consequência natural. Surgirão os merecidos desfechos, bons ou maus, em conformidade com as respectivas atuações dos seres humanos. Se a situação já estava bem difícil, parece que com o ato de Vladimir Putin, presidente da Rússia, anexando territórios conquistados na Ucrânia, foi dado mais um passo na direção do abismo, deixando a humanidade diante do imprevisível.

No passado do Brasil, o grupo despreparado que baniu Pedro II não deu atenção às famílias que deixavam as fazendas, indo para as cidades sem moradia, trabalho, escola e atendimento médico. O Estado-nação republicano já nasceu contaminado. Atualmente, as novas gerações também não estão aprendendo a ler e escrever corretamente, nem a fortalecer o bom senso intuitivo, engrossando a mão de obra sem qualificação, que não tem projeto de vida nem esperança no futuro.

O Brasil se encontra em pleno processo eleitoral um momento muito importante na história do país, mas também preocupante, pois com a cobiça pelo poder, as campanhas se caracterizam pelo destempero com a baixaria, mentiras e difamações que nos deixam perplexos.

A pressão daqueles que querem dominar o Brasil é avassaladora. As classes altas querem poder e tudo o mais para si; as classes menos favorecidas aceitaram as condições do trabalho de baixa remuneração, consumo e diversão. Ambas pouco se preocupam em analisar a vida e seu significado. Muitas questões são debatidas, mas o que realmente importa é se o dinheiro público será utilizado de forma eficiente para o bem geral, ou se irá engordar as contas particulares dos políticos.

Milhões de eleitores conscientes ficaram estarrecidos com o resultado do primeiro turno, pois coincidentemente, o político que havia sido aposentado pela opinião pública, apresentou a mesma quantidade de votos que elegeu o presidente em 2018, ou seja, 57 milhões.

Nem sempre é possível impedir a interferência dos homens nas máquinas, nas estatísticas e nas mentes despreparadas. O Estado-nação, fragilizado devido a interesses particulares, caiu nas mãos de grupos oligárquicos, e quem se dispuser a modificar isso enfrentará enormes obstáculos e astutas oposições, e também a reação insensata das massas manipuláveis.

Vem aí o segundo turno, uma disputa acirrada e bruta, o que está em jogo é o futuro da nação, no entanto as novas gerações não estão recebendo o adequado preparo para a vida, para transformar o Brasil no maravilhoso país sonhado de liberdade e responsabilidade, com progresso espiritual e material, com paz e alegria.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br