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50 MIL JOVENS DO MARROCOS PARA CEUTA

Com informações deturpadas sobre fatores jurídicos da imigração para a Espanha formou-se uma explosiva onda migratória de dezenas de milhares de jovens saindo do Marrocos em direção a Ceuta, um enclave espanhol situado no norte da África. Por trás dessa movimentação está a aflitiva situação dos jovens no Marrocos com desemprego juvenil elevado e a falta de perspectivas profissionais e de mobilidade social, como ocorre em várias nações que permaneceram no atraso. Ceuta fica a poucos quilômetros de distância e representa o solo da União Europeia em pleno continente africano. A travessia pode ser feita contornando os quebra-mares a nado ou a pé durante a maré baixa.

A cidade de Ceuta entrou em colapso. Os jovens perceberam que não conseguiriam seguir para a Espanha continental sem documentação. Assim, a maioria dos migrantes (dezenas de milhares) acabou optando por retornar voluntariamente ao território marroquino. O acontecimento mais parece um alarme desesperado sobre o que está acontecendo com a humanidade, mas quem está olhando para isso? Milhares de jovens arriscando a própria vida por uma fresta de esperança, e a resposta global oscilou entre a burocracia e o esquecimento rápido. A sensação é de que a humanidade está falhando em enxergar o óbvio.

A passagem da adolescência para a fase adulta é um intervalo decisivo na formação de caráter, mas os descuidos são seculares. A humanidade tem de se esforçar e evoluir para melhorar as condições gerais de vida. A transição para a idade adulta é justamente a fase em que o indivíduo precisa de estrutura, pertencimento e um horizonte de futuro para consolidar sua identidade.

Quando uma sociedade falha em oferecer oportunidades para o desenvolvimento de seu povo surge a devastadora sensação de abandono e desperdício de potencial humano. A tecnologia, a economia e finanças e a infraestrutura do mundo evoluíram a passos largos, mas a maturidade ética e empática parece caminhar a passos lentos, quase estagnada.

A grande “cegueira” global está na incapacidade de encarar a realidade sobre a finalidade da vida. As nações surgiram para oferecer bom preparo, educação de qualidade, emprego digno, espaço para as livres resoluções. Quando faltam esses fatores, imigrar pode se tornar a única saída. Uma situação lamentável.

O desenvolvimento integral da juventude quase nunca esteve no topo das prioridades globais, a menos que essa juventude fosse necessária como mão de obra barata ou linha de frente em conflitos. Os jovens são mantidos fora da realidade, como se estivessem num parque de diversões. São gastos bilhões erguendo muros, reforçando patrulhas e criando leis punitivas, mas há falha no bom preparo das novas gerações, com educação digna e natural, saneamento básico nas regiões de origem, oportunidades para todos que se esforçam.

A verdadeira evolução de uma civilização se mede pela sua responsabilidade com o futuro da nação e sua população. Faltaram propósitos essenciais, sem os quais o viver se tornou uma permanente luta pela sobrevivência, ou seja, faltaram o esforço contínuo para alcançar melhores condições gerais de vida, e a busca contínua do aprimoramento da espécie humana. A economia global se apresenta desequilibrada.

De Marrocos-Ceuta avançamos pela história. Mas não é só lá que as condições gerais estão se precarizando. A grande questão a ser enfrentada é: a que tipo de vida e a que tipo de governo a humanidade vai chegar, pois ela ainda não teve propósitos comuns na direção do progresso real.

Pesquisadores têm alertado sobre a crise que avança sobre as novas gerações, comprometendo o futuro. Os nascimentos estão diminuindo. Gerar filhos não é obrigação, é escolha. É necessário fortalecer a esperança e ações no sentido de que a humanidade desperte e pegue o rumo construtivo e benéfico, para que a decisão de gerar filhos não se torne algo temeroso e preocupante.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

SER INDEPENDENTE

Os indivíduos estão solitários no meio da multidão. Na falta de atividades com renda compatível, o que tem aumentado é o número de dependentes de auxílios do governo. Ao mesmo tempo, ao lado da perda do bom senso, que é intuitivo, está ocorrendo o encolhimento do cérebro, da capacidade de entender as coisas. Isso vai arrastando grande parte da população para a dependência do Estado, o discernimento vai acabando. A nação, para ser forte, precisa de população esclarecida que ajude na conquista de melhores condições de vida e do bom preparo das novas gerações.

Você pega uma nota de cem reais, se bobear acaba em minutos. O dinheiro emagreceu, compra poucas coisas. O que está acontecendo com a produção e o consumo? A renda é baixa, mas como é possível que haja tanto dinheiro nas casas de apostas e nas contas ligadas às atividades clandestinas e criminosas?

A massa é um conceito composto por indivíduos isolados, distantes fisicamente e fortemente influenciáveis por hábeis condutores, de forma direta ou através dos meios de comunicação, e se consolidam num pensamento homogêneo com poderosa força irracional. A base para isso é a indolência do espírito que mantém a massa moldável e influenciável via cérebro, perdendo a clareza, se deixando influenciar por ideias plantadas, acreditando no seu mentor, podendo praticar atos que o indivíduo isoladamente jamais praticaria. A consequência é que a humanidade deixa de cumprir seu dever perante o Criador, como gratidão pela vida, evoluir espiritualmente, indo ao encontro da autodestruição.

O ser humano não nasceu para isso. Mas o que é o ser humano? Qual é a finalidade da vida? Para que nascemos? O ser humano é uma semente espiritual que precisa de vivências para se fortalecer, mas ao longo dos milênios tem dado força ao cérebro intelectivo, mantendo o espírito inativo.

A IA é o supercérebro criado pelo homem, cuja atuação supera o humano condicionado em várias fases da vida e encarnações. Mas a IA não tem acesso ao além, à esfera espiritual. Com frieza, sem coração, pode planejar o extermínio da espécie humana sob o comando de homens autoritários, cuja essência espiritual não atua mais. Bem conduzida, a IA pode se tornar grande colaboradora da qualidade e melhora das condições gerais de vida e do aprimoramento da espécie humana.

A situação geral vai se complicando, porque muitas coisas acontecem ao mesmo tempo. É verdade que muitas pessoas estão envolvidas nos acontecimentos, com pouco tempo para um olhar além. Em algum momento, muitas pessoas perceberão a vacuidade de tantas coisas às quais se apegam, deixando abandonada a real finalidade da vida. Que busquem a Luz da Verdade.

Falta bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho. Falta bom senso, raciocínio lúcido, boa vontade, iniciativa. Os seres humanos não se ocuparam em conhecer a real finalidade da vida e, na sua indolência, se tornaram joguete nas mãos daqueles que se julgam aptos para isso. O ser humano está se afastando de sua essência espiritual. Tem faltado consciência de sua responsabilidade com o futuro, tendo sido displicente ao longo dos séculos com a vida, seu futuro, sua sustentabilidade. EUA, Europa e Rússia estão se desgastando em guerras, enquanto a China vai produzindo, acumulando dólares e riquezas.

Educar para bom preparo para a vida e o trabalho está difícil porque as crianças são mantidas presas ao sistema, sem vivências práticas, que lhes dariam um descortínio da vida real, aguçando a inteligência, o bom senso, a correta interpretação dos acontecimentos para acumular experiências úteis. Quanto mais tempo elas passam na escola e manuseando as mídias sociais, mais desatentos e sem iniciativas vão ficando. Há muitas teorias, mas é na vida prática que surgem a compreensão, a eficiência e a independência.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A COLHEITA PLANETÁRIA DO SÉCULO 21

A tarefa das nações deveria possibilitar o consumo dos bens essenciais, promover projetos de moradias, criar oportunidades de empregos para que os indivíduos pudessem ter um viver condigno sem precisar depender dos auxílios do governo. É essencial dar às novas gerações bom preparo para a vida e o trabalho, para que se aprimorem como seres humanos. Isso deveria ser o alvo de todas as nações, mas envolvidos por cobiças de riqueza e poder, os dirigentes não cumprem a tarefa que lhes compete, e a humanidade decai física, moral e espiritualmente, não cumprindo a finalidade da vida.

Assim, a displicência foi tomando conta, deixando de favorecer o aprimoramento da humanidade. O cinema, por exemplo, tem apresentado belas imagens e histórias, mas também a trajetória da decadência da humanidade devido aos vícios e pendores nefastos, tais como o consumo de cigarro, bebidas, drogas, além de sexualidade degenerada. Tudo acolhido pelas massas indolentes. O viver artificial de aparências provoca a sensação de vazio. O ser humano não aproveita bem o tempo concedido, não aproveita adequadamente seu tempo de permanência na Terra.

A escritora Jane Austen, nascida em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra, disse que para o casamento funcionar deve haver afinidade entre os cônjuges. Quando há infelicidade do casal e uma vida artificial, a consequência grave se evidencia nos filhos gerados sem amor. A feminilidade tem missão própria na Criação. Mas nada deprecia as mulheres se não vierem a casar ou não tiverem filhos. Há muitos conceitos errados, produzindo sofrimentos e aviltando a criatura feminina, cuja finalidade fundamental é favorecer o aprimoramento da espécie humana. O viver na Terra se apresenta numa das fases mais conturbadas da história, vamos aguardar que disso possa surgir o rumo certo que eleve cada indivíduo à posição que lhe cabe na Criação.

No Brasil, desde 1889 faltam estadistas patriotas, competentes, idôneos. Em 2026 haverá uma nova oportunidade. Precisamos de candidatos adequados, de eleitores que saibam fazer a escolha. Se a oportunidade for perdida, o país corre o risco de se tornar uma sub nação. Não podemos deixar isso acontecer. Alguém falou que viver aqui é perda de tempo. Uma fala infeliz, pois o Brasil é a Terra de Vera Cruz que deveria ser uma verdadeira pátria para os seres humanos em sua passagem pela Terra, mas tudo foi sendo deturpado. Viver atualmente na Terra, apesar do caos existente, é uma graça do Amor Divino que possibilita o reconhecimento da finalidade da vida sob a Luz da Verdade, libertando dos conceitos errados.

As tensões críticas globais tendem a aumentar. Estados Unidos e China reforçam os seus interesses no Brasil e América Latina. Há um mercado promissor e muitos recursos valiosos. Mas 2026 vai assinalar a atuação das leis da natureza, até agora pouco prezadas e compreendidas, as quais poderiam estar atuando pelo bem geral. Mas agora apresentam sua atuação saneadora, a colheita, arrastando para a destruição tudo o que trava o progresso real, impedindo a paz na Terra e a alegria à pessoas de boa vontade.

De janeiro a novembro de 2025, os informativos econômicos informaram que a China alcançou um trilhão de dólares de superavit na balança comercial. Qual é a surpresa? Há mais de 20 anos as nações pararam de produzir, passando a importar de tudo, gerando o desequilíbrio econômico global que agora se tornou claramente visível. A China se aproveitou da situação acumulando reserva significativa. Assim a humanidade displicente vai cavando a própria ruína. Numa economia desequilibrada globalmente, as nações estão impondo tarifas aos produtos importados. Talvez seja um pouco tarde para salvar a indústria nacional.

O caos está montado. O ser humano é espírito que dever ser mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão. A IA amplia a nossa capacidade, contudo, nada além da matéria, e isso poderá alterar a trajetória natural da humanidade cuja essência é espiritual. Afastando-nos da alma, nos tornamos máquina limitada ao tempo espaço e perdemos a visão ampla da vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A IMPORTÂNCIA DE PREPARAR AS NOVAS GERAÇÕES

Cultivai a beleza e despertai a intuição. Em nenhuma época as novas gerações ficaram tão descuidadas em seu preparo para a vida como agora. A questão é que as crianças devem ser orientadas desde cedo. Vale lembrar também que a adolescência sempre foi marcada pela melancolia dos jovens que percebem a dor do mundo sem compreendê-la, sem encontrar alguém que explicasse claramente as causas e consequências, e sobre o significado e a finalidade da vida. A maioria passava por essa fase que, entre farras e bebedeiras, era logo esquecida.

Os jovens devem se conscientizar que a adolescência é a fase da passagem da criança para o ser adulto para que possam se tornar autoconscientes, dotados de discernimento e bom senso, de modo a compreenderem o funcionamento das leis universais da Criação e evoluir.

Enquanto os seres humanos vão levando a vida, muitos numa luta áspera pela sobrevivência condigna, os líderes globais se reuniram recentemente para definir os rumos da guerra na Ucrânia, isto é, discutir o futuro que nos aguarda, pacífico ou belicoso. Que façam uso do bom senso e procurem agir de forma que seja feita a vontade do Criador, assim na Terra como no céu.

No Brasil, continuamos em déficit geral, exportando as matérias-primas; a indústria secando, importando muito, renda baixando, educação decaindo. Qual será o futuro das novas gerações? O Banco Central (BC) cria dinheiro. Governos desequilibram as contas tomando dinheiro financiado. O mercado olha para o risco. O BC utiliza a taxa de juros para controlar a moeda. Quem define a taxa? De onde vem o dinheiro para pagar os juros? Quem arca com o ônus?

O sistema seguiu os anseios dos homens para conquistar riqueza e poder gerando desigualdades e disparidades entre as nações. Teóricos desenvolveram teorias econômicas que justificassem essa situação, enquanto outros semeavam a rebelião das massas. Os seres humanos são desiguais entre si, mas as nações mais desenvolvidas poderiam ter colaborado para que as mais atrasadas encontrassem um caminho para sair da pobreza para uma existência condigna.

Cada pessoa faz o que quer com o dinheiro próprio. O básico numa nação é o bom preparo para a vida e o trabalho, produzir bens essenciais e necessários, remuneração condizente e a busca do equilíbrio. As nações querem levar vantagens umas sobre as outras. Os governantes querem tirar proveito e se perpetuarem no poder, e vão desvirtuando tudo. Externamente, fazem acordos cedendo as riquezas e o mercado. Internamente, vão mantendo a população sem bom preparo, oferecendo pão e circo. Em vez de empregos, oferecem auxílios, e tudo vai se desmanchando. De repente a nação se torna um amontoado de gente com crescente desigualdade na renda. Os gastos públicos aumentando. Os impostos também, enquanto o PIB fica estagnado. Para gerar renda e consumir bem é necessário produzir.

Os seres humanos, em geral, e as novas gerações, em particular, estão se desconectando de sua essência. Ao se afastar das leis espirituais da Criação, o ser humano se desconectou de sua alma espiritual. Lamentavelmente, a aspereza global é uma construção da humanidade. Em outras palavras, perguntado sobre o futuro da humanidade, o autor de Sapiens, Yuval Harari, recomenda a reconstrução da confiança na espécie humana.

O tempo dos estadistas sábios concorrendo aos cargos eletivos já passou. O tempo das tesouras na manipulação do poder está no fim. Estamos no tempo dos dominadores do Estado a ferro e fogo, buscando a destruição dos concorrentes. O ser humano se tornou uma peça no mecanismo. Saudade de um tempo distante. Virá o tempo no qual os seres humanos serão humanos e construirão uma civilização respeitando as leis da Criação, atraindo Luz sobre a Terra.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

ONDE ESTÃO OS BONS EMPREGOS?

A transferência da produção para nações onde as condições de trabalho são precárias e os salários mais baixos gerou muitos desequilíbrios e perda de empregos em muitos países, uma questão grave que as instituições reguladoras deveriam ter previsto e organizado de formas que pudesse surgir desenvolvimento equilibrado. A transferência da produção para regiões mais precárias provocou prejuízos principalmente nas nações emergentes cujos empregos e salários acabaram se deteriorando.

Antes, a atividade econômica era vista como o atendimento das necessidades essenciais dos seres humanos. Havia trabalho, produção, estabilidade e a busca por melhores níveis das condições de vida e aprimoramento da espécie humana. Com o avanço do sistema financeiro, as coisas foram mudando, o ganho se tornou o foco. Trunfo é o dinheiro que se multiplica mesmo sem nada produzir.

O dólar se tornou o grande coringa que chupou muita riqueza, mas a economia e as finanças ficaram doentes, desequilibrando o sistema global. Alguém comparou o giro do dinheiro especulativo com o movimento das abelhas que saem da colmeia, e no seu giro, vão captando néctar das flores para, na volta, o descarregarem nas colmeias. Assim tem sido com o dólar: sai magro e volta gordo para a colmeia.

Mas surgiu algo nessa rotina, uma vez que a China entrega mercadorias com preços menores e recebe em dólares. Supondo um superávit anual de 500 bilhões de dólares, quanto já acumulou nessa moeda? Então, a colmeia monta um big milk shak, isto é, uma chupada forte dos dólares disponíveis no mercado, mas não está bem delineado que consequências podem advir disso. Se surgir secura de dólares no mercado global, isso seria trunfo para a China, ou um canal para a derrocada geral?

O auge da civilização do dinheiro desperta o desejo de ganhar muito sem produzir nada. Há vários tipos de golpe e cada pessoa tem de ser muito cautelosa para escapar. O celular, por exemplo, se tornou um canal preferido para extorquir. As autoridades jamais deveriam destacar tipos especiais de aplicações financeiras, mormente as de alto risco. Mas se tornou hábito dos políticos fazer promessas, dando esperança em questões impossíveis.

O presidente Donald Trump vem demonstrando uma nova postura em relação ao Estado- nação ao apresentar o seu projeto MAGA. Todo governante deveria agir dando prioridade à nação e sua população, coisa que não tem sido respeitada, estando a maioria das nações endividada e sem rumo claro. Milhares de senadores, deputados e vereadores vão consumindo os recursos da nação sem uma contrapartida beneficiadora. Porém, mesmo com a ONU nada resolvendo, envolver-se em questões externas graves de forma impositiva poderá trazer riscos inesperados.

Trump pode estar causando um terremoto no Estado-nação que ainda não deu mostras de eficiência. A falta de boa gestão deixou as nações endividadas e estagnadas. A arrecadação não foi destinada para a melhoria geral como era esperado, deixando a população descrente da política, pois tem visto como o dinheiro público vem sendo mal-empregado. Nesse sentido, os EUA podem iniciar um novo ciclo, apresentando um modelo de gestão mais compatível com as necessidades da população, no mesmo nível em que o mercado e seus agentes têm sido tratados.

A economia global está desequilibrada, algumas em melhores condições, outras em piores. E economia revela o declínio da espécie humana que foi capacitada para embelezar e beneficiar tudo, mas andou para trás. Em todas as casas sabe-se que não se pode gastar mais do que se recebe; cair em dívidas é perder a liberdade. Mas os governantes das nações não se importaram e carregaram as costas da população com dívidas monstruosas. A dívida do Brasil está acima de 92% do PIB. O dólar disparou, e agora está tomando financiamento externo em dólares com juros de 6,75%, ou seja, 2,5% acima do Fed. Será que o câmbio vai estabilizar?

A questão econômica global e no Brasil é drástica. O dinheiro está em marcha lenta entre os que trabalham, produzem e consomem. O poder aquisitivo está encolhendo. O assalariado está vendo que não dá para pagar o essencial. Empregos estão sendo eliminados. Os empresários das minis e médias empresas percebem que o faturamento está perdendo força, mas os custos estão aumentando. A economia brasileira é forte, mas com tantos golpes está se exaurindo, e a cada dia fica mais difícil reagir. De onde veio essa receita econômica? De Cuba, Venezuela, China ou dos economistas da elite? Como sair dessa situação antes que seja tarde demais? Ou como dizem, estamos na grande colheita de tudo que foi semeado. É o fim do tempo concedido para a humanidade evoluir, adentramos na época em que tudo tem de se tornar novo.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O DINHEIRO E O PROGRESSO DA HUMANIDADE

A história dos Estados Unidos tinha uma raiz voltada para a espiritualidade, mas surgiu a teoria que quem ganhasse muito seria um protegido do Criador. Isso fez secar a raiz, um acontecimento que se espalhou pela Terra inteira gerando consequências pesadas. Em 2025, ano em que houve a troca de governo naquele país, poderia assinalar uma virada, mas o futuro é nebuloso.

Inflação e juros chegaram a níveis alarmantes. A mais elementar noção em economia é a de não gerar déficits em dólares, algo que os EUA deixam passar por serem os emissores dessa moeda, mas a dívida elevada poderá criar problemas. O Brasil é deficitário em suas contas internas e externas, o que é grave. Sem equilíbrio nas contas, como assegurar a autonomia? A corda apertou, dólar surpreendeu, a Selic subiu para 13,25% aumentando as dificuldades. Mas, que explicação dão os governantes e seus economistas?

Os americanos recebem em dólar e pouco se ressentem das oscilações cambiais. No Brasil e nas outras nações é mais complicado, pois suas populações recebem pagamentos nas respectivas moedas locais. No Brasil, se o dólar não tem estabilidade e sobe, a renda vai caindo além do desgaste inflacionário que se multiplica com o câmbio desvalorizado. O drama atual é que os preços dos produtos, alimentos e serviços estão subindo e a renda encolhendo. O que dava para comprar em 2023, agora requer mais dinheiro porque a renda não acompanha. A longo prazo, a pobreza geral tende a aumentar sem que se vislumbrem soluções produtivas, a não ser que o número de beneficiados pelos auxílios do Estado vá aumentando.

Na era da IA não haverá necessidade de estadistas sábios, pois grande parte da população estará agindo como robô sem alma. O presidente norte-americano Donald Trump quer pôr ordem na casa, mas na economia global a desordem é geral. O capitalismo está forte e dominante financeiramente, mas como competir com a produção de menor custo do capitalismo de Estado?

Está desequilibrada a competição e a concorrência entre empresas de mercados mais abertos com economias que adotam um modelo de capitalismo de Estado, onde o governo exerce um forte controle sobre a produção, comércio e consumo, podendo oferecer produtos a custos mais baixos. Que consequências isso trará para a humanidade?

Muitos países poderão enfrentar a desastrosa guerra das multidões. Quando uma nação estiver cercada por mentiras, falta de bom preparo para a vida, ausência da força da feminilidade incorrupta, e ainda constatar o predomínio da corrupção, violência, bandidagem, sequestro, roubo, insurgência, desemprego e fome, estará na tempestade perfeita da tragédia humana, a grande colheita do juízo final.

Além disso tudo, há muitas situações que não deveriam acontecer. Há uma pressa geral, muitos descuidos, falta de sensibilidade e percepção; assim vão acontecendo acidentes e outras ocorrências devido à falta de vigilância em quase todas as atividades, como ocorreu com passageiro que caiu da escada do avião ao desembarcar. O tempo é curto. Os custos e as receitas recebem mais prioridade que a preciosa vida humana.

As crianças e os jovens vão à escola para aprender, mas o celular tem sido um fator de distração da mente, afastando-os da vida real. Eles precisam de bom preparo para a vida, de modo a serem beneficiadores e conservadores do planeta, conhecendo as leis da natureza que a tudo abrangem. Isso tudo é essencial para que os jovens tenham raciocínio lúcido, bom senso, iniciativa, consideração humana, desenvolvendo a capacitação para refletir intuitivamente.

Devem ainda reconhecer o poder da palavra, o dom de se comunicarem bem para que possam exteriorizar os nobres sentimentos da alma, utilizando-se delas de forma correta, com seriedade e sinceridade. Enfim, precisam ter força de vontade e individualidade para não se tornarem robôs, devendo reservar espaço para descobrir a finalidade da vida, e entenderem o porquê de os seres humanos nascerem na Terra.

No trabalho observa-se cansaço e desinteresse em muitos ambientes. O dinheiro é importante, mas é preciso perseverança e tempo para construir uma poupança. Diante das dificuldades, as novas gerações estão meio desanimadas. Falta-lhes um propósito nobre, apaixonante, que desperte as atenções para algo maior que enobreça a vida na Terra. Como os líderes e as famílias poderão provocar isso atraindo paz e progresso beneficiador para a vida? Vamos esperar que a Luz da Verdade ilumine os caminhos da humanidade.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

OS JOVENS E O TRABALHO

A responsabilidade de gerar filhos é algo muito sério porque pai e mãe possibilitam a encarnação de uma alma para evoluir no mundo material, o aquém. Mas, o que está acontecendo com as novas gerações? Elas estão emburrecendo, pois abandonaram a leitura de bons livros, perderam a perseverança e a força de vontade. E pelo que se tem visto, muitos jovens, aptos a trabalhar, não manifestam muito interesse pela ideia. Por que será?

De zero a seis anos é a fase superimportante da educação, pois nesse momento se formam estruturas cerebrais e emocionais. Mas há muitas falhas porque poucas creches e pré-escolas estão capacitadas para formar a necessária base para as crianças se desenvolverem.

Os municípios estão quebrados, os servidores descontentes, os pais despreparados. No entanto, a falta de bom preparo das crianças com brincadeiras, contato com a natureza, livros de boas histórias infantis, criam entraves para que elas aprendam e vivam com alegria natural. O resultado são jovens inseguros, com dificuldades para aprender, que não conseguem ler, escrever nem fazer contas elementares.

Os moradores das grandes cidades, que possuem avenidas cheias de prédios, se afastaram da natureza e fizeram o mesmo com as crianças, esquecendo que estar na natureza desperta a alma. A massificação se espalhou pelo mundo atingindo primeiro, de forma certeira, os indolentes que têm preguiça para raciocinar; isso foi avançando pelas novas e velhas gerações, acabando com o que restava da reflexão intuitiva, aquela na qual a pessoa conversa com o eu interior para analisar as informações recebidas.

As pessoas precisam abrir os olhos. Porém, as massas se acomodaram. O excesso de circo imbeciliza. Os problemas se acumularam, sem soluções. A casta governante foi deixando para depois e perdendo a credibilidade. Um futuro ameaçador está chegando, trazendo o acúmulo dos erros da humanidade materialista que esqueceu do espírito. Os acontecimentos dramáticos deveriam dar ensejo para reflexões sobre a vida e seu significado, mas logo são esquecidos.

O excesso de chuvas provocou forte abalo na população do Rio Grande do Sul, o qual se estendeu pelo Brasil. Há uma pressão que deixa as pessoas inquietas e irritadas. É preciso cultivar serenidade para que possamos refletir sobre os acontecimentos graves que se abatem sobre a Terra e agir com confiança na Luz para que possamos superar essa fase difícil do mundo.

Os jovens devem ser aplicados nos estudos, não se limitando ao que o professor diz; ir além das apostilas, abrir os olhos, buscar leituras complementares, ver na prática como as coisas funcionam. Transformar tudo em aprendizado.

O trabalho faz parte da vida, assim como outras atividades, mas não o trabalho obsessivo de muitos indivíduos chamados de workaholics, isto é, viciados. Os jovens estão olhando para o trabalho de uma outra forma, despertando para algo mais. Inconscientemente podem estar se rebelando contra as rotinas que podem levar ao servilismo, que levam a apenas apertar os botões que põem os computadores em movimento, que por sua vez sugam a energia. Pensam numa forma de viver mais equilibrada com pausas para relaxar a mente.

O essencial é que os jovens percebam que são seres humanos de corpo e alma e não robôs, e que o corpo e a alma precisam ser alimentados e conservados para que possam viver bem. Alguns estudiosos tentam ampliar as noções sobre trabalho exercido não apenas com o cérebro racional, de forma que seja construtivo e beneficiador como deve ser a atuação do ser humano.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

O PODER SEDUTOR DO DINHEIRO

Dinheiro e Poder, que dupla!

O dinheiro público é muito sedutor, está lá, esperando. No passado, encontravam-se estadistas mais austeros. Pedro II é um exemplo, mas no tempo dele o Brasil não era uma república de bananas. Hoje sabemos se um país é eficiente bastando olhar para suas dívidas. A maioria das nações estão endividadas e sua população enfrenta dificuldades.

Estamos na época das incertezas. Tudo requer cuidado e bom senso, nas contas pessoais e nas das organizações. As contas públicas passaram a exigir o máximo cuidado e prudência, pois os eventos extraordinários estão acontecendo diante de contas detonadas e dívidas aumentadas.

Os governantes improvisam, aumentam a criação de dinheiro, e assim surge a inflação. A taxa de juros dos Estados Unidos, através do dólar, exerce ampla influência nas finanças globais, afetando de forma marcante os países dependentes que necessitam acompanhá-lo para que suas moedas não desvalorizem

Vale lembrar que os Incas viviam bem, não conheciam a pobreza; tinham uma civilização pacífica com os vizinhos e não faziam uso do dinheiro, uma vez que, para eles, o ouro fazia parte das maravilhas da Terra. Esmeravam-se no trabalho que consideravam como parte das suas vidas. A chegada dos europeus, sequiosos por ouro, nos anos 1530, detonou tudo. E ainda hoje, em todo o planeta, os seres humanos se digladiam pelo dinheiro e poder, apesar da sua fragilidade e da brevidade da permanência no corpo terreno.

O Estado-nação deveria ser o território onde um povo poderia se desenvolver por meio do próprio esforço material e espiritual, como fazia a antiga civilização Inca. Mas o Estado-nação se tornou o mercadão onde alguns faturam alto e por isso não querem mudanças, mas o povo caiu na desigual distribuição da renda e perdeu a força de vontade. Aumentar a produção está difícil, por isso o aumento da dívida está causando aumento de impostos e tentativas para cortar despesas. A economia do século 20 não trouxe a esperada melhora nas condições de vida. Os países atrasados estão empobrecendo.

Nesta fase conturbada de guerra monetária e econômica, pouco se fala sobre a evolução da espécie humana. Grande parte da população consegue sobreviver, embora com alimentação nem sempre saudável e nutriente. O uso do celular e outros equipamentos estão afetando a forma de pensar e falar. É fundamental o bom conhecimento do idioma para pensar e falar com clareza. As novas gerações estão se tornando como máquinas insensíveis, agindo de forma rígida, sem flexibilidade.

Na Terra estão reencarnando muitos espíritos que não aproveitaram o tempo para se fortaleceram em outras vidas, numa nova oportunidade para evoluírem dominando o cérebro e conduzindo os pensamentos para atividades construtivas e enobrecedoras. Para sair desse labirinto o caminho é o aprimoramento espiritual.

O ocidente acomodou-se ao transferir fábricas, ampliando o mercado financeiro. As consequências já surgiram. A força de trabalho está ficando com nível inferior no preparo para a vida. Alguns países estão se armando, se fazem isso por certo irão à guerra, e depois, o que acontecerá?

Grandiosa e poderosa é a natureza. Os homens não a compreendem, não a preservam. As consequências estão surgindo. A energia do Sol invade a atmosfera. Pesquisadores falam da forte influência dessa estrela. Será que há algum dinamizador do Sol, tipo asteroide ou cometa, intensificando a atividade solar?

Simbolicamente, o mundo se divide em Céu, Terra, Inferno. No Céu está o reino espiritual de onde se origina o espírito humano. Acima dele, o inalcançável Divinal, a Luz criadora. Abaixo da Terra está o chamado inferno, com seus degraus para o submundo. A Terra é a “estrela” concedida aos seres humanos para o fortalecimento e desenvolvimento de seu espírito que é intermediário e deve, com sua livre vontade, abrir o canal para o Alto e carrear energia espiritual para o mundo material, beneficiando-o. Mas também pode dirigir o canal para baixo, fazendo ponte para que a escória dos baixios possa subir e destruir tudo de bom que contribui para a elevação espiritual do ser humano.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

COMO LIDAR COM A DURA REALIDADE

Se olharmos para os acontecimentos apresentados nos telejornais veremos imagens de ações terríveis praticadas por pessoas que jamais se poderia imaginar que fossem capazes de decair tanto. Isso acontece porque a alma foi deixada de lado e, em consequência, o cérebro entrou no ritmo frio e mecânico das máquinas programadas, o que está transformando a espécie humana, restringindo-a apenas aos aspectos materiais e sociais da vida. Houve tantos abusos que se pode dizer que grande parte sofre de alguma enfermidade em seu cérebro.

O que a humanidade está fazendo com a alma que vivifica o corpo e capta a intuição espiritual? A aspereza está aumentando. Não há mais dissimulação na prática de imposições por meio da força física ou psicológica. Tudo começa a se embaralhar. Coisas inadmissíveis estão acontecendo. A humanidade decaiu abaixo do nível de dois milênios atrás. Os homens julgam-se fortes e donos de tudo, querem impor a sua vontade pessoal sem se importarem com o que é certo e justo. O Ocidente produz armas com dinheiro criado do nada e dívidas. As armas são usadas nas guerras. Quem tira proveito disso? Quem paga a conta?

Não se quer reconhecer que a busca da evolução é a real finalidade da vida. Sem conhecer e respeitar as leis naturais da Criação, o ser humano se torna nocivo e destrutivo. Quando se fala leis da Criação, significa as leis que regem o universo. A palavra universo engloba tudo o que existe. É a unidade que se revela na diversidade.

As intrincadas engrenagens da produção, empregos, comércio, dinheiro, juros estão emperrando. O dinheiro dita o poder. As finanças fazem movimentação independente da economia que produz bens e paga salários. Há na Terra permanente instabilidade. As crises promovem reequilíbrio provisório, até que surja nova crise. Ninguém sabe exatamente o que quer da vida. Flutua no ar uma confusa sensação de desmanche, enquanto seguimos caminhando sem o adequado rumo que possibilite a real evolução.

Diante do medo, alguns agentes fazem reservas que se acumulam. Nações constituíram reservas produzindo mercadorias destinadas à exportação, manipulando o câmbio, empregando mão de obra de baixo custo, subsidiando. Dependendo da taxa de juros, muitos pegam financiamentos para especular. Em vez de ser direcionada para a melhora das condições gerais de vida, a massa de liquidez flui como rio atrás de ganhos, criando bolhas, mas se algo travar o retorno do dinheiro, logo aparece o pânico.

No Brasil, a dificuldade tem sido a balança de pagamentos externos que interfere na taxa de juros. No geral, a tendência para juros mais altos rebaixa as Bolsas. Se os juros baixam, a Bolsa sobe. Se os juros sobem, sobrecarregam a dívida, o dólar baixa, assim como a Bolsa. Analistas admitem que uma baixa poderá ocorrer. Nessa gangorra há os que perdem e os que ganham, mas a época é de alarmismo, gerando medo e ódio.

A humanidade não construiu um sistema econômico equilibrado porque os que participam da produção da riqueza são pouco reconhecidos e o resultado é a concentração da riqueza e aumento da miséria, gerando nos homens a sensação de que tudo podem. A miséria está aumentando. Há muitos oportunistas que agem com maldade para satisfazer suas cobiças. O mundo inquieto começa a sentir medo e o medo gera ódio. A humanidade está perdendo a sua essência, a sua intuição. O monstruoso espetáculo da matança de pessoas por seus semelhantes gira pelo mundo.

O Brasil e sua população precisam de forte união para alcançar a educação que dê às novas gerações bom preparo para um viver condigno com a nossa espécie. É isso ou a ruína. A situação é simples, pois as eternas leis universais estão promovendo com severidade e justiça a grande colheita da humanidade. “Procurai e achareis” a onipotência do Criador.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

TERRA, RESUMO GERAL

A população do planeta cresceu e regrediu. Os seres humanos estão agindo como máquinas programadas, acorrentados a futilidades, sem um querer próprio, sem ações beneficiadoras. Falta movimento espiritual. O dólar se tornou a moeda preferida da economia e foi avançando pelo mundo. Os dirigentes locais perderam o foco regional e se submeteram à pressão dos objetivos externos.

O rendimento estagnou. Segundo divulgação do IBGE, o rendimento domiciliar per capita no Brasil em 2022 foi de R$ 1.625,00, variando de R$ 814,00 no Maranhão a R$ 2.913,0 no Distrito Federal. Eis a grande questão que os governantes passaram ao largo. Uma nação tem de oferecer oportunidades para sua população sobreviver, mas com esses números não fica difícil entender a miséria e atraso em muitas regiões do Brasil. Some-se a isso a grande evasão de riquezas retiradas clandestinamente para fora do país. O Estado-nação é um bolo grande, mas a população fica com 10%, o que acontece com o restante do bolo?

O que esperar para 2024? O Brasil será beneficiado pelo movimento de volta para casa das indústrias? Haverá bons empregos, saúde, boa educação e preparo para a vida? A questão da educação tem de incluir a busca pelo significado e finalidade da vida e a compreensão da natureza da qual o ser humano se serve para sua subsistência. A humanidade enfrenta o desânimo das novas gerações que estão antecipando o seu desgaste, e não nutrem propósitos de vida, colocando o futuro sob ameaça.

O dinheiro arrecadado, quando no controle de mãos sem cuidados, sem responsabilidade, propicia muitas negociações escusas que acabam prejudicando a nação e sua população em benefício da minoria. Esperava-se que os Bancos Centrais independentes evitassem a desordem monetária e financeira, mas por que a situação só tem piorado? Mesmo com todas as exportações há déficit nas contas internas e externas.

A estabilidade econômica, progresso e vida de qualidade requerem a coesão entre população e empresas visando a melhora das condições de vida e o bem geral, sem a pretensão de dominar a Terra. Na Criação, tudo segue movimento evolutivo; a humanidade deveria ter buscado o aprimoramento. A excessiva intervenção dos homens que governam o Estado está afundando as nações, transformando as pessoas em robôs.

O planeta Terra abriga um poderoso conjunto de recursos para a vida. O descuidado ser humano, em oposição às leis naturais da Criação, não fez o necessário esforço para o autoaprimoramento e acabou extrapolando na geração de filhos e na desequilibrada exploração da natureza. A população da Terra cresceu acima do esperado, enquanto o sistema econômico não acompanhou, mantendo-se na rigidez, seja no capitalismo de mercado ou de Estado; querem as matérias-primas, sem prever uma forma de manter, de forma adequada, as pessoas em suas regiões de origem.

Milhares de imigrantes se juntam com o propósito de entrar através do México nos Estados Unidos, onde já há um crescente número de sem-teto, resultando numa grande massa sem adequado preparo para a vida. É o êxodo da pobreza. A situação mundial vai se complicando a cada dia mais com crises e guerras. O que dezenas de especialistas poderiam sugerir nesse cenário de desconfiança, ódio e medo? A espécie humana extrapolou, mas deveria estar se esforçando por um modo de vida condigno, caminhando pela Terra de forma construtiva e beneficiadora para criar paz e beleza à sua volta.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br