Posts

RESET PARA UM NOVO SISTEMA

As estatísticas do Harvard Graduate School of Education, que aborda a falta de propósito e significado na vida dos jovens adultos, apresentam inquietante situação, demonstrando uma crise de saúde mental e de sentido na vida; 58% dizem não ter “significado ou propósito” na vida e 50% sentem que prejudica sua saúde mental “não saber o que fazer da vida”. Para 45% dos entrevistados, a sensação é de que o mundo está desmoronando, afirmando que “as coisas estão caindo aos pedaços”.

Há anos essa questão vem se arrastando e se agravando. O que os seres humanos pensam sobre a vida? Não sabem por que e para que nasceram, e relevam essas questões ao plano secundário. As autoridades da educação têm de olhar para isso, mas parecem estar anestesiados para os problemas fundamentais, o que significa um descuido fatal. As novas gerações representam o futuro, e o seu bom preparo para a vida e o trabalho não pode ser negligenciado, pois isso é fundamental para a continuada melhora da qualidade de vida.

O que cada indivíduo pensa da vida? Por que e para que nascemos? O ser humano é espírito. Sua tarefa é se fortalecer, adquirir autoconsciência, dar sua contribuição para a melhora geral, retornar à Casa. Reencarnar várias vezes para se libertar dos erros e evoluir. O saber ancestral ficou perdido em meio às ninharias da vida. Estamos na fase da grande colheita de tudo que foi feito. Trata-se de algo como se fosse o último chamado. Quem viver verá.

A política tarifária e o controle das importações/exportações são, de fato, um dos principais fatores que explicam o grande desequilíbrio econômico entre as nações. A tributação, ou a falta dela, sobre importações, não é apenas um detalhe fiscal; é uma poderosa ferramenta de política industrial que, quando usada estrategicamente, constrói e protege economias desenvolvidas e, quando negligenciada, pode perpetuar o atraso das nações fracas e o desequilíbrio econômico global.

A balança comercial revela a existência de desequilíbrio econômico global forte e resistente à implantação de mudanças, mas se nada for feito, as nações cairão na precarização geral, a humanidade terá falhado na tarefa de alcançar uma economia equilibrada. Falta conscientização e preparo. Escolas e mídia poderiam desenvolver esclarecimentos, transformando o debate econômico em algo acessível para que as novas gerações percebam que temos de sair dos caminhos errados para alcançar a paz e o progresso real.

Na forma como a economia global foi estruturada nas últimas décadas, parece que não há como introduzir mudanças. Embora haja muitos fabricantes, tudo tende a funcionar como poderosos monopólios, seja na oferta de componentes e produtos, seja na nova forma como as compras para consumo se fazem pelos poucos canais tecnológicos existentes, ou na obtenção de crédito, enquanto a gestão do Estado-nação ameaça naufragar em suas dívidas.

O artifício de baixar o preço do dólar para controlar o custo de vida é um caminho perigoso que sempre tem gerado desastres financeiros, mas também é uma situação nefasta contida no pacote do sistema monetário global. Trata-se de um expediente que atesta a inadequação da gestão da finança pública e seu descontrole de gastos acima das receitas. Enfim, na história econômica da América Latina ainda estão para surgir governantes aptos e dispostos a pôr a casa em ordem.

Estamos diante do resultado caótico das decisões imediatistas do passado as quais não deram origem a uma construção destinada a ser duradoura. Em meio ao caos que se avizinha na economia e finanças globais, fala-se que um novo sistema está em gestação, com direito a IA e algoritmos. Questões fundamentais vão sendo encaradas de forma cínica. Um misto de frieza e hipocrisia diplomática. O cinismo decorre do predomínio do racional sobre o coração intuitivo.

O ser humano não se adaptou às leis naturais, não se tornou humano de fato, mas quis impor a sua vontade egocêntrica, e por isso está perdendo a sua humanidade. O anunciado reset poderá revelar o auge da frieza, a dolorosa destruição geral que terá de ceder lugar a uma nova construção surgida no silêncio, com nobreza por dar o devido respeito às leis da Criação.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

TRIBUTAÇÃO: É MELHOR IMPORTAR OU FABRICAR?

A imprensa informa que diariamente entram nos Estados Unidos um bilhão de dólares de mercadorias importadas da China. Em outras nações também há um expressivo volume de importações. A balança comercial revela a existência de desequilíbrio econômico global forte e será difícil obter mudanças. Se nada for feito, as nações cairão na precarização geral, a humanidade terá falhado na tarefa de alcançar uma economia equilibrada. Falta conscientização e preparo. Escolas e mídia poderiam desenvolver esclarecimentos, transformando o debate econômico em algo acessível para que as novas gerações percebam que devemos sair dos caminhos errados.

Em 1900, Georg Simmel, sociólogo e filósofo alemão, publicou o livro Filosofia do Dinheiro, avaliando que na economia monetária os indivíduos tenderiam a colocar os seus interesses financeiros acima dos objetivos da nação e da sociedade e que o dinheiro tenderia a formar uma aristocracia dos ricos. De fato, o poder do dinheiro atiça as cobiças geopolíticas de dominação e controle. O trabalho se tornaria mercadoria, e o dinheiro, o fundamento do sistema econômico. Popularmente se diz que dinheiro na mão é vendaval. Mas, na realidade, em tudo na vida o problema está no ser humano, no seu ego, vaidade e cobiças, não no dinheiro ou nos sistemas.

Se uma empresa produz em seu país bens para consumo fica sujeita à carga tributária. Se importar o mesmo produto feito em outra nação, em geral não pagará impostos, então a nação que importa fica sem a arrecadação? Como se resolve isso? A nação importadora pode ficar sem arrecadação se a importação não for tributada de forma equivalente ao produto nacional. Isso está correto e é exatamente por isso que a maioria dos países aplica impostos e tarifas sobre produtos importados.

O principal instrumento para garantir a arrecadação na entrada de um produto estrangeiro é o Imposto de Importação que incide sobre o valor da mercadoria no momento da sua entrada no país através do desembaraço aduaneiro. Além do Imposto de Importação, outros tributos internos, que incidiriam sobre o produto nacional, também são cobrados no processo de importação para garantir a isonomia tributária e a arrecadação.

A tributação do produto importado torna-o mais caro. Isso compensa, em parte, os custos operacionais, como a alta carga tributária interna que a indústria nacional tem de arcar. Também desestimula a importação de produtos que já são fabricados internamente, incentivando o consumo do produto nacional e, consequentemente, protegendo empregos e a cadeia produtiva doméstica.

Se o importado não for taxado na entrada, fica difícil para a produção interna competir. Se um produto importado entrar num país sem nenhuma taxação ou com uma alíquota muito baixa, a produção interna enfrentará grande dificuldade, especialmente se o país de origem tiver custos de produção muito menores seja por mão de obra, matéria-prima ou subsídios governamentais.

Sem tarifas de importação ou com tarifas muito baixas, os produtores estrangeiros que exportam e já possuem custos de produção mais baixos, seja por eficiência, subsídios ou salários menores, teriam uma vantagem de preço significativa e duradoura, embora os consumidores pagariam menos. Esse é o benefício imediato e mais visível do livre comércio, ou baixas tarifas. Os consumidores, de fato, se beneficiam de uma maior variedade de produtos a preços mais competitivos. Se a moeda estiver mais valorizada do que na origem exportadora, o benefício será ainda maior.

As consequências negativas para a economia da nação podem ser graves e nem sempre são óbvias para o público em geral, tais como: desindustrialização e perda de empregos, uma vez que as indústrias nacionais, incapazes de competir com os preços mais baixos dos importados, podem ser forçadas a fechar as portas, eliminando empregos e destruindo toda uma cadeia produtiva; vulnerabilidade econômica e segurança nacional, pois uma nação que depende excessivamente de produtos importados (inclusive itens essenciais como medicamentos, alimentos ou componentes eletrônicos) torna-se vulnerável às crises externas; dependência tecnológica, porque a destruição da indústria local pode significar o fim da pesquisa e desenvolvimento (P&D) e da inovação no país. A nação passa a depender de tecnologias de outras nações.

Além disso deve-se considerar o déficit na balança comercial, já que aumentar muito as importações sem aumentar as exportações pode levar a déficits comerciais crônicos, o que pode pressionar a moeda nacional e gerar instabilidade financeira. A política tarifária e o controle das importações/exportações são, de fato, alguns dos principais fatores que explicam o grande desequilíbrio econômico entre as nações. A tributação, ou a falta dela, sobre importações não é apenas um detalhe fiscal; é uma poderosa ferramenta de política industrial que, quando usada estrategicamente, constrói e protege economias desenvolvidas e, quando negligenciada, pode perpetuar o atraso das nações fracas e o desequilíbrio econômico global.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

ACONTECIMENTOS ATUAIS PREOCUPAM E AMEDRONTAM

Indicar culpados é a fórmula para não indagar das causas. A Terra é um planeta rico, mas há muita miséria. O problema não está no capitalismo, mas nos conceitos sobre a vida, riqueza e poder. Os movimentos das massas seguem o padrão da opinião pública. Como se forma a opinião de que é fácil ficar rico? Alguns creem que basta ousadia e acompanhar o movimento dos preços que estão crescendo em função do aumento de dinheiro em circulação, mas não há subida de preços de ativos que sempre dure, e como afirmam as instituições das finanças globais: de repente pode cair, e aí, o que fazer?

As nações passaram a criar dinheiro e dívidas, e importar bens em vez de produzir. Nesse meio há os que lidam com os papéis financeiros produzindo ganhos para si mesmos. O ritmo das operações está ficando cada vez mais acelerado visando aproveitar oportunidades de ganhos. O que poderá acontecer nas estradas financeiras? Talvez o mesmo que ocorre nas rodovias apertadas, onde caminhões pesados e automóveis vão acelerando de forma pouco responsável, enquanto a segurança vai diminuindo. Nas estradas de São Paulo estão acontecendo muitos desastres que ceifam vidas e perturbam o andamento normal das atividades.

O abuso com bebidas vem de longe, tendo causado muitos danos ao corpo humano, às famílias e às pessoas em geral. O menos danoso é alguma bebida que acompanha os alimentos, tipo aperitivo antes, e vinho durante a refeição. Porém, o aumento das pressões na luta pela sobrevivência provoca o aumento do consumo de bebidas alcoólicas. Os custos se elevam. Surgem ideias alternativas, precarizando os produtos. Qual é a segurança da qualidade dos vinhos e de tantas bebidas em milhares de marcas?

A humanidade atravessa um período dos mais críticos em sua história. No pós-guerra o dólar foi introduzido na finança global como o meio de promover o progresso e o aprimoramento. Dinheiro e poder requerem a máxima idoneidade e transparência, senão se tornam manipulação para domínio. Criar dinheiro do nada, uma oportunidade irresistível. A inadequação do sistema foi gerando desequilíbrios nas nações mal geridas, com a finança pública em déficits permanentes, agravado pelas manobras de políticos sem a necessária preocupação para promover um melhor futuro para a população. As nações vão se dobrando diante do peso das dívidas.

A desenfreada criação de moeda por governos irresponsáveis estraga o dinheiro que há décadas vem sofrendo perda de valor. Produzir dinheiro é fácil, mas os preços vão às nuvens, e a nação perde a capacidade de produzir bens. Tragédias poderão surgir. Novo sistema monetário poderá ser implantado, introduzindo mais controle e menos liberdade.

Há tantas coisas acontecendo que o cidadão comum não tem a mínima ideia; são volumosos movimentos de dinheiro e transferências de propriedades que visam atrair dinheiro e poder, restando esperar que os dirigentes tenham idoneidade e responsabilidade para que as condições gerais de vida da população possam melhorar ao invés de piorar cada vez mais.

Outra questão importante se refere ao aprofundamento do conhecimento sobre o significado e as consequências das transformações provocadas pelas novas ferramentas digitais, que estão eliminando os empregos e as empresas que não estão aptas a competir com os gigantes da tecnologia. Trata-se de uma revolução tecnológica que está atingindo tudo, tornando o ser humano um objeto obsoleto. Como resolver essa questão de sobrevivência num planeta com mais de 8 bilhões de almas encarnadas que precisam de trabalho, moradia e tudo mais?

O futuro da humanidade depende do bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho, e do continuado autoaprimoramento, mas nas escolas não se ouve falar da importância das leis da Criação. Não se ouve falar que o viver atualmente exige alguma atividade que gere renda, e que o dinheiro ganho deve ser bem utilizado.

A humanidade deveria estar unida e coesa no saber das leis da Criação, originadas da Vontade de Deus, e sua atuação justa e eternamente imutável, para o bem daqueles que as respeitam. Reconhecer e respeitar as leis da Criação é seguir a Vontade do Criador, para aprimorar as condições gerais de vida e embelezar a Terra.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

MANIFESTO PELO DESPERTAR DA HUMANIDADE

Diante da aceleração desordenada dos acontecimentos imprevistos, da rigidez das decisões e da fragilidade das lideranças, este manifesto está sendo erguido como um sopro da Luz da Verdade para a libertação de milênios de enganos sobre a vida, um chamado ao despertar da indolência espiritual que está rebaixando o ser humano, implantando tristeza e miséria sobre a Terra, de forma opressora. Um chamado urgente para sensibilizar os corações adormecidos.

Vivemos tempos em que o dinheiro se move cegamente como se a prioridade da vida fosse a corrida do ouro, enquanto as consciências se acomodam. Com a falta de equilíbrio financeiro, as nações se debatem em déficits, dívidas avassaladoras e desconfianças. A tecnologia avança, mas o espírito dorme. Os caminhos escolhidos em oposição às Leis da Criação conduzem aos abismos. A humanidade, em sua pressa, esqueceu o essencial: a finalidade e o sentido da vida, a beleza do existir, a dignidade do ser.

Com seu ego e vaidade, os seres humanos erigiram uma obra que tende a cair em escombros. Muitos acontecimentos imprevistos estão chamando a atenção, indicando que se aproxima o tempo no qual os seres humanos serão julgados por suas ações praticadas ao longo das suas reencarnações.

Os seres humanos têm de atentar, com humildade, para os últimos chamados da Luz que estão chegando através dos rugidos da natureza, como os derradeiros apelos à coerência lógica, à inspiração, à reconstrução do indivíduo que se afastou da essência espiritual, para que possa surgir uma nova humanidade na qual a economia sirva à vida, a política sirva à justiça, e a cultura sirva à elevação do espírito, em alegre gratidão ao Criador Todo Poderoso, doador da vida. E tudo isso temos de fazer rapidamente, despertar o espírito com todo empenho porque ainda somos humanos. Porque ainda há Luz ao nosso redor e ainda é possível alcançá-la, porque ainda resta um pouco de tempo. A humanidade adentrou em tempos sombrios, só a Luz da Verdade tem poder para eliminar a escuridão.

É hora de parar, olhar e intuir que urge escapar:

– Da rotina paralisante que esvazia os dias.

– Da precarização da vida em nome de uma eficiência sem alma.

– Da política do medo, da omissão e da indiferença.

– Da economia que deve ter por alvo a melhora das condições de vida.

Os Alvos a serem conquistados:

– Que o viver tenha sentido e coragem para buscar as causas do atraso da humanidade.

– Que a verdade seja a luz que indica o caminho.

– Que o espírito humano seja capaz de se elevar acima da mesquinhez e da apatia.

– Que a transformação comece no íntimo de cada indivíduo consciente e autoconsciente.

A Convocação a todos, em prol da busca da Luz da Verdade:

– Aos sábios, para novamente ousarem sonhar com lucidez e com a intuição.

– Aos líderes, para servirem com humildade e visão, sempre visando o bem.

– Aos jovens, para que não se conformem com o vazio em que a existência humana foi jogada.

– Aos povos, para se reconectarem com a Terra e a natureza, com o sagrado e com a Luz da Verdade do Espírito Santo para construírem na Terra um viver laborioso, em harmonia, semelhante ao do paraíso.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

TRANSFORMAÇÕES UNIVERSAIS

Com a consolidação do dólar como moeda forte e estável perante os Estados-nação, os Estados Unidos se tornaram o país dominante do qual se beneficiaram os poderosos e a sua população em geral. Esse cenário foi fundamental para o estabelecimento de elevado padrão de vida, sustentado pelo poder econômico global do país.

Mas nas engrenagens do tempo, muitos aspectos importantes foram negligenciados e a população se tornou refém das importações, enquanto o Japão tomava a dianteira em setores estratégicos de produção, sendo superado pela China que foi se tornando imbatível na produção e nos custos competitivos. Mas a fatura está chegando para os Estados Unidos e o governo tenta reverter a situação.

A displicência governamental com as finanças públicas representa o grande mal que, por décadas, vem corroendo o poder de compra da moeda das nações. Com a fragilidade da moeda, vem a desconfiança e a fuga para o dólar, promovendo o desmanche do Estado-nação.

Nunca se criou tanto dinheiro como ultimamente, mas onde ele foi parar? Se o dinheiro não estiver caro, muito dele vai para as Bolsas, dando ganhos fabulosos para muitos daqueles que escolheram essa forma de aplicação do capital. Mas o que são as Bolsas, o que elas têm a ver com concentração e desigualdade na renda?

As classes sociais foram se estruturando umas em cima das outras, quando deveriam estar, naturalmente, lado a lado. A criação do dinheiro imposto pelo Estado favoreceu a concentração, surgindo a separação entre os que têm e o resto, despertando raiva e descontentamento.

Há uma tendência de precarização geral, decorrente da tendência da queda na renda, influenciada pela perda de valor do dinheiro e pela entrada de mercadorias produzidas em regiões em que os custos gerais são mais baixos, inclusive os da mão de obra. A questão é buscar soluções. As novas tarifas fazem aumentar as dificuldades pré-existentes.

Todas essas transformações geraram um amplo desequilíbrio econômico global, afetando a disposição interior dos seres humanos. A decadência se amplia sobre a população de mais de 8 bilhões de almas. O ser humano se desconectou da própria alma passando a viver de forma desumana, e é muito agradável quando conversamos com alguém cuja a alma esteja ativa. No contexto desse novo cenário global, os jovens se revoltam permanecendo inativos, esquecendo que têm de se movimentar para sobreviver e buscar as causas e caminhos naturais para sair do viver rotineiro e vazio.

A caótica situação do planeta Terra tem despertado a atenção da humanidade. Vídeos e artigos estão surgindo sobre essa questão. São textos bem estruturados chamando a atenção para este momento de transformações profundas, alertando para as ocorrências que se avolumam e geram sérias ameaças, unindo antigas profecias a acontecimentos atuais, indicando que nelas há um fundo de verdade que se manifestará no futuro que se aproxima, trazendo as consequências decorrentes da forma displicente de como o ser humano utilizou o tempo concedido.

Estão ocorrendo muitos e variados acontecimentos afetando tudo, mexendo com todos, inquietando, chamando a atenção para o despertar do espírito. Com intuição ativa e raciocínio lúcido, todos devem buscar a correta compreensão do significado da vida e da Criação e suas leis.

A classe política percebe o descontentamento e busca meios que permitam exercer influência sobre a população. O resultado dessas ações vai depender das intenções, das motivações, se realmente desejam o bem da humanidade ou se atuam tendo em vista privilégios e interesses particulares e geoeconômicos.

Distante no passado ficou o tempo em que as pessoas estavam integradas à natureza. Com intuição atuante e lucidez, deveriam ter prosseguido, buscando a correta compreensão do significado da vida e da Criação e suas leis. Atualmente, cada indivíduo está seguindo seu caminho, meio atordoado, sem prestar muita atenção ao que se passa à sua volta. As criaturas humanas percebem um impulso para a busca da verdade, no entanto, pouco se fala sobre a promessa feita por Jesus aos que a procuram. Em Apocalipse 14:14 está mencionada a vinda do Filho do Homem oriundo da Luz da Verdade, simbolicamente, com uma coroa de ouro na cabeça, e uma foice afiada na mão; o Portador do Evangelho Eterno, isto é, o esclarecimento de como atuam as leis da Criação, a Vontade de Deus.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A 80ª ASSEMBLEIA GERAL DA ONU EM 2025

Muitas pessoas pressentem algo especial no Brasil onde, naturalmente, deveriam respeitar as leis da Criação, a vontade de Deus. Até na Organização das Nações Unidas (ONU) o reconhecimento disso deu à nossa nação uma posição de destaque. Mas o povo do Brasil também tem de reconhecer isso amplamente.

Vale lembrar que a ONU foi criada em 1945, após o horror da Segunda Guerra Mundial, com o propósito de evitar novos conflitos globais, promover os direitos humanos e fomentar o desenvolvimento e a busca pela justiça universal. Passados 80 anos, o mundo ainda enfrenta guerras, fome, desigualdade e degradação ambiental. Bilhões foram investidos, mas os resultados são ambíguos: avanços em saúde e educação coexistem com crises humanitárias e colapsos éticos. A própria estrutura da ONU, com seus vetos e interesses geopolíticos, pode muitas vezes ser influenciada pela geoeconomia global.

A abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU foi realizada em 23 de setembro de 2025, num momento em que permanecem as preocupações com a guerra na Ucrânia, conflitos no Oriente Médio, imigração descontrolada, políticos populistas que cativam os eleitores com promessas irrealizáveis, e a introdução de tarifas pelos Estados Unidos. Pela ordem falaram: António Guterres – Secretário-Geral da ONU; Annalena Baerbock – Presidente da Assembleia Geral; Luiz Inácio Lula da Silva – Presidente do Brasil; Donald Trump – Presidente dos Estados Unidos, além de representantes de outros países, como Indonésia, Turquia, Peru, Jordânia, Coreia do Sul, entre outros.

Guterres apresentou um panorama global dos desafios enfrentados pela humanidade, como guerras, mudanças climáticas e desigualdade, enquanto Annalena deu as boas-vindas aos representantes dos 193 países membros, comentando sobre o papel preponderante da ONU na busca pela paz e progresso.

A fala de Lula foi bem estruturada, a de Trump também, mas nela havia mais emoção. Uma guerra nuclear seria o fim. A ONU consumiu muito dinheiro, mas urge examinar em que nível a humanidade está, em comparação com o período entre a primeira e segunda guerra, se evoluiu ou retrocedeu. Criminalidade e narcotráfico estão se aproximando, inclusive infiltrando agentes no poder.

Os líderes discutem sobre a necessidade de evitar a guerra mediante pacotes financeiros para armas nucleares e intimidação, e eliminação da fome. A solução mais profunda está em algo que tem de fazer parte da pauta da ONU: educação para o espírito, ou seja, ensinar valores universais desde a infância e a reconexão com o propósito da vida. Cada indivíduo tem de assumir a responsabilidade por seus atos, visando sempre o bem e a melhora das condições gerais de vida como guardião da natureza que nos envolve. O verdadeiro progresso da humanidade requer a evolução espiritual, ética e moral.

A saúde é a grande riqueza. Ao lado dela é fundamental que a humanidade, a principal espécie no planeta, busque o aprimoramento, permanecendo voltada para o bem, para que a beleza, a harmonia e a paz sejam restabelecidas na Terra.

A indolência espiritual gera caos atraindo os males que afligem a humanidade tais como: cobiças, vaidade e sede de poder, que têm sido motores de guerras, exploração e destruição. Para satisfazer a própria cobiça por riqueza e poder, os seres humanos não vacilam em causar danos aos seus semelhantes.

A humanidade, ao ignorar a Lei da Criação da justiça e amor, de não causar danos ao próximo para benefício próprio, afastou-se da harmonia natural. O caos atual não é apenas político ou econômico, mas existencial: uma crise de sentido, de valores, de conexão com o que é essencial.

Na Luz da Verdade Mensagem, do Graal, escrito por Abdruschin, não é um livro de religião, porém mostra, de forma severa, como os seres humanos se desviaram da jornada que deles era esperada, mas acostumados com palavras acomodatícias, agora têm de se esforçar para reconhecer e se afastar da beira do abismo que criaram, buscando reconhecer as profundas verdades eternas.

Na Luz da Verdade é um chamado ao eu interior, à vivência das Leis da Criação, à coragem de romper com a comodidade e buscar lucidez sobre o significado da vida e as leis que a regem. Que esse chamado ecoe não só nas tribunas da ONU, mas nos corações de todos que ainda buscam sentido. Os líderes devem estar imbuídos de sua alta responsabilidade porque as suas ações influem no destino da humanidade.

Obs.: Escrito com base em pesquisa com COPILOT, a IA da Microsoft.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

MAL-ESTAR GLOBAL

Há milênios os seres humanos peregrinam pela Terra. Agora é tempo de empregar todos os recursos disponíveis e utilizar a Inteligência Artificial com sabedoria, visando assegurar a saúde, a evolução e impedir a decadência que se amplia sobre a população de mais 8 bilhões de almas. O ser humano se desconectou da alma e criou uma forma de viver desumana. Os jovens se revoltam, mas esquecem que têm de sobreviver, buscar as causas, buscar caminhos naturais.

As questões fundamentais merecem a atenção de todos para possibilitar a continuada melhora das condições gerais de vida. Nestes tempos em que está sendo impulsionada a Inteligência Artificial é preciso voltar as atenções para o funcionamento do cérebro, exposto a uma infinidade de invasões do mal (tentações) que retardam o aprimoramento.

A diplomacia sempre foi dissimulada, ocultando suas reais intenções, mas tudo está mudando. Ainda há uma dissimulação, mas as ações estão evidenciando os objetivos: a luta por riqueza e poder. Enquanto isso, as pessoas continuam permitindo que sejam transformadas em coisas incapazes de exercer o livre querer do coração.

Parece que há uma guerra no ar, diferente das anteriores devido às transformações tecnológicas. A todo momento surgem novos lances inquietantes que logo se tornam conhecidos pelo público. Isso vai minando o cenário, mas o tempo voa e logo são absorvidos pelos novos lances que vão se sobrepondo, se acumulando e gerando algo tenebroso.

A democracia do Estado-Nação tem apresentado situações de desvios do poder democrático. O dinheiro e as riquezas têm desviado a ação política, produzindo desperdícios, ineficiência e atraso.  O regime autocrático tem alcançado resultados devido à maior agilidade para tomar decisões e controlar a população. A cobiça leva ao acolhimento do poder forte autocrático que é arrebatado com as duas mãos, centralizando dinheiro, legislação e judicialização, tudo subordinado aos interesses próprios.

Para onde vai o Brasil? Para onde vão as nações? O que podemos esperar? Tudo depende das intenções, do querer real nem sempre condizente com as aparências, sejam de indivíduos, povos, da humanidade inteira. Autoridades e líderes globais estão sempre tomando decisões e se pronunciando sobre várias questões, mas decisivo é o que se passa no íntimo: qual é a motivação, qual é o objetivo, e é isso que dará o tom aos acontecimentos que mergulham sobre a humanidade.

Muitos analistas avaliam que, após milênios, as condições gerais e econômicas se acham num tempo de “viragem”, isto é, estão ocorrendo transformações que escapam ao controle dos homens e das IAs. A economia, a demografia, a educação e a natureza mostram isso.

Os Estados Unidos passaram a se interessar mais pelo futuro da América Latina.  Parece que vem aí um ciclo das “vacas magras” afetando consumo e empregos? A verdade é que tudo está caro em todos os lugares, e a renda da classe média estagnada. Ou se ajustam, ou perecem. MacDonald´s baixa preços dos sanduíches nos Estados Unidos.

Muito dinheiro tem sido criado, mas para onde ele foi? Por décadas os EUA têm importado de tudo, gerando déficits na balança comercial, tudo com preço menor do que produzir internamente. As novas tarifas encarecem as mercadorias gerando receitas e aumento de preços. Qual será o custo se forem produzidas internamente?

Há um desequilíbrio econômico global. Como as nações poderão ter equilíbrio entre importações e exportações diante dos sistemas econômicos heterogêneos?  Embora China e Índia tenham mão de obra de baixo custo, as tarifas elevadas e a perda de valor do dólar poderão favorecer o colapso econômico porque o grande consumidor vai comprar menos, e a renda baixa não permite um consumo global mais ousado.

Pode-se afirmar que há um mal-estar da humanidade que, ao não reconhecer as leis universais da Criação e respeitá-las para construir um futuro sempre melhor, como era esperado dela, acabou se tornando um fardo pesado para o planeta, atraindo confusão, guerras e catástrofes.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A NATUREZA NÃO NEGOCIA: ADVERTE E REAGE

Um chamado à lucidez ecológica: a Terra levou bilhões de anos para se tornar um lar hospitaleiro aos seres humanos. De partículas cósmicas ao florescimento da vida, cada etapa foi cuidadosamente moldada pelas leis da natureza — leis que não foram escritas por mãos humanas, mas são universais e sustentam tudo o que somos. No entanto, em nome do progresso, temos ignorado esses imutáveis códigos ancestrais.

Grandes obras, como a barragem hidrelétrica de Motuo, projetada para ser a maior usina hidrelétrica do planeta no rio Yarlung Tsangpo, na Região Autônoma do Tibete, é um majestoso projeto que revela o poder da engenharia, o poder do homem e, ao mesmo tempo, a displicência que nos afasta do essencial: a preservação da natureza, o equilíbrio ecológico. Ao desviar o curso natural do rio Yarlung Tsangpo, que alimenta comunidades da Índia e Bangladesh, o ser humano interfere nos sistemas da natureza, sem conhecer exatamente que consequências poderão resultar disso.

Esse tipo de atitude da humanidade, sequiosa por ganhos e obras faraônicas para se evidenciar, se opõe à preservação das condições de sustentabilidade da natureza e seus automáticos sistemas. Um exemplo no Brasil é o da Nova Raposo, planejada para interligar as cidades paulistas de Cotia, Itapecerica da Serra e Embu das Artes, cujo projeto ameaça derrubar milhares de árvores nativas, fragmentar corredores ecológicos e comprometer mananciais vitais como o rio Embu-Mirim e o rio Cotia.

Evidencia-se a fragilidade da conexão entre o Rodoanel e a BR-116, que continua travando o acesso aos municípios de Embu das Artes e Itapecerica da Serra. Trata-se de um problema conhecido há anos, mas ainda sem solução eficiente. Uma das justificativas para o prolongamento da Nova Raposo seria aliviar essa pressão viária, criando nova rota justamente no coração de áreas de preservação, o que tende a induzir ocupações precárias e desordenadas, como já ocorreu nas bordas do próprio Rodoanel e da BR-116.

A falta de adequação, através de planejamento integrado com a natureza e em audiências públicas, revela um modelo de desenvolvimento que prioriza o fluxo de veículos, mas negligencia o direito à cidade, à natureza e à participação popular dos defensores da sustentação da vida. Essa obra também tem como proposta estratégica conectar diretamente a Rodovia Castelo Branco (SP-280) à Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), criando novo eixo de escoamento logístico que passaria por zonas de Mata Atlântica e áreas de preservação permanente.

Estima-se que mais de 350 nascentes e 50 km² de Mata Atlântica serão impactados, colocando em risco mais de 300 espécies da fauna local, incluindo onças-pardas, bugios e jaguatiricas. Na natureza nada é supérfluo. A estupidez humana, embriagada por objetivos econômicos e conquistas tecnológicas, tornou-se incapaz de ver o invisível: os segredos do salutar equilíbrio. Perdemos a reverência pelas coisas naturais criadas sem a participação do ser humano, as quais estão à disposição de todos como alimentos, o ar, o solo, a água, o sol, e esquecemos que conhecimento sem humildade se transforma em ferramenta insensata de destruição.

Esse cenário é consequência de um modelo histórico que trocou as ferrovias, menos poluentes e mais integradoras, pelas rodovias, consolidando o tráfego de carretas que consomem óleo diesel e emitem toneladas de CO₂ todos os dias. A lógica rodoviarista transformou a paisagem e a política pública, priorizando asfalto ao invés de mobilidade sustentável. Aquilo que deveria ser um país abençoado evoluindo em paz se apresenta caótico e desordenado nas ruas e rodovias estreitas.

Mas nem tudo está perdido. Ainda existem olhares atentos, mãos cuidadosas e vozes que insistem em lembrar que progresso sem respeito à natureza, que nutre nosso corpo, é retrocesso. Que restauração e preservação é tão valiosa quanto inovação. Que estudar a natureza e suas leis, absolutamente lógicas, é um dever, não para dominá-la, mas para aprender com ela e obter os frutos que oferece.

No entanto, em nome do progresso, temos ignorado esses códigos ancestrais. Grandes obras, como a barragem hidrelétrica de Motuo no Tibete, ou o projeto de prolongamento da Rodovia Nova Raposo em São Paulo, revelam a capacidade da engenharia e, ao mesmo tempo, a cegueira que nos afasta do essencial: o equilíbrio ecológico. Acontecimentos  graves estão mostrando que o humanismo estagnou desde longa data: mentiras, aspereza, arrogância, prepotência. Restaurar o humanismo e o equilíbrio econômico entre as nações é o único caminho que pode fortalecer a paz e o progresso.

Os problemas exigem soluções, mas a natureza e suas leis não negociam. Esta frase não é metáfora; é advertência. Quando violamos seus ritmos, ela reage e responde com secas, destruição do solo, enchentes, extinções, não por punição, mas por consequência.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

 

REENCARNAÇÃO E AS LEIS DA CRIAÇÃO

É óbvio que a reencarnação existe desde que os primeiros seres humanos se encarnaram na Terra. A semente espiritual inconsciente tinha o impulso para se tornar consciente; para isso era necessário um solo adequado. No “Faça-se a Luz” surgiu a Criação, a Terra a primeira estrela para abrigar os seres humanos.

O espírito humano encontrou pronto um corpo de origem animal que deu, enfim, o ensejo ao nascimento na Terra, da espécie espiritual que precisava de um campo distante de sua origem para o seu pleno desenvolvimento e fortalecimento, para adquirir a consciência e a autoconsciência, para poder reingressar à sua origem, tudo seguindo rigorosamente o funcionamento das leis universais da Criação. Esse saber era amplamente conhecido pelos Sábios da Suméria e perdurou em sua clareza até a época da construção da Grande Pirâmide do Egito. Posteriormente, foi recebendo influências no sentido de encobrir a verdade simples e natural.

Cada vida terrena representa uma fase de desenvolvimento e transformação. Do passado remoto não restaram informações claras e completas, que naquela época eram transmitidas de geração em geração através do boca a boca.

Tradições antigas

Hinduísmo: ciclo do samsara (nascimento, morte e renascimento) regido pelo karma. Derivado da tradição védica, que afirma que a vida terrena é apenas um elo de um longo processo de aprendizado e purificação. O objetivo não é “morrer bem”, mas viver de forma que a próxima existência (ou a libertação final) reflita um amadurecimento da alma. (Surgiu cerca de 1500 a.C., embora a tradição oral seja muito mais antiga).

Budismo: a reencarnação ocorre de forma contínua até a pessoa alcançar a iluminação (Nirvana). Surgiu mais ou menos em torno da metade do 1º milênio a.C., notadamente nas primeiras escolas indianas: Upanishads, Jainismo, Budismo, surgiu a palavra reencarnação expressando a volta do espírito a um novo corpo terreno. ([1] Wikipedia).

Na visão védica, a alma (atman) é eterna e percorre um ciclo de nascimentos e mortes (saṃsara), guiada pela lei de causa e efeito (karma). Cada vida oferece oportunidade de aprendizado e purificação, e o objetivo final é alcançar moksha, a libertação desse ciclo, unindo-se ao princípio supremo (Brahman). Essa jornada não é castigo, mas um processo natural de evolução espiritual, onde cada ação é uma semente que germinará nesta ou em outras existências.

“Viver não é atender, como os animais ou plantas, somente às necessidades naturais. Viver é mover-se, movimentar-se, mostrar que estamos vivos. Viver é aproveitar ao máximo todos os momentos, seja no trabalho, seja na meditação. Esse modo de viver, sim, é que nos tira da rotina e nos prepara para um verdadeiro viver no Além, quando chegar a hora oportuna, a nossa hora de partir daqui.” ([14] Buddha, graal).

Importante ressaltar que o karma é a lei natural da reciprocidade ou de causa e efeito segundo a qual cada ação, palavra ou pensamento gera consequências inevitáveis que se ligam à alma, acompanhando-a para vidas futuras, onde surgirão as oportunidades de corrigir erros, cumprir resgates e amadurecer espiritualmente.

Na Grécia antiga, filósofos como Pitágoras e Platão também propuseram conceitos semelhantes de pré-existência da alma e ciclos de renascimento ([2] E-Pubs), ([3] Wikipedia).

Os povos germânicos e nórdicos, antes da cristianização, tinham memórias de renascimentos; por exemplo, nos versos da Edda e registros sobre os Teutões ([4] Wikipedia).

A adolescência sempre foi marcada pela melancolia dos jovens que percebem a dor do mundo sem compreendê-la, sem encontrar alguém que explique claramente as causas e consequências, o significado e a finalidade da vida. A maioria passava por essa fase que, entre farras e bebedeiras, era logo esquecida. Mas atualmente nem isso. Em sua depressão, os jovens não se conscientizam que a adolescência é a importante fase da passagem da criança para o ser adulto, para que se esforcem para entender a vida e as leis que a regem de forma a se tornarem verdadeiros seres humanos autoconscientes, dotados de discernimento e bom senso, para sempre se esforçarem para compreender o funcionamento das leis universais da Criação e evoluir.

O ser humano é espírito. A semente espiritual encarna na Terra para se fortalecer, desenvolver, evoluir, enfim, se tornar o verdadeiro ser humano. Mas em muitas situações se mostra desumano por não ter promovido a manifestação do espírito.

Os seres humanos se encarnaram na Terra para fortalecer e desenvolver a autoconsciência do espírito, mas se desconectaram da própria alma.

A essência do ser humano é espírito que se manifesta pela voz interior ou eu interior e a intuição. O intelecto está embutido na massa cerebral capacitada a raciocinar logicamente, mas sempre restrito ao tempo-espaço. Ao longo do tempo, o eu interior foi sendo calado, enquanto o intelecto ia crescendo, se tornando dominador, ou seja, o ser humano foi se afastando de sua essência, de sua alma, e isso o restringe ao corpo terreno temporário e perecível. Ao se afastar da Luz, a consequência é que o espírito deixa de contribuir, ficando o ser humano restrito ao materialismo, em nível inferior ao qual deveria estar e evoluir sempre. Em meio a aridez reinante é muito bom ver pessoas falando da necessidade da reconexão com o próprio espírito.

Milênios foram perdidos sem proveito para a real finalidade da encarnação. As pessoas não se esforçaram para reconhecer e respeitar as leis da Criação, a vontade do Criador. Se não ansiarem pela Luz da Verdade, esforçando-se para encontrá-la, serão arrastados para a destruição de sua identidade, junto com tudo que se afastou da Luz.

“A vida atual, com todos os sucessos e derrotas, ligações de amor e de ódio, anseios e frustrações, nada mais é do que o reflexo de vidas passadas, pois tudo tem efeito recíproco, refluindo, inevitavelmente, ao ponto de partida. Aprofundando-se no tema, o ser humano descobrirá que, com a atuação presente, pode corrigir eventuais falhas do passado, forjando um futuro melhor.” (Roselis von Sass, livro Fios do Destino determinam a vida humana).

Primeiros desafios e rejeição no cristianismo

Na época de Jesus, a ideia da reencarnação sobrevivia vagamente entre os discípulos e nas pequenas aldeias afastadas. Jesus encontrou a humanidade extremamente enrijecida e não pôde falar tudo que queria:

(João 16:12) “Eu ainda tenho muitas verdades que desejo vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. 13: Mas quando vier aquele, o Espírito da Verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos revelará tudo o que há de vir.”

Muitos fundadores da Igreja dos séculos II a IV rejeitaram explicitamente a reencarnação, como, por exemplo, Justin Martyr, Irenaeus, Tertullian e Jerome, alegando incompatibilidade com a ressurreição corporal e a redenção única em Cristo ([5] comparativereligion.com). O conceito de ressureição era então confundido com o renascimento em outro corpo.

Embora Orígenes, do século III, tenha especulado sobre pré-existência da alma, ele não ensinava reencarnação como se entende hoje, e sua posição acabou sendo condenada mais tarde ([6] reddit.com).

Teorias das Religiões

No cristianismo primitivo, alguns grupos gnósticos e correntes místicas aceitavam ideias próximas à reencarnação. Mas, a partir dos séculos IV e V, com a consolidação da Igreja como instituição de amplitude global, essa doutrina foi sendo rejeitada. O II Concílio de Constantinopla (553 d.C.) teria condenado certas ideias associadas à “pré-existência da alma” (relacionadas a Orígenes), cortando o vínculo com qualquer noção de reencarnação.

A decisão dogmática, o impulso decisivo em 553 d.C.

No Segundo Concílio de Constantinopla (553 d.C.), a reencarnação foi abolida, condenando formalmente quem defendesse a preexistência da alma, como Orígenes e suas ideias, tornando essa posição herética ([7] reddit.com).

O imperador Justiniano I, e possivelmente a imperatriz Theodora, tiveram papel decisivo no encerramento do debate e na supressão dessas ideias na teologia oficial da Igreja ([8] platonicsurrealism.com), ([9] reincarnationresearch.com).

A salvação passou a ser vista como algo que ocorre numa só única vida, reforçando a urgência de aderir à fé correta.

No judaísmo, ideias de reencarnação (como a gilgul cabalística) ficaram restritas a tradições místicas e esotéricas, não sendo aceitas no judaísmo rabínico oficial.

No islã, o Alcorão não apoia a reencarnação; a doutrina majoritária defende um único julgamento após a morte. Movimentos sufis (místicos) preservaram conceitos semelhantes, mas discretamente.

Algumas correntes místicas ou heréticas sobreviveram secretamente, como os gnósticos, carpocracianos, valentinians, e grupos da Cabala judaica como o gilgul ([3] e [11] Wikipedia), ([10] interfaith.org).

No mundo islâmico, a reencarnação não é aceita na doutrina oficial, mas persistiu entre os sufis e os druze, que ainda hoje a defendem ativamente ([11] e [12] Wikipedia).

Influência política

Unificar doutrina ajudava a manter coesão social e controle. Uma crença na reencarnação dá tempo e espaço para a evolução moral, enquanto que a crença em juízo único, após a morte, cria mais urgência e obediência imediata às normas religiosas e às leis dos homens.

Em impérios e reinos cristianizados, era mais fácil governar quando a teologia reforçava que a salvação dependia da Igreja nesta vida.

Influência cultural

Povos ocidentais passaram a associar progresso e sucesso à vida presente, deixando de lado visões cíclicas. A filosofia greco-romana dominante acabou se inclinando mais ao racionalismo materialista ou a formas de espiritualidade que não incluíam a reencarnação.

O ser humano é espírito; por natureza isso deveria colocá-lo na senda do bem, subordinando o cérebro a isso; mas ele tem em si a liberdade de escolha, sempre está escolhendo algo, de forma consciente ou não. O pensar cerebral pode ser manipulado de fora; a intuição espiritual, não. Como o cérebro tem sobrepujado o espírito, pode em sua liberdade de escolha, optar pelo mal, mas será responsabilizado e colherá as consequências nesta ou em outra vida.

Diante da cobiça dos homens por riqueza e poder, a espiritualidade foi marginalizada, tratada como superstição ou escapismo, em vez de ser o centro da existência. Temos que cuidar da saúde, que impõe várias necessidades, como alimentação, moradia, prazeres, etc., mas o ser humano não nasceu só para isso. A questão dos propósitos requer amplitude. O modernismo tem afastado a humanidade de sua finalidade principal.

A falta de metas adequadas à espécie humana gerou a civilização áspera na qual estamos, o labirinto. A Saída do Labirinto dos erros e falsos conceitos requer humildade e reconexão com as Leis da Criação. Uma nova civilização depende dos propósitos e metas que forem definidos. Sem as metas condizentes com a natureza espiritual da espécie humana, a civilização se tornou áspera, desequilibrada e alienada de seu propósito maior.

Se os seres humanos tivessem rechaçado de forma veemente o princípio errado lançado pelo inimigo da Luz, o anticristo, para destruir o espírito humano, tudo teria sido diferente e teriam cumprido a sua tarefa na Terra.

Supressão e esquecimento

Textos antigos favoráveis à reencarnação foram abandonados ou reinterpretados. Estudos de natureza espiritual, ligados ao reconhecimento de que o ser humano reencarna várias vezes, foram marginalizadas ou associadas à superstição. Na Idade Média europeia, qualquer ensino não alinhado ao dogma oficial era perseguido como heresia. À medida que novas reencarnações iam surgindo, mais o ser humano ia se afastando da realidade espiritual.

Persistência subterrânea

Apesar disso, a ideia nunca desapareceu totalmente. Nas Américas, povos indígenas preservaram crenças em renascimentos e espíritos que retornam à tribo. No misticismo europeu, alquimistas e ocultistas mantiveram ensinamentos reencarnacionistas. No Oriente, o conceito se manteve vivo nas religiões indianas e no budismo, influenciando o Ocidente novamente a partir do século XIX. A vida continua após o desenlace da alma. A reencarnação do ser humano é coisa séria; são coisas com as quais não se deve brincar nem fazer disso circo para diversão.

Memória de vidas passadas

De forma coerente, em várias tradições espirituais, há o conceito de que os espíritos reencarnados na matéria grosseira não devem se lembrar conscientemente de quem foram em vidas passadas para, dessa forma, poderem tomar decisões livres de influências do passado.

A lembrança seria revelada apenas se e quando fosse útil ao desenvolvimento atual. Isso evita distrações e o apego a papéis passados, o viver inerte nas lembranças do que já passou. Assim como um estudante não precisa rever todas as anotações do ano anterior para aprender no ano seguinte, o espírito prossegue a lição no ponto em que parou.

Viver e vivenciar o presente com propósito. Ter foco no momento presente. Aproveitar a encarnação para o progresso espiritual e moral. Como esclarece a Mensagem do Graal, de Abdruschin, buscar a Verdade e ajustar-se às leis da Criação é dever do ser humano. ([14] graal.org.br).

A finalidade da vida é reconhecer e ajustar-se às leis espirituais que regem a Criação — como causa e efeito, semeadura e colheita, afinidade, aproveitando o tempo precioso de forma construtiva para evoluir e adquirir a autoconsciência, cultivar clareza interior, agir com retidão e contribuir para o embelezamento e melhores condições gerais de vida, unindo o Céu e a Terra, o Aquém, onde estamos, e o Além, a matéria fina da Criação.

Se as pessoas em geral tivessem esse saber natural, muita angústia e medo se dissipariam, e com certeza viveriam de forma mais tranquila e proveitosa. Falta um esforço nesse sentido, ou seja, encarar a vida com mais serenidade, sabendo que a morte não é o fim, mas uma etapa de continuidade. Valorizar mais o presente, porque compreenderiam que cada experiência é oportunidade única no processo evolutivo. Assumir mais responsabilidade moral, entendendo que tudo o que semeiam retorna inevitavelmente pela lei de causa e efeito.

Cada ser humano renasce no ambiente que preparou para si em vidas passadas. O desafio é que vivemos num tempo em que o imediatismo, o materialismo e a distração constante abafam a intuição e o interesse por reflexões profundas. É preciso um esforço consciente, tanto individual, cultivando esse saber, quanto coletivo, criando ambientes onde esse conhecimento possa florescer.

A humanidade podia e deveria ter promovido o aprimoramento da própria espécie, mas parece que em vez disso fez o contrário, chegando aos extremos da decadência, onde desistir de tudo é o caminho que abriu. A situação geral é crítica. Naturalmente, desistir de tudo e da vida não é o caminho correto, mas essa situação surgiu do emaranhado dos conceitos errados e falsos sobre a vida e sua finalidade, como se fosse um labirinto. O princípio errado lançado pelas trevas para destruir o espírito humano foi acolhido pela humanidade. São muitas tentações e falsos conceitos para desviar. Somente quando cada indivíduo fizer da busca da Luz da Verdade a prioridade da vida é que poderá sair do labirinto dos erros e alcançar a libertação em nova construção.

Conclusão

A rejeição da reencarnação em grande parte do Ocidente foi consequência de uma combinação entre teologia (ressurreição vs. renascimento), influência política (especialmente o Império Bizantino) e atos institucionais (concílios e condenações). Apesar disso, em várias partes do mundo, como na Índia, no judaísmo místico, em sociedades tradicionais africanas (ex. os Ogbanje dos Igbo) e nos Druze, a ideia continuou viva e ativa até os dias atuais ([2] E-Pubs), ([13] Wikipedia).

No Brasil, a Federação Espírita Brasileira (FEB), fundada em 1884, é uma entidade de utilidade pública que se constitui numa importante e influente organização que reconhece a reencarnação do ser humano.

Interessante saber do histórico: (ressureição vs. renascimento). Biologicamente, pelas leis naturais, não há ressureição do corpo material. O espírito que necessita de nova reencarnação busca ficar na proximidade de uma mulher grávida para se ligar ao corpo em formação (Abdruschin, Na Luz da Verdade, O Mistério do Nascimento). Então, o importante é saber que esta não é a primeira vez que estamos na Terra. Agora cada um tem de viver o presente, aproveitar bem o precioso tempo concedido para reconhecer o significado e a finalidade da vida, e as leis que a regem e respeitá-las para alcançar evolução espiritual e felicidade.

Muitas pessoas não sabem mais o que é a vida, seu significado e finalidade. Instalou-se a ignorância. Onde encontrar a oportunidade de desenvolver estudos espirituais com lógica e coerência? A obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, de Abdruschin, editada em vários idiomas, é uma Verdadeira Universidade Espiritual para todos que a estudarem com afinco e humildade, empregando objetividade e reflexão intuitiva.

Biologicamente a ressurreição física literal contraria as leis conhecidas da natureza (o corpo material, uma vez decomposto, não volta à vida). Para o espírito, a vida continua, e a reencarnação, entendida como o renascer e a volta do espírito a uma nova vida corpórea, harmoniza-se com a lógica das leis naturais, inclusive com a observação de ciclos presentes em toda a vida orgânica.

A visão de Abdruschin em Na Luz da Verdade, O Mistério do Nascimento, mostra a reencarnação como um processo natural e ordenado: o espírito, após desprender-se do corpo anterior, permanece em outro plano invisível, a matéria fina, ou além, denominação mais conhecida. No momento certo aproxima-se de mulheres grávidas, visando uma nova encarnação que se dá no meio da gravidez. A geração de filhos exige alta responsabilidade de pais e mães, pois se trata da oportunidade da reencarnação de um espírito. As futuras mães têm de manter vigilância máxima para não permitir que uma alma sobrecarregada, sem anseio pela Luz, possa se aproximar do seu lar.

Resumindo, a reencarnação pode ser considerada como a “ressurreição” que assinala a continuidade da vida individual do espírito, ofertada pelo funcionamento das leis divinas do Criador, para que, embora não se lembrando do seu passado, prossiga em sua jornada de desenvolvimento e fortalecimento, para que, de forma autoconsciente, com as vestes limpas, possa retornar à sua origem, de onde partiu, com anseio de se tornar autoconsciente. Como tudo na Criação chegará o tempo do exame, o julgamento para verificar se o ser humano aproveitou o precioso tempo que lhe foi concedido para desenvolver os talentos espirituais, ou se o desperdiçou inutilmente com as ninharias da vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

Ob.: Este artigo foi desenvolvido com o auxílio do ChatGTP na realização das pesquisas:

Versão em PDF:

https://vidaeaprendizado.com.br/img/file/REENCARNACAO_vidaeaprendizado.pdf

Referências:

[1]:https://en.wikipedia.org/wiki/Sa%E1%B9%83s%C4%81ra?utm_source=chatgpt.com “Saṃsāra”

[2]:https://www.epubs.utah.edu/index.php/historia/article/view/578/429?utm_source=chatgpt.com “The Argument over Reincarnation in Early Christianity | Utah Historical Review”

[3]: https://en.wikipedia.org/wiki/Carpocrates?utm_source=chatgpt.com “Carpocrates”

[4]:https://en.wikipedia.org/wiki/Rebirth_in_Germanic_paganism?utm_source=chatgpt.com “Rebirth in Germanic paganism”

[5]:https://comparativereligion.com/reincarnation3.html?utm_source=chatgpt.com “Comparative Religion – Reincarnation and Christianity”

[6]:https://www.reddit.com/r/AskBibleScholars/comments/1bo4ee5?utm_source=chatgpt.com “Was \”reincarnation\” removed from the bible?”

[7]:https://www.reddit.com/r/pastlives/comments/pay8tq?utm_source=chatgpt.com “The Unedited, Unfiltered History of Christianity & the Truth about Reincarnation as an early christian belief-History records that the early Christin church believed in Reincarnation and of the souls journey back to oneness with God. This all changed by Imperial decree some 500 plus years after…”

[8]:https://platonicsurrealism.com/christianity-and-reincarnation/?utm_source=chatgpt.com “Christianity and Reincarnation – Platonic Surrealism”

[9]:https://reincarnationresearch.com/reincarnation-in-the-new-testament-and-christianity/?utm_source=chatgpt.com “Reincarnation Research”

[10]:https://www.interfaith.org/community/threads/529/?utm_source=chatgpt.com “Rebirth/Reincarnation in Christianity | Interfaith forums“

[11]:https://en.wikipedia.org/wiki/Christianity_and_Druze?utm_source=chatgpt.com “Christianity and Druze“

[12]: https://en.wikipedia.org/wiki/Druze?utm_source=chatgpt.com “Druze“

[13]: https://en.wikipedia.org/wiki/Inouwa?utm_source=chatgpt.com “Inouwa”

[14]:https://www.graal.org.br/collections/abdruschin/products/na-luz-da-verdade-mensagem-do-graal

AS CONSEQUÊNCIAS ESTÃO CHEGANDO

Não é o fim, pois a história é contínua, mas o homem gosta de criar teorias. Para onde vai o Brasil? Para onde vão as nações? Depois de tantas décadas de abusivas interferências financeiras, a humanidade criou um mundo no qual os povos fracos ficam mais fracos, e as elites no poder olham para isso como se fosse algo sem importância.

Com inteligência e o dólar, os EUA assumiram o comando. Poderiam ter ido além, aprimorando a espécie humana. A cobiça por riquezas e poder reduziu as dimensões da humanidade. O sucesso econômico da China tem levado analistas a acharem que a solução é a centralização do poder com mãos de ferro. Quando o ser humano alcançar a evolução espiritual, tudo será mais simples, todos respeitarão as leis universais da Criação, haverá paz e progresso real.

A produção e veiculação de pornografia é o suicídio da sociedade. Meninos e meninas são incentivados para a atividade sexual antes de estarem prontos, o que lhes acarreta distúrbios e crises emocionais, trazendo como resultado o enfraquecimento pessoal e da nação. É uma situação difícil. Os pais foram contaminados por essa onda promíscua destrutiva. Nas cenas dos filmes também há muita exposição desses temas. Na China, isso não é permitido. Por que o ocidente se tornou o centro dessa produção degenerativa? EUA, França e Reino Unido querem acabar com essa situação, meio tarde demais.

O ser humano é espírito e, por natureza, isso deveria colocá-lo na senda do bem, mas com a liberdade que lhe é inerente, sempre está escolhendo algo, de forma consciente ou não, podendo optar pelo mal. Dessa forma, será responsabilizado e colherá as consequências, nesta vida ou em outra. O pensar cerebral pode ser manipulado de fora; a intuição espiritual não. A semente espiritual encarna na Terra para se fortalecer, desenvolver, evoluir, enfim, se tornar o verdadeiro ser humano, mas em muitas situações se mostra desumano por não ter dado ouvidos à manifestação do espírito.

Os acontecimentos com potencial de fazer estragos estão se sucedendo por todos os lados. As pessoas perguntam: por que isso está acontecendo? Será que não prezam a paz e criam situações para promover conflitos? Quem se beneficia com isso? O fato é que uma desordem geral está rondando pela Terra.

A falta de metas adequadas gerou o labirinto e a civilização áspera na qual estamos. A saída dos erros e falsos conceitos requer humildade e reconexão com as Leis da Criação, até hoje pouco estudadas; no entanto, através delas, os seres humanos podem colher harmonia e evolução, ou agir contra elas o que sempre atrairá miséria e destruição. Uma nova civilização depende dos propósitos e metas a serem perseguidos. Sem as metas condizentes com a natureza espiritual da espécie humana, a civilização se tornou áspera, desequilibrada e alienada de seu propósito maior.

Estamos diante das pesadas consequências das sementes lançadas pelas nossas ações que trazem o retorno de tudo e o impacto pode nos levar a uma busca por compreensão. Para as consequências serem boas e agradáveis devem ter a ver com a qualidade das ações e do querer íntimo, voltados para o bem.

De repente, os seres humanos estão percebendo que não estão conseguindo realizar o que querem. Isso vai minando o ambiente, gerando ansiedade e inquietação, e essa irritação vai transparecendo em escala global. Trata-se de um momento crítico. Cada um deve buscar serenidade e entender que ele mesmo deu origem a esta fase perigosa de insatisfação e descontentamento. O modernismo tem afastado a humanidade de sua finalidade principal, a qual se deixou levar pelo imediatismo sem se preocupar como o futuro, criando teorias vazias, distantes da realidade. Há muitos atrativos e falsos ensinamentos que nos afastam de um futuro melhor.

Abdruschin adverte na Mensagem do Graal: “Nisso não há exceção alguma na Criação inteira, nem para uma alma humana! Tem de submeter-se às leis da Criação, se seus efeitos devam ser benéficos para ela! E essa simples evidência até agora a criatura humana deixou totalmente de lado, da maneira a mais leviana.” Somente quando cada indivíduo fizer da busca da Luz da Verdade a prioridade da vida, é que poderá sair do labirinto de sofrimentos em nova construção, e alcançar a libertação do atual fardo pesado.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br