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TRIBUTAÇÃO: É MELHOR IMPORTAR OU FABRICAR?

A imprensa informa que diariamente entram nos Estados Unidos um bilhão de dólares de mercadorias importadas da China. Em outras nações também há um expressivo volume de importações. A balança comercial revela a existência de desequilíbrio econômico global forte e será difícil obter mudanças. Se nada for feito, as nações cairão na precarização geral, a humanidade terá falhado na tarefa de alcançar uma economia equilibrada. Falta conscientização e preparo. Escolas e mídia poderiam desenvolver esclarecimentos, transformando o debate econômico em algo acessível para que as novas gerações percebam que devemos sair dos caminhos errados.

Em 1900, Georg Simmel, sociólogo e filósofo alemão, publicou o livro Filosofia do Dinheiro, avaliando que na economia monetária os indivíduos tenderiam a colocar os seus interesses financeiros acima dos objetivos da nação e da sociedade e que o dinheiro tenderia a formar uma aristocracia dos ricos. De fato, o poder do dinheiro atiça as cobiças geopolíticas de dominação e controle. O trabalho se tornaria mercadoria, e o dinheiro, o fundamento do sistema econômico. Popularmente se diz que dinheiro na mão é vendaval. Mas, na realidade, em tudo na vida o problema está no ser humano, no seu ego, vaidade e cobiças, não no dinheiro ou nos sistemas.

Se uma empresa produz em seu país bens para consumo fica sujeita à carga tributária. Se importar o mesmo produto feito em outra nação, em geral não pagará impostos, então a nação que importa fica sem a arrecadação? Como se resolve isso? A nação importadora pode ficar sem arrecadação se a importação não for tributada de forma equivalente ao produto nacional. Isso está correto e é exatamente por isso que a maioria dos países aplica impostos e tarifas sobre produtos importados.

O principal instrumento para garantir a arrecadação na entrada de um produto estrangeiro é o Imposto de Importação que incide sobre o valor da mercadoria no momento da sua entrada no país através do desembaraço aduaneiro. Além do Imposto de Importação, outros tributos internos, que incidiriam sobre o produto nacional, também são cobrados no processo de importação para garantir a isonomia tributária e a arrecadação.

A tributação do produto importado torna-o mais caro. Isso compensa, em parte, os custos operacionais, como a alta carga tributária interna que a indústria nacional tem de arcar. Também desestimula a importação de produtos que já são fabricados internamente, incentivando o consumo do produto nacional e, consequentemente, protegendo empregos e a cadeia produtiva doméstica.

Se o importado não for taxado na entrada, fica difícil para a produção interna competir. Se um produto importado entrar num país sem nenhuma taxação ou com uma alíquota muito baixa, a produção interna enfrentará grande dificuldade, especialmente se o país de origem tiver custos de produção muito menores seja por mão de obra, matéria-prima ou subsídios governamentais.

Sem tarifas de importação ou com tarifas muito baixas, os produtores estrangeiros que exportam e já possuem custos de produção mais baixos, seja por eficiência, subsídios ou salários menores, teriam uma vantagem de preço significativa e duradoura, embora os consumidores pagariam menos. Esse é o benefício imediato e mais visível do livre comércio, ou baixas tarifas. Os consumidores, de fato, se beneficiam de uma maior variedade de produtos a preços mais competitivos. Se a moeda estiver mais valorizada do que na origem exportadora, o benefício será ainda maior.

As consequências negativas para a economia da nação podem ser graves e nem sempre são óbvias para o público em geral, tais como: desindustrialização e perda de empregos, uma vez que as indústrias nacionais, incapazes de competir com os preços mais baixos dos importados, podem ser forçadas a fechar as portas, eliminando empregos e destruindo toda uma cadeia produtiva; vulnerabilidade econômica e segurança nacional, pois uma nação que depende excessivamente de produtos importados (inclusive itens essenciais como medicamentos, alimentos ou componentes eletrônicos) torna-se vulnerável às crises externas; dependência tecnológica, porque a destruição da indústria local pode significar o fim da pesquisa e desenvolvimento (P&D) e da inovação no país. A nação passa a depender de tecnologias de outras nações.

Além disso deve-se considerar o déficit na balança comercial, já que aumentar muito as importações sem aumentar as exportações pode levar a déficits comerciais crônicos, o que pode pressionar a moeda nacional e gerar instabilidade financeira. A política tarifária e o controle das importações/exportações são, de fato, alguns dos principais fatores que explicam o grande desequilíbrio econômico entre as nações. A tributação, ou a falta dela, sobre importações não é apenas um detalhe fiscal; é uma poderosa ferramenta de política industrial que, quando usada estrategicamente, constrói e protege economias desenvolvidas e, quando negligenciada, pode perpetuar o atraso das nações fracas e o desequilíbrio econômico global.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

ACONTECIMENTOS ATUAIS PREOCUPAM E AMEDRONTAM

Indicar culpados é a fórmula para não indagar das causas. A Terra é um planeta rico, mas há muita miséria. O problema não está no capitalismo, mas nos conceitos sobre a vida, riqueza e poder. Os movimentos das massas seguem o padrão da opinião pública. Como se forma a opinião de que é fácil ficar rico? Alguns creem que basta ousadia e acompanhar o movimento dos preços que estão crescendo em função do aumento de dinheiro em circulação, mas não há subida de preços de ativos que sempre dure, e como afirmam as instituições das finanças globais: de repente pode cair, e aí, o que fazer?

As nações passaram a criar dinheiro e dívidas, e importar bens em vez de produzir. Nesse meio há os que lidam com os papéis financeiros produzindo ganhos para si mesmos. O ritmo das operações está ficando cada vez mais acelerado visando aproveitar oportunidades de ganhos. O que poderá acontecer nas estradas financeiras? Talvez o mesmo que ocorre nas rodovias apertadas, onde caminhões pesados e automóveis vão acelerando de forma pouco responsável, enquanto a segurança vai diminuindo. Nas estradas de São Paulo estão acontecendo muitos desastres que ceifam vidas e perturbam o andamento normal das atividades.

O abuso com bebidas vem de longe, tendo causado muitos danos ao corpo humano, às famílias e às pessoas em geral. O menos danoso é alguma bebida que acompanha os alimentos, tipo aperitivo antes, e vinho durante a refeição. Porém, o aumento das pressões na luta pela sobrevivência provoca o aumento do consumo de bebidas alcoólicas. Os custos se elevam. Surgem ideias alternativas, precarizando os produtos. Qual é a segurança da qualidade dos vinhos e de tantas bebidas em milhares de marcas?

A humanidade atravessa um período dos mais críticos em sua história. No pós-guerra o dólar foi introduzido na finança global como o meio de promover o progresso e o aprimoramento. Dinheiro e poder requerem a máxima idoneidade e transparência, senão se tornam manipulação para domínio. Criar dinheiro do nada, uma oportunidade irresistível. A inadequação do sistema foi gerando desequilíbrios nas nações mal geridas, com a finança pública em déficits permanentes, agravado pelas manobras de políticos sem a necessária preocupação para promover um melhor futuro para a população. As nações vão se dobrando diante do peso das dívidas.

A desenfreada criação de moeda por governos irresponsáveis estraga o dinheiro que há décadas vem sofrendo perda de valor. Produzir dinheiro é fácil, mas os preços vão às nuvens, e a nação perde a capacidade de produzir bens. Tragédias poderão surgir. Novo sistema monetário poderá ser implantado, introduzindo mais controle e menos liberdade.

Há tantas coisas acontecendo que o cidadão comum não tem a mínima ideia; são volumosos movimentos de dinheiro e transferências de propriedades que visam atrair dinheiro e poder, restando esperar que os dirigentes tenham idoneidade e responsabilidade para que as condições gerais de vida da população possam melhorar ao invés de piorar cada vez mais.

Outra questão importante se refere ao aprofundamento do conhecimento sobre o significado e as consequências das transformações provocadas pelas novas ferramentas digitais, que estão eliminando os empregos e as empresas que não estão aptas a competir com os gigantes da tecnologia. Trata-se de uma revolução tecnológica que está atingindo tudo, tornando o ser humano um objeto obsoleto. Como resolver essa questão de sobrevivência num planeta com mais de 8 bilhões de almas encarnadas que precisam de trabalho, moradia e tudo mais?

O futuro da humanidade depende do bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho, e do continuado autoaprimoramento, mas nas escolas não se ouve falar da importância das leis da Criação. Não se ouve falar que o viver atualmente exige alguma atividade que gere renda, e que o dinheiro ganho deve ser bem utilizado.

A humanidade deveria estar unida e coesa no saber das leis da Criação, originadas da Vontade de Deus, e sua atuação justa e eternamente imutável, para o bem daqueles que as respeitam. Reconhecer e respeitar as leis da Criação é seguir a Vontade do Criador, para aprimorar as condições gerais de vida e embelezar a Terra.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

TRANSFORMAÇÕES UNIVERSAIS

Com a consolidação do dólar como moeda forte e estável perante os Estados-nação, os Estados Unidos se tornaram o país dominante do qual se beneficiaram os poderosos e a sua população em geral. Esse cenário foi fundamental para o estabelecimento de elevado padrão de vida, sustentado pelo poder econômico global do país.

Mas nas engrenagens do tempo, muitos aspectos importantes foram negligenciados e a população se tornou refém das importações, enquanto o Japão tomava a dianteira em setores estratégicos de produção, sendo superado pela China que foi se tornando imbatível na produção e nos custos competitivos. Mas a fatura está chegando para os Estados Unidos e o governo tenta reverter a situação.

A displicência governamental com as finanças públicas representa o grande mal que, por décadas, vem corroendo o poder de compra da moeda das nações. Com a fragilidade da moeda, vem a desconfiança e a fuga para o dólar, promovendo o desmanche do Estado-nação.

Nunca se criou tanto dinheiro como ultimamente, mas onde ele foi parar? Se o dinheiro não estiver caro, muito dele vai para as Bolsas, dando ganhos fabulosos para muitos daqueles que escolheram essa forma de aplicação do capital. Mas o que são as Bolsas, o que elas têm a ver com concentração e desigualdade na renda?

As classes sociais foram se estruturando umas em cima das outras, quando deveriam estar, naturalmente, lado a lado. A criação do dinheiro imposto pelo Estado favoreceu a concentração, surgindo a separação entre os que têm e o resto, despertando raiva e descontentamento.

Há uma tendência de precarização geral, decorrente da tendência da queda na renda, influenciada pela perda de valor do dinheiro e pela entrada de mercadorias produzidas em regiões em que os custos gerais são mais baixos, inclusive os da mão de obra. A questão é buscar soluções. As novas tarifas fazem aumentar as dificuldades pré-existentes.

Todas essas transformações geraram um amplo desequilíbrio econômico global, afetando a disposição interior dos seres humanos. A decadência se amplia sobre a população de mais de 8 bilhões de almas. O ser humano se desconectou da própria alma passando a viver de forma desumana, e é muito agradável quando conversamos com alguém cuja a alma esteja ativa. No contexto desse novo cenário global, os jovens se revoltam permanecendo inativos, esquecendo que têm de se movimentar para sobreviver e buscar as causas e caminhos naturais para sair do viver rotineiro e vazio.

A caótica situação do planeta Terra tem despertado a atenção da humanidade. Vídeos e artigos estão surgindo sobre essa questão. São textos bem estruturados chamando a atenção para este momento de transformações profundas, alertando para as ocorrências que se avolumam e geram sérias ameaças, unindo antigas profecias a acontecimentos atuais, indicando que nelas há um fundo de verdade que se manifestará no futuro que se aproxima, trazendo as consequências decorrentes da forma displicente de como o ser humano utilizou o tempo concedido.

Estão ocorrendo muitos e variados acontecimentos afetando tudo, mexendo com todos, inquietando, chamando a atenção para o despertar do espírito. Com intuição ativa e raciocínio lúcido, todos devem buscar a correta compreensão do significado da vida e da Criação e suas leis.

A classe política percebe o descontentamento e busca meios que permitam exercer influência sobre a população. O resultado dessas ações vai depender das intenções, das motivações, se realmente desejam o bem da humanidade ou se atuam tendo em vista privilégios e interesses particulares e geoeconômicos.

Distante no passado ficou o tempo em que as pessoas estavam integradas à natureza. Com intuição atuante e lucidez, deveriam ter prosseguido, buscando a correta compreensão do significado da vida e da Criação e suas leis. Atualmente, cada indivíduo está seguindo seu caminho, meio atordoado, sem prestar muita atenção ao que se passa à sua volta. As criaturas humanas percebem um impulso para a busca da verdade, no entanto, pouco se fala sobre a promessa feita por Jesus aos que a procuram. Em Apocalipse 14:14 está mencionada a vinda do Filho do Homem oriundo da Luz da Verdade, simbolicamente, com uma coroa de ouro na cabeça, e uma foice afiada na mão; o Portador do Evangelho Eterno, isto é, o esclarecimento de como atuam as leis da Criação, a Vontade de Deus.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A 80ª ASSEMBLEIA GERAL DA ONU EM 2025

Muitas pessoas pressentem algo especial no Brasil onde, naturalmente, deveriam respeitar as leis da Criação, a vontade de Deus. Até na Organização das Nações Unidas (ONU) o reconhecimento disso deu à nossa nação uma posição de destaque. Mas o povo do Brasil também tem de reconhecer isso amplamente.

Vale lembrar que a ONU foi criada em 1945, após o horror da Segunda Guerra Mundial, com o propósito de evitar novos conflitos globais, promover os direitos humanos e fomentar o desenvolvimento e a busca pela justiça universal. Passados 80 anos, o mundo ainda enfrenta guerras, fome, desigualdade e degradação ambiental. Bilhões foram investidos, mas os resultados são ambíguos: avanços em saúde e educação coexistem com crises humanitárias e colapsos éticos. A própria estrutura da ONU, com seus vetos e interesses geopolíticos, pode muitas vezes ser influenciada pela geoeconomia global.

A abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU foi realizada em 23 de setembro de 2025, num momento em que permanecem as preocupações com a guerra na Ucrânia, conflitos no Oriente Médio, imigração descontrolada, políticos populistas que cativam os eleitores com promessas irrealizáveis, e a introdução de tarifas pelos Estados Unidos. Pela ordem falaram: António Guterres – Secretário-Geral da ONU; Annalena Baerbock – Presidente da Assembleia Geral; Luiz Inácio Lula da Silva – Presidente do Brasil; Donald Trump – Presidente dos Estados Unidos, além de representantes de outros países, como Indonésia, Turquia, Peru, Jordânia, Coreia do Sul, entre outros.

Guterres apresentou um panorama global dos desafios enfrentados pela humanidade, como guerras, mudanças climáticas e desigualdade, enquanto Annalena deu as boas-vindas aos representantes dos 193 países membros, comentando sobre o papel preponderante da ONU na busca pela paz e progresso.

A fala de Lula foi bem estruturada, a de Trump também, mas nela havia mais emoção. Uma guerra nuclear seria o fim. A ONU consumiu muito dinheiro, mas urge examinar em que nível a humanidade está, em comparação com o período entre a primeira e segunda guerra, se evoluiu ou retrocedeu. Criminalidade e narcotráfico estão se aproximando, inclusive infiltrando agentes no poder.

Os líderes discutem sobre a necessidade de evitar a guerra mediante pacotes financeiros para armas nucleares e intimidação, e eliminação da fome. A solução mais profunda está em algo que tem de fazer parte da pauta da ONU: educação para o espírito, ou seja, ensinar valores universais desde a infância e a reconexão com o propósito da vida. Cada indivíduo tem de assumir a responsabilidade por seus atos, visando sempre o bem e a melhora das condições gerais de vida como guardião da natureza que nos envolve. O verdadeiro progresso da humanidade requer a evolução espiritual, ética e moral.

A saúde é a grande riqueza. Ao lado dela é fundamental que a humanidade, a principal espécie no planeta, busque o aprimoramento, permanecendo voltada para o bem, para que a beleza, a harmonia e a paz sejam restabelecidas na Terra.

A indolência espiritual gera caos atraindo os males que afligem a humanidade tais como: cobiças, vaidade e sede de poder, que têm sido motores de guerras, exploração e destruição. Para satisfazer a própria cobiça por riqueza e poder, os seres humanos não vacilam em causar danos aos seus semelhantes.

A humanidade, ao ignorar a Lei da Criação da justiça e amor, de não causar danos ao próximo para benefício próprio, afastou-se da harmonia natural. O caos atual não é apenas político ou econômico, mas existencial: uma crise de sentido, de valores, de conexão com o que é essencial.

Na Luz da Verdade Mensagem, do Graal, escrito por Abdruschin, não é um livro de religião, porém mostra, de forma severa, como os seres humanos se desviaram da jornada que deles era esperada, mas acostumados com palavras acomodatícias, agora têm de se esforçar para reconhecer e se afastar da beira do abismo que criaram, buscando reconhecer as profundas verdades eternas.

Na Luz da Verdade é um chamado ao eu interior, à vivência das Leis da Criação, à coragem de romper com a comodidade e buscar lucidez sobre o significado da vida e as leis que a regem. Que esse chamado ecoe não só nas tribunas da ONU, mas nos corações de todos que ainda buscam sentido. Os líderes devem estar imbuídos de sua alta responsabilidade porque as suas ações influem no destino da humanidade.

Obs.: Escrito com base em pesquisa com COPILOT, a IA da Microsoft.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

HARMONIA E PAZ

A situação geral não é bonita de se ver. Vão dizer que tudo está piorando. Mas a cobiça por poder sempre foi assim. A diferença é que agora está mais visível. O Estado tende a absorver tudo, mas é ineficiente. As grandes corporações visam influência e ganhos. O ser humano é o condutor de tudo; se lhe falta ética e sobrarem cobiças, nada pode dar certo. A geopolítica está turbinada. Há muitas possibilidades, mas nenhuma certeza. Os ativos vão subindo, não se sabe até quando. A liquidez financeira é a chave. Se apertar, a esteira da valorização pode parar. Aí ninguém sabe o que poderá acontecer, isso gera temores. O Estado permanece gastador e endividado, enquanto as condições gerais de vida não estão evoluindo para melhor.

A economia global está em desequilíbrio. Estamos num impasse diante dos povos e nações pouco afeitos à busca de progresso harmônico mundial. Em um mundo onde a interdependência é crescente, o dilema é claro: ou as nações aprendem a cooperar de forma mais eficaz, ou arriscam-se a mergulhar em ciclos de protecionismo e instabilidade que, no final, prejudicam a todos. É um impasse que a história moderna ainda não conseguiu superar.

A população continua crescendo beirando a oito bilhões e meio de almas encarnadas, ainda que haja uma tendência de reduzir o número de filhos. Gerar filhos requer amor e responsabilidade. Na medida em que a população mundial vai aumentando, surge a preocupação sobre onde as pessoas irão viver. Não é à toa que estão aumentando as moradias precárias e a pobreza, lembrando que mais de um bilhão da população habita nessas áreas inóspitas. O desmatamento desordenado nas áreas metropolitanas como, por exemplo, na Grande São Paulo, provoca a formação das chamadas ilhas de calor que dá para fritar ovos nas calçadas.

As leis da natureza são universais; urge respeitá-las. Está em andamento projeto de braço da Rodovia Raposo Tavares para a Regis Bittencourt BR116, atravessando áreas de preservação de florestas e mananciais, em Embu e Cotia. Há temores que isso possa representar um enorme risco para o já comprometido meio ambiente da região metropolitana de São Paulo.

Como os antigos relógios, o ser humano está se tornando um ser que precisa de corda para se movimentar. As transformações na produção e comercialização criam dificuldades para lojistas e shopping centers, e para fornecedores que precisam se desdobrarem para manter os custos e os salários baixos. Paralelamente ao Estado forte há um mercado sob controle. Os poderosos magnatas do comércio eletrônico facilitam a vida dos consumidores nesta fase na qual não sobra tempo para viver, mas eliminam as oportunidades de ganho do antigo livre mercado impulsionador das decisões. Assim as decisões ficam subordinadas aos manipuladores dos algoritmos. A causa é a indolência espiritual que mantém o ser humano preso às ninharias em vez de se dedicar à real finalidade da vida.

Tudo acelerado, turbulento, todos correm. Falta tempo para tudo. Falta tempo para viver. No contexto atual, destaca-se a decadência, a falta de propósitos nobres, as cobiças pelo poder obtidas com o direito da força e brutalidade que passa por cima de tudo, até das leis universais da Criação, mas isso atrairá danosas consequências.

Uma alma tem a oportunidade de encarnar para se aperfeiçoar. Cabe aos pais a tarefa de cuidar e preparar os filhos para a vida, o trabalho e para se tornarem seres humanos de valor. Deve haver a consciência de que o filho tem de se tornar um adulto apto a cuidar da própria vida para não ser um eterno dependente. Pais e filhos devem ser gratos pelo dom da vida, cumprindo a finalidade da existência de forma correta, beneficiando e contribuindo para melhorar as condições gerais de vida.

Nesta fase caótica e turbulenta, a Mensagem do Graal nos ensina que os seres humanos têm de se libertar do querer egoístico do querido eu, e da superavaliação de si mesmo, desenvolvendo o voluntário vibrar na harmonia necessária para estimular todo o bem, de conformidade com as leis primordiais da Criação. Quanto mais os seres humanos se dedicarem a isso, mais paz e harmonia surgirão ao seu redor.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

O BRASIL DEPENDENTE

O julgamento de Tiradentes resultou na sua condenação à morte por enforcamento e esquartejamento em 21 de abril de 1792, devido ao seu descontentamento com a obrigação de entregar um quinto da produção de ouro, o que foi considerado como traição à coroa portuguesa. Outros envolvidos na Inconfidência Mineira foram perdoados e condenados ao degredo (Delação Premiada?). A penalidade de Tiradentes foi mantida por ele ter assumido abertamente seu papel na conspiração, e por ter atuado como propagandista do movimento, o que o tornou um elemento perigoso para as autoridades.

Poderosos interesses interferem nos rumos das nações porque nesse meio há os políticos oportunistas que querem o poder, custe o que custar. Enquanto se digladiam entre si, a população vai perdendo o ânimo e o sentido da vida.

O cenário não é bom. Trafegando pelas estradas do Brasil e de São Paulo, passando por Peruíbe até Santos, observamos quantas coisas estão sucateadas nas cidades. No rodoanel e na BR116 o aglomerado de moradias precárias na Grande São Paulo é desolador. Os municípios não têm verba para solucionar esse problema pois as dívidas estão altas. Estudiosos dizem que isso faz parte da crise civilizatória. A população paga impostos, de até 40% do PIB, mas falta dinheiro para cobrir as despesas da máquina. Como poderão fazer reparos, manutenção e novos investimentos em infraestrutura? A grande alegria que caracteriza o povo brasileiro está perdendo a sua força.

A humanidade, que outrora ansiava pelo aprimoramento da própria espécie, está desaparecendo. Pessoas com discernimento, e que fazem perguntas oportunas, geralmente são afastadas ou deixadas onde não possam ser ouvidas. O governo americano introduziu o tarifaço. Certo ou errado? Mas a pergunta é: como sustentar os continuados déficits na balança comercial? Pode-se dizer que há um mal-estar geral da humanidade que, ao não reconhecer as leis universais da Criação e respeitá-las para construir um futuro sempre melhor, como era esperado dela, acabou se tornando um fardo pesado para o planeta, atraindo confusão, guerras e catástrofes. Algum dia chegaremos a um ponto de não retorno.

Qual é a causa dos males que afligem a humanidade? Uma iniciativa de governança global poderá trazer equilíbrio e melhorias? Bilhões de seres humanos com espíritos inativos atados às ninharias. Tudo seria maravilhoso caso se esforçassem para compreender o significado e finalidade da vida. A falta disso trará severas consequências. Se houve muitos sofrimentos, muitos mais ainda poderão surgir; talvez com isso muitos despertarão de sua dormência espiritual. Não se observam esforços no sentido de evitar uma Terceira Guerra. Historicamente, o sofrimento tem sido um catalisador de despertar. Guerras, pandemias, colapsos, todos trazem dor, mas também revelações.

O desequilíbrio econômico e financeiro tem sido o causador da estagnação e empobrecimento das nações atrasadas. A civilização seguia para o abismo. O surgimento da China como potência industrial também contribuiu para o desequilíbrio. O século 21 acelerou a velocidade da humanidade para o abismo. Uma multipolaridade que não restabeleça o equilíbrio econômico entre as nações e o aprimoramento da espécie humana como alvo de todos poderá ser apenas troca de leões, deixando-a distante da felicidade duradoura.

O que está acontecendo na Terra? Crianças estão perdendo a infância. Em vez de brincarem nos bosques e jardins, ao ar livre, ficam sentadas olhando para imagens do celular que estimulam a erotização. Pessoas que reconhecem a naturalidade da reencarnação dizem que foram atraídos para a Terra muitos espíritos maldosos para desencaminhar as novas gerações. Então, milhões de crianças e adolescentes se tornam seguidores, deixando de ouvir as recomendações dos pais, deixando de aproveitar a fase de aprendizado e desenvolvimento para a fase do ser humano pleno. Perdem os jovens, os pais, a sociedade. Amplia-se a decadência, decaem as condições de vida no planeta.

Tudo acelerado, turbulento, todos correm. Falta tempo para tudo. Falta tempo para viver. As coisas estão tomando um rumo sombrio também no Brasil. É a economia, as finanças, o dólar, o poder, a violência. No que isso vai dar?  O que pensam os brasileiros? O Brasil se tornou independente em 1822, mas faltaram homens idôneos. Permanece até hoje o sistema espoliativo das riquezas da nação. A falta de bom preparo e a ignorância permanecem. Os inimigos da Luz impedem o surgimento de uma pátria iluminada, abençoada.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

MAL-ESTAR GLOBAL

Há milênios os seres humanos peregrinam pela Terra. Agora é tempo de empregar todos os recursos disponíveis e utilizar a Inteligência Artificial com sabedoria, visando assegurar a saúde, a evolução e impedir a decadência que se amplia sobre a população de mais 8 bilhões de almas. O ser humano se desconectou da alma e criou uma forma de viver desumana. Os jovens se revoltam, mas esquecem que têm de sobreviver, buscar as causas, buscar caminhos naturais.

As questões fundamentais merecem a atenção de todos para possibilitar a continuada melhora das condições gerais de vida. Nestes tempos em que está sendo impulsionada a Inteligência Artificial é preciso voltar as atenções para o funcionamento do cérebro, exposto a uma infinidade de invasões do mal (tentações) que retardam o aprimoramento.

A diplomacia sempre foi dissimulada, ocultando suas reais intenções, mas tudo está mudando. Ainda há uma dissimulação, mas as ações estão evidenciando os objetivos: a luta por riqueza e poder. Enquanto isso, as pessoas continuam permitindo que sejam transformadas em coisas incapazes de exercer o livre querer do coração.

Parece que há uma guerra no ar, diferente das anteriores devido às transformações tecnológicas. A todo momento surgem novos lances inquietantes que logo se tornam conhecidos pelo público. Isso vai minando o cenário, mas o tempo voa e logo são absorvidos pelos novos lances que vão se sobrepondo, se acumulando e gerando algo tenebroso.

A democracia do Estado-Nação tem apresentado situações de desvios do poder democrático. O dinheiro e as riquezas têm desviado a ação política, produzindo desperdícios, ineficiência e atraso.  O regime autocrático tem alcançado resultados devido à maior agilidade para tomar decisões e controlar a população. A cobiça leva ao acolhimento do poder forte autocrático que é arrebatado com as duas mãos, centralizando dinheiro, legislação e judicialização, tudo subordinado aos interesses próprios.

Para onde vai o Brasil? Para onde vão as nações? O que podemos esperar? Tudo depende das intenções, do querer real nem sempre condizente com as aparências, sejam de indivíduos, povos, da humanidade inteira. Autoridades e líderes globais estão sempre tomando decisões e se pronunciando sobre várias questões, mas decisivo é o que se passa no íntimo: qual é a motivação, qual é o objetivo, e é isso que dará o tom aos acontecimentos que mergulham sobre a humanidade.

Muitos analistas avaliam que, após milênios, as condições gerais e econômicas se acham num tempo de “viragem”, isto é, estão ocorrendo transformações que escapam ao controle dos homens e das IAs. A economia, a demografia, a educação e a natureza mostram isso.

Os Estados Unidos passaram a se interessar mais pelo futuro da América Latina.  Parece que vem aí um ciclo das “vacas magras” afetando consumo e empregos? A verdade é que tudo está caro em todos os lugares, e a renda da classe média estagnada. Ou se ajustam, ou perecem. MacDonald´s baixa preços dos sanduíches nos Estados Unidos.

Muito dinheiro tem sido criado, mas para onde ele foi? Por décadas os EUA têm importado de tudo, gerando déficits na balança comercial, tudo com preço menor do que produzir internamente. As novas tarifas encarecem as mercadorias gerando receitas e aumento de preços. Qual será o custo se forem produzidas internamente?

Há um desequilíbrio econômico global. Como as nações poderão ter equilíbrio entre importações e exportações diante dos sistemas econômicos heterogêneos?  Embora China e Índia tenham mão de obra de baixo custo, as tarifas elevadas e a perda de valor do dólar poderão favorecer o colapso econômico porque o grande consumidor vai comprar menos, e a renda baixa não permite um consumo global mais ousado.

Pode-se afirmar que há um mal-estar da humanidade que, ao não reconhecer as leis universais da Criação e respeitá-las para construir um futuro sempre melhor, como era esperado dela, acabou se tornando um fardo pesado para o planeta, atraindo confusão, guerras e catástrofes.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS GUERRAS E A PRECARIZAÇÃO GERAL

O ano de 1929 assinalou uma crise de amplitude mundial que veio como consequência e alerta para a humanidade buscar caminhos estáveis. Mas passado um tempo, foi esquecida. Sem correção do rumo, adentramos no século 21, quando o Filho do Homem, prometido por Jesus, desencadeará o julgamento das decisões sobre os seres humanos, previsto por muitas pessoas, porém de forma obscura não despertando maiores atenções, pois o relógio do juízo final se aproxima da hora decisiva.

O cenário econômico e social dos anos 1930 acabou levando à grande conflagração. Crise econômica, desemprego, avanço das ideias comunistas. Apostas e cinema mantinham a população distraída. A Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945, provocou transformação geral. O imperialismo inglês e francês perderam força, o nazismo foi eliminado, despontou o dólar. Atualmente, também há forte sedução pelas apostas e consumo de mídias sociais de baixo nível. Além disso, há focos e rumores de guerra. O PIB da China está encostando no PIB americano, líder até então, enquanto muitas nações estão em déficits, e a característica dominante é a boataria e as incertezas em meio à ameaça de crescimento da inflação e seus efeitos sobre a economia.

Passados 80 anos da Segunda Grande Guerra, somos levados a crer que há uma Terceira encomendada, mas se em 1939 havia a esperança para buscar algo melhor, em 2025 há muitas incertezas; pessoas de bom senso sabem como as guerras são cruéis, mas os acontecimentos se precipitam e vão empurrando a humanidade para o ponto sem volta, sem saber exatamente o que está buscando. Nesta era de turbulências, a cada dia surgem novas surpresas. As guerras têm custo elevado. A economia vai seguindo como pode, a precarização geral vai aumentando.

O ser humano é espírito dotado de livre resolução e raciocínio, faz seus planos de acordo com o seu querer, lamentavelmente voltado para mesquinhas cobiças. Muitas advertências foram emitidas pela Luz, mas a humanidade não buscou o rumo certo. Acima de tudo paira a atuação das leis universais da Criação, justas, severas, incorruptíveis, trazendo de volta tudo que o ser humano semear. Elas atuam de acordo com o tempo estipulado, mas agora, impulsionadas pela força da Luz, estão acelerando os efeitos, desorganizando os planos. A aceleração vai se tornando perceptível, surpreendendo a humanidade em sua impotência diante da força superior.

A educação infantil foi descuidada. Os olhos das crianças não estão sendo despertados para a vida. Perdem horas nos jogos eletrônicos, vício que rouba energia e disposição para conhecer a vida e o mundo. Fragilizaram o cérebro e a intuição. “Brain rot” é o termo usado na internet para descrever o efeito de conteúdos de baixa qualidade e excesso de mídia em redes sociais, que pode afetar a concentração, memória e raciocínio. Ele pode ser traduzido como “apodrecimento cerebral” ou “deterioração mental”.

Nas tomadas de resoluções, os seres humanos têm de ficar atentos sobre a interferência do ego que arrasta inveja, cobiça, ódio, vaidade, eliminando a pureza da intuição e dos pensamentos que deveriam estar voltados para o bem geral, mas que em vez disso atraem o mal. O ser humano se esforça para fazer algo bem-feito, tem de saber a causa real, se faz por si mesmo, para se engrandecer, aumentar a autoconfiança, ou se quer reconhecimento, algo difícil de esperar daqueles que espremem o limão e jogam a casca fora.

Os conteúdos de baixa qualidade e o consumo excessivo de mídia, especialmente em redes sociais, afetam a concentração, a memória e o raciocínio. Vagando a esmo em seus desejos e pensamentos voláteis, os seres humanos não estabelecem um rumo. Seguimos dando trombadas, falta-nos a decisão fundamental de colocar o aprimoramento da nossa espécie como principal meta, afastando-nos da precarização geral da vida. Sem isso, tudo o mais não passa de mero paliativo. O erro e a mentira dominam. Tudo fora do eixo. Aproxima-se a era da grande colheita, a grande tribulação. Só a Luz da Verdade poderá restaurar o equilíbrio geral.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

DA PRIMEIRA À QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

É necessário olhar a história, observando que a Revolução Industrial foi um divisor, separando o passado, que era mais ligado à natureza, dando início a processos modernos e agressivos. Após as duas grandes guerras mundiais, chegou a ser esboçado um período dourado na obscura trajetória da humanidade, mas por não ter sustentação, pouco tempo durou. As mudanças não se aprofundaram, foram aparentes, mas a cobiça por riqueza e poder permaneceu. O resultado é o caos atual.

Depois de tantas tragédias e sofrimentos, a busca contínua da humanidade pelo lado do bem poderia ter se firmado após a Segunda Guerra, mas os homens do mercado queriam aproveitar a capacidade produtiva, precisavam de consumidores e foram seduzindo as massas para priorizar o conforto, os prazeres, a vaidade. Se uma Terceira Guerra acontecer a população da Terra poderá ser drasticamente reduzida, então talvez o ser humano se humanize de fato percebendo que a sua essência é espírito.

A realidade é dinâmica, nada fica parado, tanto pode perseguir o certo como o errado. Apesar dos inúmeros tropeços, a humanidade chegou à Quarta Revolução Industrial como resultado de uma longa jornada de transformações tecnológicas, sociais e econômicas que deveriam contribuir para o aprimoramento da própria espécie.

Relembrando a trajetória das quatro Revoluções Industriais, a primeira delas, ocorrida de 1760 a 1850, foi marcada pela utilização de máquinas a vapor, do carvão como energia e maior foco na indústria têxtil. A criação da eletricidade caracterizou a Segunda Revolução industrial, que durou de 1850 a 1950, possibilitando a fabricação em massa, a produção de aço e exploração do petróleo. A informática e a robótica, especificamente, permitiram o avanço da automação industrial e junto com a popularização da internet marcaram a Terceira Revolução (1950 a 2000). E finalmente de 2010 até hoje, a Quarta Revolução industrial permitiu a criação e emprego de tecnologias inovadoras como a Inteligência Artificial, a Internet das Coisas (IoT) e big data, entre outras, impulsionando a biotecnologia e demais segmentos produtivos.

Do vapor ao circuito integrado. Da força do vapor à lógica do silício. Mentes como as de Watt, Kilby e Noyce edificaram o salto entre eras — um percurso histórico e espiritual onde intuição virou estrutura, e estrutura se fez evolução e revolução. As novas tecnologias, incluindo a impressão 3D, nanotecnologia e neurotecnologia já começaram a se integrar e a transformar todos os setores. A partir dos anos 2000, o acesso à internet e aos smartphones criou uma base de dados gigantesca e conectividade global. Diferente da automação da Terceira Revolução, agora as máquinas aprendem, tomam decisões e se adaptam.

Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, defende que a atual revolução não é apenas uma extensão da anterior, mas uma nova fase na qual o homem vai sendo conduzido para se integrar ao novo sistema, causando impactos profundos na forma como vivemos e trabalhamos. A Quarta Revolução Industrial não é só sobre tecnologia, pois está avançando e alterando o significado dado ao ser humano: como nos relacionamos, trabalhamos e até como pensamos. O desafio maior talvez seja a evolução ética e consciente da humanidade diante dessas ferramentas poderosas.

O grande diferencial atual é que o ser humano está sendo conduzido para dentro das engrenagens, ou seja, é ele que tem que se adaptar às coisas novas, e não o contrário. Isso sai da naturalidade. As novas gerações já mostram isso, parece que perderam algo. No futuro deverá surgir a Revolução que emparelhará o ser humano com a sua essência, o espírito; sem isso, poderá caminhar na direção oposta e se tornar apenas algo como uma máquina sem coração. É esse o grande dilema da nossa era: a desconexão entre progresso externo e a evolução interior do ser humano.

Aplicativos, algoritmos, rotinas automatizadas… tudo parece querer moldar o ser humano para ser mais eficiente, mais conectado, mais produtivo. Mas não se enxerga espaço para a espiritualidade e a atuação da intuição, que está sendo travada. Quando a atuação se divorcia da alma,  perde-se estatura, abrindo o caminho para a desumanização. Já tivemos situações terríveis por causa disso.

Estamos precisando de uma revolução interior que nos leve para a tecnologia com alma, criada para promover bem-estar, significado e reconexão com valores essenciais, e gerar lucros. O sistema educacional tem de se abrir para o cultivo da sabedoria, empatia e espiritualidade, além das habilidades técnicas. Neste mundo cheio de ruídos e conversas vazias de conteúdo, necessitamos criar espaços para o silêncio e para reaprender a escutar a nós mesmos, à nossa própria intuição.

Unir espiritualidade, tecnologia e consciência deve ser a grandiosa e única tarefa apta a resgatar o ser humano de sua inércia perante a vida e sua finalidade. Um passo que requer coragem e força de vontade para sair do atual ambiente áspero e vazio, fortalecendo a saúde física, mental e da alma, alcançando a paz e o progresso real.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A NATUREZA NÃO NEGOCIA: ADVERTE E REAGE

Um chamado à lucidez ecológica: a Terra levou bilhões de anos para se tornar um lar hospitaleiro aos seres humanos. De partículas cósmicas ao florescimento da vida, cada etapa foi cuidadosamente moldada pelas leis da natureza — leis que não foram escritas por mãos humanas, mas são universais e sustentam tudo o que somos. No entanto, em nome do progresso, temos ignorado esses imutáveis códigos ancestrais.

Grandes obras, como a barragem hidrelétrica de Motuo, projetada para ser a maior usina hidrelétrica do planeta no rio Yarlung Tsangpo, na Região Autônoma do Tibete, é um majestoso projeto que revela o poder da engenharia, o poder do homem e, ao mesmo tempo, a displicência que nos afasta do essencial: a preservação da natureza, o equilíbrio ecológico. Ao desviar o curso natural do rio Yarlung Tsangpo, que alimenta comunidades da Índia e Bangladesh, o ser humano interfere nos sistemas da natureza, sem conhecer exatamente que consequências poderão resultar disso.

Esse tipo de atitude da humanidade, sequiosa por ganhos e obras faraônicas para se evidenciar, se opõe à preservação das condições de sustentabilidade da natureza e seus automáticos sistemas. Um exemplo no Brasil é o da Nova Raposo, planejada para interligar as cidades paulistas de Cotia, Itapecerica da Serra e Embu das Artes, cujo projeto ameaça derrubar milhares de árvores nativas, fragmentar corredores ecológicos e comprometer mananciais vitais como o rio Embu-Mirim e o rio Cotia.

Evidencia-se a fragilidade da conexão entre o Rodoanel e a BR-116, que continua travando o acesso aos municípios de Embu das Artes e Itapecerica da Serra. Trata-se de um problema conhecido há anos, mas ainda sem solução eficiente. Uma das justificativas para o prolongamento da Nova Raposo seria aliviar essa pressão viária, criando nova rota justamente no coração de áreas de preservação, o que tende a induzir ocupações precárias e desordenadas, como já ocorreu nas bordas do próprio Rodoanel e da BR-116.

A falta de adequação, através de planejamento integrado com a natureza e em audiências públicas, revela um modelo de desenvolvimento que prioriza o fluxo de veículos, mas negligencia o direito à cidade, à natureza e à participação popular dos defensores da sustentação da vida. Essa obra também tem como proposta estratégica conectar diretamente a Rodovia Castelo Branco (SP-280) à Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), criando novo eixo de escoamento logístico que passaria por zonas de Mata Atlântica e áreas de preservação permanente.

Estima-se que mais de 350 nascentes e 50 km² de Mata Atlântica serão impactados, colocando em risco mais de 300 espécies da fauna local, incluindo onças-pardas, bugios e jaguatiricas. Na natureza nada é supérfluo. A estupidez humana, embriagada por objetivos econômicos e conquistas tecnológicas, tornou-se incapaz de ver o invisível: os segredos do salutar equilíbrio. Perdemos a reverência pelas coisas naturais criadas sem a participação do ser humano, as quais estão à disposição de todos como alimentos, o ar, o solo, a água, o sol, e esquecemos que conhecimento sem humildade se transforma em ferramenta insensata de destruição.

Esse cenário é consequência de um modelo histórico que trocou as ferrovias, menos poluentes e mais integradoras, pelas rodovias, consolidando o tráfego de carretas que consomem óleo diesel e emitem toneladas de CO₂ todos os dias. A lógica rodoviarista transformou a paisagem e a política pública, priorizando asfalto ao invés de mobilidade sustentável. Aquilo que deveria ser um país abençoado evoluindo em paz se apresenta caótico e desordenado nas ruas e rodovias estreitas.

Mas nem tudo está perdido. Ainda existem olhares atentos, mãos cuidadosas e vozes que insistem em lembrar que progresso sem respeito à natureza, que nutre nosso corpo, é retrocesso. Que restauração e preservação é tão valiosa quanto inovação. Que estudar a natureza e suas leis, absolutamente lógicas, é um dever, não para dominá-la, mas para aprender com ela e obter os frutos que oferece.

No entanto, em nome do progresso, temos ignorado esses códigos ancestrais. Grandes obras, como a barragem hidrelétrica de Motuo no Tibete, ou o projeto de prolongamento da Rodovia Nova Raposo em São Paulo, revelam a capacidade da engenharia e, ao mesmo tempo, a cegueira que nos afasta do essencial: o equilíbrio ecológico. Acontecimentos  graves estão mostrando que o humanismo estagnou desde longa data: mentiras, aspereza, arrogância, prepotência. Restaurar o humanismo e o equilíbrio econômico entre as nações é o único caminho que pode fortalecer a paz e o progresso.

Os problemas exigem soluções, mas a natureza e suas leis não negociam. Esta frase não é metáfora; é advertência. Quando violamos seus ritmos, ela reage e responde com secas, destruição do solo, enchentes, extinções, não por punição, mas por consequência.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br