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SER INDEPENDENTE

Os indivíduos estão solitários no meio da multidão. Na falta de atividades com renda compatível, o que tem aumentado é o número de dependentes de auxílios do governo. Ao mesmo tempo, ao lado da perda do bom senso, que é intuitivo, está ocorrendo o encolhimento do cérebro, da capacidade de entender as coisas. Isso vai arrastando grande parte da população para a dependência do Estado, o discernimento vai acabando. A nação, para ser forte, precisa de população esclarecida que ajude na conquista de melhores condições de vida e do bom preparo das novas gerações.

Você pega uma nota de cem reais, se bobear acaba em minutos. O dinheiro emagreceu, compra poucas coisas. O que está acontecendo com a produção e o consumo? A renda é baixa, mas como é possível que haja tanto dinheiro nas casas de apostas e nas contas ligadas às atividades clandestinas e criminosas?

A massa é um conceito composto por indivíduos isolados, distantes fisicamente e fortemente influenciáveis por hábeis condutores, de forma direta ou através dos meios de comunicação, e se consolidam num pensamento homogêneo com poderosa força irracional. A base para isso é a indolência do espírito que mantém a massa moldável e influenciável via cérebro, perdendo a clareza, se deixando influenciar por ideias plantadas, acreditando no seu mentor, podendo praticar atos que o indivíduo isoladamente jamais praticaria. A consequência é que a humanidade deixa de cumprir seu dever perante o Criador, como gratidão pela vida, evoluir espiritualmente, indo ao encontro da autodestruição.

O ser humano não nasceu para isso. Mas o que é o ser humano? Qual é a finalidade da vida? Para que nascemos? O ser humano é uma semente espiritual que precisa de vivências para se fortalecer, mas ao longo dos milênios tem dado força ao cérebro intelectivo, mantendo o espírito inativo.

A IA é o supercérebro criado pelo homem, cuja atuação supera o humano condicionado em várias fases da vida e encarnações. Mas a IA não tem acesso ao além, à esfera espiritual. Com frieza, sem coração, pode planejar o extermínio da espécie humana sob o comando de homens autoritários, cuja essência espiritual não atua mais. Bem conduzida, a IA pode se tornar grande colaboradora da qualidade e melhora das condições gerais de vida e do aprimoramento da espécie humana.

A situação geral vai se complicando, porque muitas coisas acontecem ao mesmo tempo. É verdade que muitas pessoas estão envolvidas nos acontecimentos, com pouco tempo para um olhar além. Em algum momento, muitas pessoas perceberão a vacuidade de tantas coisas às quais se apegam, deixando abandonada a real finalidade da vida. Que busquem a Luz da Verdade.

Falta bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho. Falta bom senso, raciocínio lúcido, boa vontade, iniciativa. Os seres humanos não se ocuparam em conhecer a real finalidade da vida e, na sua indolência, se tornaram joguete nas mãos daqueles que se julgam aptos para isso. O ser humano está se afastando de sua essência espiritual. Tem faltado consciência de sua responsabilidade com o futuro, tendo sido displicente ao longo dos séculos com a vida, seu futuro, sua sustentabilidade. EUA, Europa e Rússia estão se desgastando em guerras, enquanto a China vai produzindo, acumulando dólares e riquezas.

Educar para bom preparo para a vida e o trabalho está difícil porque as crianças são mantidas presas ao sistema, sem vivências práticas, que lhes dariam um descortínio da vida real, aguçando a inteligência, o bom senso, a correta interpretação dos acontecimentos para acumular experiências úteis. Quanto mais tempo elas passam na escola e manuseando as mídias sociais, mais desatentos e sem iniciativas vão ficando. Há muitas teorias, mas é na vida prática que surgem a compreensão, a eficiência e a independência.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

RÓTULOS MACHUCAM, SABIA?

“Você é muito preguiçoso!”, “Nunca vi alguém tão cabeça dura!”, “Lá vem o covarde!”, “Você é sempre tão agressiva!”, “Nunca vi tanta teimosia!”. Estes são apenas alguns dos diversos rótulos que recebemos – e aplicamos – ao longo da vida.

São pequenos jargões, muitas vezes são ditos sem a intenção consciente de ferir. Mas, evidentemente, são falas muito prejudiciais, lançadas mais vezes do que deveriam, e que ferem imediatamente. Pior do que isso, são rótulos que podem gerar crenças limitantes, convicções erradas e problemas emocionais importantes.

Os “rotulados” correm o risco de tomar como verdades imutáveis as frases que tanto ouviram. Como resultado, tornam-se “prisioneiros” de uma imagem irreal e, depois de um tempo, podem já não se reconhecer mais fora do rótulo que lhes foi colado.

Precisamos entender que desqualificar alguém, rotulando-o, é uma forma simplista de ver o outro, e que pode ser fruto muito mais da fragilidade de quem fala, do que da característica do “rotulado”. Pode ser, por exemplo, um mecanismo de defesa, pela dificuldade de lidar com o incômodo causado pelo comportamento do outro.

Rótulos repetidos ao longo do tempo podem justamente estimular o comportamento não-adequado que motivou a crítica. Por isso, o reforço deve sempre ser positivo e respeitoso, visando o ganho e a melhoria: em vez de destacar a teimosia, convide à escuta; em vez de reclamar da preguiça, incentive a ação; em vez de apontar a agressividade, estimule o diálogo.

Tenha em mente que ninguém é melhor do que ninguém. É preciso respeitar as diferenças e entender que, assim como todos possuem virtudes, todos têm também aspectos a melhorar.

Se você facilmente rotula, ou se sente “rotulado”, conte com a ajuda de um psicólogo para direcionar seus recursos internos e o seu potencial para padrões mentais mais construtivos, em oposição aos rótulos limitantes que possa ter recebido – ou aplicado.

Desenvolva a sua autoestima e aprimore sua visão sobre você e sobre o outro. Nunca é tarde para revermos nossas ações e crenças, para crescermos como indivíduos. Conte comigo!

*Augusto Amaral Dutra é Psicólogo e Terapeuta Clínico, graduado pela Universidade São Judas Tadeu, com atuação nas áreas de Psicologia Clínica e Organizacional. Atualmente atendendo em consultório particular (jovens, adultos e casais) e integrante da equipe dos profissionais do Instituto Evoluir, com atuação nas áreas de Psicologia, de Saúde, de Educação, Organizacional e de Práticas Complementares. Na psicoterapia individual, possui especialidade no acolhimento de jovens, adultos e casais. Vivência de mais de 30 anos na área corporativa em cargos de liderança nível gerencial. Graduado também em Administração de Empresas pela PUC-SP e Pós-graduado em Marketing, pela ESPM.