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SERES HUMANOS DESCARTÁVEIS

A indolência é considerada como preguiça, como a falta de disposição, inércia, apatia, moleza e falta de vontade para agir ou se esforçar. Em sentido mais amplo, trata-se da indolência espiritual, ou seja, é o espírito que deveria se interessar pela vida e seu significado, mas em vez disso fica flautando como a cigarra, jogando fora seu precioso tempo. Na indolência, o ser humano não se desenvolve, não alcança a posição que deveria, permanece estagnado pela falta de esforço pessoal, enquanto as condições gerais de vida vão perdendo qualidade.

Com o surgimento do dinheiro e do crédito, a economia global traçou novo rumo. Houve um raro momento de abundância, que logo cedeu lugar para a austeridade. Seja no ocidente ou na China a situação é semelhante. A produção tem sido feita com máquinas, materiais e mão de obra de baixo custo. A meta é produzir coisas vendáveis por valor superior ao custo, produzindo um excedente que se concentra. Fora isso, nada mais tem interessado à humanidade.

O capitalismo foi a maneira encontrada pelos homens para ampliar a produção, mas a prioridade foi direcionada para o ganho e a acumulação através do aproveitamento de mão de obra barata, surgindo daí o conflito entre o capital e o trabalho. Vários sistemas foram criados, mas em nenhum havia o propósito de eliminar o conflito. Faltou humanismo. Muita miséria foi produzida. A sociedade tem se desumanizado. Não há paz e progresso.

A riqueza produzida tem sido direcionada para produzir mais riqueza. Uma grande parcela é encaminhada ao mercado financeiro e vai inflando e aglutinando poder. A tecnologia avança, substituindo a mão de obra, e não se sabe o que fazer com as pessoas que ficarem fora do mercado de trabalho. Como obterão renda? A capacidade de produzir vai aumentando, mas a renda do consumidor está encolhendo. É preciso encontrar soluções que promovam o desenvolvimento dos seres humanos, antes que se tornem peças inertes, inúteis e descartáveis.

Uma parte dos ganhos poderia ser investida em melhoras gerais das condições de vida, e na premiação de colaboradores aplicados; isso sim seria a adequada contribuição social. O dinheiro circula em um sistema fechado de ativos financeiros, criando bolhas enquanto a economia real sofre com a falta de investimento e com a estagnação salarial.

A mais preocupante questão da humanidade é a indolência espiritual. Vivendo na Terra, cada indivíduo deveria se interessar pela vida e seu significado, mas em vez disso desperdiça seu tempo, correndo o risco de se tornar descartável. O trabalho faz parte da vida. A remuneração tem de ser condizente. Que a renda universal em estudos não se torne muleta incapacitante.

A força de vontade está cedendo lugar para a pasmaceira como resultado da cultura que prioriza o entretenimento fácil em vez das análises com profundidade. Em sua indolência, o ser humano deixa de ser o sujeito que beneficia o mundo, para se tornar o indivíduo que não conversa mais com o eu interior para entender a vida, e que passou a viver em função de estímulos vindos do exterior.
A arte reflete os valores da civilização. Quando ela se torna deprimente, focada na baixaria e em ideologias destrutivas, ela deixa de elevar a alma de forma intuitiva para se tornar o espelho da decadência.

O ano de 2026 está abrindo as portas, vamos em frente com firmeza e alegria. Mas o ano novo principia com sintomas adversos em várias regiões. Há a questão da Rússia que aperta a Ucrânia. Taiwan que se mantém como questão delicada. Os atritos no oriente médio se estendem até o Irã. E de repente também na América Latina afloram conflitos a partir da Venezuela, estagnada pelo governo forte.

Para assumir o comando da economia, o dólar passou por um longo processo, mas agora, após mais de 80 anos, está com doenças semelhantes às da libra no início do século 20. Um longo período não muda de forma brusca. A guerra econômica está se aprofundando, uma questão muito difícil envolvendo finanças, tecnologia e recursos naturais escassos. Tudo exerce influência. A moral vem primeiro, com papel fundamental. Há mentiras, cobiças e falsidades. A política segue essa linha. O reflexo disso tudo poderá levar a humanidade às portas do inferno.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A COLHEITA PLANETÁRIA DO SÉCULO 21

A tarefa das nações deveria possibilitar o consumo dos bens essenciais, promover projetos de moradias, criar oportunidades de empregos para que os indivíduos pudessem ter um viver condigno sem precisar depender dos auxílios do governo. É essencial dar às novas gerações bom preparo para a vida e o trabalho, para que se aprimorem como seres humanos. Isso deveria ser o alvo de todas as nações, mas envolvidos por cobiças de riqueza e poder, os dirigentes não cumprem a tarefa que lhes compete, e a humanidade decai física, moral e espiritualmente, não cumprindo a finalidade da vida.

Assim, a displicência foi tomando conta, deixando de favorecer o aprimoramento da humanidade. O cinema, por exemplo, tem apresentado belas imagens e histórias, mas também a trajetória da decadência da humanidade devido aos vícios e pendores nefastos, tais como o consumo de cigarro, bebidas, drogas, além de sexualidade degenerada. Tudo acolhido pelas massas indolentes. O viver artificial de aparências provoca a sensação de vazio. O ser humano não aproveita bem o tempo concedido, não aproveita adequadamente seu tempo de permanência na Terra.

A escritora Jane Austen, nascida em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra, disse que para o casamento funcionar deve haver afinidade entre os cônjuges. Quando há infelicidade do casal e uma vida artificial, a consequência grave se evidencia nos filhos gerados sem amor. A feminilidade tem missão própria na Criação. Mas nada deprecia as mulheres se não vierem a casar ou não tiverem filhos. Há muitos conceitos errados, produzindo sofrimentos e aviltando a criatura feminina, cuja finalidade fundamental é favorecer o aprimoramento da espécie humana. O viver na Terra se apresenta numa das fases mais conturbadas da história, vamos aguardar que disso possa surgir o rumo certo que eleve cada indivíduo à posição que lhe cabe na Criação.

No Brasil, desde 1889 faltam estadistas patriotas, competentes, idôneos. Em 2026 haverá uma nova oportunidade. Precisamos de candidatos adequados, de eleitores que saibam fazer a escolha. Se a oportunidade for perdida, o país corre o risco de se tornar uma sub nação. Não podemos deixar isso acontecer. Alguém falou que viver aqui é perda de tempo. Uma fala infeliz, pois o Brasil é a Terra de Vera Cruz que deveria ser uma verdadeira pátria para os seres humanos em sua passagem pela Terra, mas tudo foi sendo deturpado. Viver atualmente na Terra, apesar do caos existente, é uma graça do Amor Divino que possibilita o reconhecimento da finalidade da vida sob a Luz da Verdade, libertando dos conceitos errados.

As tensões críticas globais tendem a aumentar. Estados Unidos e China reforçam os seus interesses no Brasil e América Latina. Há um mercado promissor e muitos recursos valiosos. Mas 2026 vai assinalar a atuação das leis da natureza, até agora pouco prezadas e compreendidas, as quais poderiam estar atuando pelo bem geral. Mas agora apresentam sua atuação saneadora, a colheita, arrastando para a destruição tudo o que trava o progresso real, impedindo a paz na Terra e a alegria à pessoas de boa vontade.

De janeiro a novembro de 2025, os informativos econômicos informaram que a China alcançou um trilhão de dólares de superavit na balança comercial. Qual é a surpresa? Há mais de 20 anos as nações pararam de produzir, passando a importar de tudo, gerando o desequilíbrio econômico global que agora se tornou claramente visível. A China se aproveitou da situação acumulando reserva significativa. Assim a humanidade displicente vai cavando a própria ruína. Numa economia desequilibrada globalmente, as nações estão impondo tarifas aos produtos importados. Talvez seja um pouco tarde para salvar a indústria nacional.

O caos está montado. O ser humano é espírito que dever ser mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão. A IA amplia a nossa capacidade, contudo, nada além da matéria, e isso poderá alterar a trajetória natural da humanidade cuja essência é espiritual. Afastando-nos da alma, nos tornamos máquina limitada ao tempo espaço e perdemos a visão ampla da vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A IMPORTÂNCIA DE PREPARAR AS NOVAS GERAÇÕES

Cultivai a beleza e despertai a intuição. Em nenhuma época as novas gerações ficaram tão descuidadas em seu preparo para a vida como agora. A questão é que as crianças devem ser orientadas desde cedo. Vale lembrar também que a adolescência sempre foi marcada pela melancolia dos jovens que percebem a dor do mundo sem compreendê-la, sem encontrar alguém que explicasse claramente as causas e consequências, e sobre o significado e a finalidade da vida. A maioria passava por essa fase que, entre farras e bebedeiras, era logo esquecida.

Os jovens devem se conscientizar que a adolescência é a fase da passagem da criança para o ser adulto para que possam se tornar autoconscientes, dotados de discernimento e bom senso, de modo a compreenderem o funcionamento das leis universais da Criação e evoluir.

Enquanto os seres humanos vão levando a vida, muitos numa luta áspera pela sobrevivência condigna, os líderes globais se reuniram recentemente para definir os rumos da guerra na Ucrânia, isto é, discutir o futuro que nos aguarda, pacífico ou belicoso. Que façam uso do bom senso e procurem agir de forma que seja feita a vontade do Criador, assim na Terra como no céu.

No Brasil, continuamos em déficit geral, exportando as matérias-primas; a indústria secando, importando muito, renda baixando, educação decaindo. Qual será o futuro das novas gerações? O Banco Central (BC) cria dinheiro. Governos desequilibram as contas tomando dinheiro financiado. O mercado olha para o risco. O BC utiliza a taxa de juros para controlar a moeda. Quem define a taxa? De onde vem o dinheiro para pagar os juros? Quem arca com o ônus?

O sistema seguiu os anseios dos homens para conquistar riqueza e poder gerando desigualdades e disparidades entre as nações. Teóricos desenvolveram teorias econômicas que justificassem essa situação, enquanto outros semeavam a rebelião das massas. Os seres humanos são desiguais entre si, mas as nações mais desenvolvidas poderiam ter colaborado para que as mais atrasadas encontrassem um caminho para sair da pobreza para uma existência condigna.

Cada pessoa faz o que quer com o dinheiro próprio. O básico numa nação é o bom preparo para a vida e o trabalho, produzir bens essenciais e necessários, remuneração condizente e a busca do equilíbrio. As nações querem levar vantagens umas sobre as outras. Os governantes querem tirar proveito e se perpetuarem no poder, e vão desvirtuando tudo. Externamente, fazem acordos cedendo as riquezas e o mercado. Internamente, vão mantendo a população sem bom preparo, oferecendo pão e circo. Em vez de empregos, oferecem auxílios, e tudo vai se desmanchando. De repente a nação se torna um amontoado de gente com crescente desigualdade na renda. Os gastos públicos aumentando. Os impostos também, enquanto o PIB fica estagnado. Para gerar renda e consumir bem é necessário produzir.

Os seres humanos, em geral, e as novas gerações, em particular, estão se desconectando de sua essência. Ao se afastar das leis espirituais da Criação, o ser humano se desconectou de sua alma espiritual. Lamentavelmente, a aspereza global é uma construção da humanidade. Em outras palavras, perguntado sobre o futuro da humanidade, o autor de Sapiens, Yuval Harari, recomenda a reconstrução da confiança na espécie humana.

O tempo dos estadistas sábios concorrendo aos cargos eletivos já passou. O tempo das tesouras na manipulação do poder está no fim. Estamos no tempo dos dominadores do Estado a ferro e fogo, buscando a destruição dos concorrentes. O ser humano se tornou uma peça no mecanismo. Saudade de um tempo distante. Virá o tempo no qual os seres humanos serão humanos e construirão uma civilização respeitando as leis da Criação, atraindo Luz sobre a Terra.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

A COP30 E O FUTURO

Há milênios os homens se esforçam para apagar o saber sobre o Criador de Todos os Mundos. Tudo acontece de acordo com as leis da Criação que expressam a Vontade de Deus. Os homens se afastaram do Criador e passaram a julgar que tudo decorre espontaneamente da evolução natural e, na luta pela sobrevivência, os fracos perecem, os mais aptos sobrevivem e os mais fortes dominam; chamam isso de processo darwinista, a geração espontânea, ir da matéria à vida impulsionada pelas condições do meio ambiente, sobrevivendo e se desenvolvendo pela seleção natural.

Darwin e seus parceiros, com sua mania de grandeza, tinham bloqueado o espírito, por isso não podiam assimilar o saber elevado. Julgavam serem os mais aptos para conduzir a humanidade, ignorando que o ser humano é espírito que, através da evolução das espécies, recebeu um corpo para atuar na Terra e se desenvolver.

A natureza é o grande presente para a sobrevivência, a qual surgiu da atuação das leis universais do Criador, embora tenha sido incluída nos ardis para afastar o ser humano do saber da existência do Criador de Todos os Mundos, que se encontra em distância inacessível.

Os cientistas sempre apresentam muitas ideias, mas a Terra continua se deteriorando. Deveriam olhar para coisas simples e respeitar as leis da natureza, em vez de prosseguir derrubando árvores e espalhando resíduos; deveriam plantar árvores, preservar os mananciais, organizar o manuseio do lixo e ampliar o saneamento. Muitas vezes as soluções mais eficazes estão nas ações simples e locais, que respeitam os ciclos naturais e promovem a continuada melhora das condições gerais de vida. A Terra não precisa de ideias mirabolantes; precisa de respeito, cuidado e ação contínua.

Mais uma vez se reuniram, na COP30, líderes e conceituados cientistas para examinar a situação do planeta, desta vez na cidade de Belém, no Brasil. Antes de tudo, o que a Terra e a natureza mais precisam é de respeito. Pesquisadores perceberam a existência de leis na física, química e biologia. São as leis universais da natureza que estão aí desde sempre. Respeitar a Terra é reconhecer e estudar essas leis imutáveis e dar a elas a devida consideração para não transformar nosso planeta num deserto com enormes bolsões de lixo, degelo das calotas polares, rios mortos, mares sufocados por resíduos, florestas derrubadas em nome do progresso. A Terra se contorce sob o peso das decisões imediatistas dos seres humanos.

A atividade humana gera problemas e resíduos. O que fazer? Isso deveria ser examinado antes e buscada a solução, mas o imediatismo e os interesses financeiros ficam à frente, e quando a sociedade se der conta, o planeta estará rachando. As novas gerações não estão entendendo o que está acontecendo. Ensinar é estimular nos estudantes a capacidade de adquirir conhecimentos. Os estudantes têm de aprender a ler e escrever, e fazer contas. Um segundo idioma é essencial. Têm de entender que a Terra é o lar que hospeda os seres humanos em sua passagem evolutiva.

Em seu movimento orbital, a Terra se movimenta segundo leis naturais que não podem ser violadas sem consequências. A IA pode ser muito útil, mas o professor tem de ensinar como fazer pesquisa. O aluno deve desenvolver um trabalho por si próprio, fazer a redação e a exposição oral. Se não conseguir aprender e vivenciar o aprendizado, transformando-o em ação, então não tem mais jeito, prejudicará a mais nobre vida do planeta que deveria beneficiar, jamais destruir; deixará tudo para os robôs.

As leis naturais atuam na mais severa lógica; o bem e o mal atraem a igual espécie. A humanidade ainda não descobriu uma visão de mundo adequada ao convívio pacífico e próspero. No período da construção da Grande Pirâmide do Egito, os sumérios fundamentados na Luz da Verdade, vivenciaram uma fase especial, mas a partir daí tudo se foi deturpando com as cobiças.

O estresse é geral. Pessoas, nações, tudo. Qual será o futuro da humanidade? Bastaria que tivesse ouvido e seguido apenas um dos muitos ensinamentos que lhe foram outorgados: “Ama ao próximo como a ti mesmo. Respeite-o como ser humano. Nunca o prejudiques conscientemente, nem seu corpo, nem sua alma, tampouco seus bens terrenos ou sua reputação!”

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

CICLOS DE EXPANSÃO E DE MISÉRIA

A nossa história é marcada por ciclos de expansão e de crise, crescimento e miséria. Desde as primeiras civilizações, buscamos dominar a natureza, acumular saberes e garantir a sobrevivência. Mas esse impulso, que nos levou à agricultura, à escrita, à ciência, também nos conduziu à guerra, à escravidão e à desigualdade. Os ensinamentos de Jesus, interpretados pela Igreja, se tornaram o manual da civilização. Paralelamente, no século 18, foram surgindo grupos contestando a hegemonia, buscando se apoiar na ciência restrita ao tempo-espaço para comandar a espécie humana.

Na modernidade, o progresso técnico acelerou as revoluções industriais, urbanização, globalização. Criamos máquinas, mercados e redes que conectam o planeta. No século XX, ideologias disputaram o futuro, tais como capitalismo, socialismo, fascismo. A promessa era de liberdade, igualdade ou ordem, mas muitas vezes veio acompanhada de destruição.

A espécie humana alcançou grande poder como nunca, mas também passou a enfrentar dilemas éticos, ecológicos e espirituais profundos, porém não surgiram fortes buscas do saber sobre a finalidade da vida. Hoje, a humanidade estressada vive a era da hiper conexão e da crise climática, da inteligência artificial e da solidão digital. Muito dinheiro foi criado, e muita pobreza surgiu. No entanto, a espiritualidade, a filosofia e a arte poderão ganhar força oferecendo caminhos para compreender a causa do sofrimento, a mudança e a finitude. Pode-se dizer até que ainda há alguma esperança para a espécie humana sair da lama.

O Brasil vive um desgaste econômico e social com desigualdade persistente, concentração de renda e exclusão. A desconfiança nas instituições enfraquece o senso de pertencimento. Embora haja o risco de retração de liberdades e aumento do controle, a população tem de ser forte e ansiar pela melhora das condições de vida e da própria espécie, como meio de escapar da crescente decadência que poderá levar o Brasil a uma posição de terra de ninguém, onde os mais fortes e gananciosos tomarão os recursos preciosos.

O individualismo, o consumismo e a polarização dificultam a construção de um novo modo de vida equilibrado, sem que se saiba o que virá depois. O cenário geral de incertezas quanto ao futuro, no trabalho, na política, na economia, na segurança, poderá levar a humanidade a uma ruptura. Há alguma probabilidade de que na atual instabilidade, a busca pelo sentido da vida possa se intensificar.

Tudo pode levar à ruptura dos enrijecidos modelos mentais de comportamento. Os seres humanos poderão dar início a nova fase examinando, seriamente, o que é progresso, sucesso e felicidade para que possam surgir novas formas de viver, produzir e se relacionar. O futuro é incerto, mas oferece possibilidades.

A natureza foi dotada com tudo que a humanidade necessita. A água, o ar, o conhecimento, a paz, são bens que pertencem a todos. A educação não deve formar apenas profissionais, mas formar seres humanos de valor, responsáveis que contribuam para o bem geral. A espiritualidade, a intuição, a arte, são ferramentas para entender os enigmas da vida. O abismo da ambição e da cobiça é real. Ele se manifesta quando o poder se torna fim em si mesmo. A riqueza é acumulada friamente para satisfazer as cobiças. O outro é visto como obstáculo que pode prejudicar as conquistas.

A história mostra que quando tudo é feito em função do materialismo, sem limites nem propósitos enobrecedores, os impérios caem, civilizações colapsam, mas se houver verdadeira arte, será a única coisa que sobrará. Um novo ciclo de misérias se avizinha. Porém, renascimentos são possíveis quando há coragem de mudar, de abandonar o egocentrismo e se esforçar para que o aprimoramento da espécie humana seja alcançado.

Chegamos até aqui com dores e ilusões. Podemos seguir adiante com sabedoria e esperança, se tivermos a humildade de aprender com os erros do passado, e a ousadia para construir um futuro digno com generosidade e responsabilidade. É preciso cultivar o silêncio e o diálogo. O silêncio nos conecta ao “eu interior”. O diálogo nos conecta ao outro para a equilibrada permuta de saberes. Crescer com sabedoria é mais do que acumular riqueza ou tecnologia. É cultivar discernimento, misericórdia, paz e visão de longo prazo. A Terra é finita. Os recursos são limitados. A ambição sem freios leva à exaustão. Saber parar, cuidar, compartilhar, buscar a Luz da Verdade, isso é sabedoria.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

RESET PARA UM NOVO SISTEMA

As estatísticas do Harvard Graduate School of Education, que aborda a falta de propósito e significado na vida dos jovens adultos, apresentam inquietante situação, demonstrando uma crise de saúde mental e de sentido na vida; 58% dizem não ter “significado ou propósito” na vida e 50% sentem que prejudica sua saúde mental “não saber o que fazer da vida”. Para 45% dos entrevistados, a sensação é de que o mundo está desmoronando, afirmando que “as coisas estão caindo aos pedaços”.

Há anos essa questão vem se arrastando e se agravando. O que os seres humanos pensam sobre a vida? Não sabem por que e para que nasceram, e relevam essas questões ao plano secundário. As autoridades da educação têm de olhar para isso, mas parecem estar anestesiados para os problemas fundamentais, o que significa um descuido fatal. As novas gerações representam o futuro, e o seu bom preparo para a vida e o trabalho não pode ser negligenciado, pois isso é fundamental para a continuada melhora da qualidade de vida.

O que cada indivíduo pensa da vida? Por que e para que nascemos? O ser humano é espírito. Sua tarefa é se fortalecer, adquirir autoconsciência, dar sua contribuição para a melhora geral, retornar à Casa. Reencarnar várias vezes para se libertar dos erros e evoluir. O saber ancestral ficou perdido em meio às ninharias da vida. Estamos na fase da grande colheita de tudo que foi feito. Trata-se de algo como se fosse o último chamado. Quem viver verá.

A política tarifária e o controle das importações/exportações são, de fato, um dos principais fatores que explicam o grande desequilíbrio econômico entre as nações. A tributação, ou a falta dela, sobre importações, não é apenas um detalhe fiscal; é uma poderosa ferramenta de política industrial que, quando usada estrategicamente, constrói e protege economias desenvolvidas e, quando negligenciada, pode perpetuar o atraso das nações fracas e o desequilíbrio econômico global.

A balança comercial revela a existência de desequilíbrio econômico global forte e resistente à implantação de mudanças, mas se nada for feito, as nações cairão na precarização geral, a humanidade terá falhado na tarefa de alcançar uma economia equilibrada. Falta conscientização e preparo. Escolas e mídia poderiam desenvolver esclarecimentos, transformando o debate econômico em algo acessível para que as novas gerações percebam que temos de sair dos caminhos errados para alcançar a paz e o progresso real.

Na forma como a economia global foi estruturada nas últimas décadas, parece que não há como introduzir mudanças. Embora haja muitos fabricantes, tudo tende a funcionar como poderosos monopólios, seja na oferta de componentes e produtos, seja na nova forma como as compras para consumo se fazem pelos poucos canais tecnológicos existentes, ou na obtenção de crédito, enquanto a gestão do Estado-nação ameaça naufragar em suas dívidas.

O artifício de baixar o preço do dólar para controlar o custo de vida é um caminho perigoso que sempre tem gerado desastres financeiros, mas também é uma situação nefasta contida no pacote do sistema monetário global. Trata-se de um expediente que atesta a inadequação da gestão da finança pública e seu descontrole de gastos acima das receitas. Enfim, na história econômica da América Latina ainda estão para surgir governantes aptos e dispostos a pôr a casa em ordem.

Estamos diante do resultado caótico das decisões imediatistas do passado as quais não deram origem a uma construção destinada a ser duradoura. Em meio ao caos que se avizinha na economia e finanças globais, fala-se que um novo sistema está em gestação, com direito a IA e algoritmos. Questões fundamentais vão sendo encaradas de forma cínica. Um misto de frieza e hipocrisia diplomática. O cinismo decorre do predomínio do racional sobre o coração intuitivo.

O ser humano não se adaptou às leis naturais, não se tornou humano de fato, mas quis impor a sua vontade egocêntrica, e por isso está perdendo a sua humanidade. O anunciado reset poderá revelar o auge da frieza, a dolorosa destruição geral que terá de ceder lugar a uma nova construção surgida no silêncio, com nobreza por dar o devido respeito às leis da Criação.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

ACONTECIMENTOS ATUAIS PREOCUPAM E AMEDRONTAM

Indicar culpados é a fórmula para não indagar das causas. A Terra é um planeta rico, mas há muita miséria. O problema não está no capitalismo, mas nos conceitos sobre a vida, riqueza e poder. Os movimentos das massas seguem o padrão da opinião pública. Como se forma a opinião de que é fácil ficar rico? Alguns creem que basta ousadia e acompanhar o movimento dos preços que estão crescendo em função do aumento de dinheiro em circulação, mas não há subida de preços de ativos que sempre dure, e como afirmam as instituições das finanças globais: de repente pode cair, e aí, o que fazer?

As nações passaram a criar dinheiro e dívidas, e importar bens em vez de produzir. Nesse meio há os que lidam com os papéis financeiros produzindo ganhos para si mesmos. O ritmo das operações está ficando cada vez mais acelerado visando aproveitar oportunidades de ganhos. O que poderá acontecer nas estradas financeiras? Talvez o mesmo que ocorre nas rodovias apertadas, onde caminhões pesados e automóveis vão acelerando de forma pouco responsável, enquanto a segurança vai diminuindo. Nas estradas de São Paulo estão acontecendo muitos desastres que ceifam vidas e perturbam o andamento normal das atividades.

O abuso com bebidas vem de longe, tendo causado muitos danos ao corpo humano, às famílias e às pessoas em geral. O menos danoso é alguma bebida que acompanha os alimentos, tipo aperitivo antes, e vinho durante a refeição. Porém, o aumento das pressões na luta pela sobrevivência provoca o aumento do consumo de bebidas alcoólicas. Os custos se elevam. Surgem ideias alternativas, precarizando os produtos. Qual é a segurança da qualidade dos vinhos e de tantas bebidas em milhares de marcas?

A humanidade atravessa um período dos mais críticos em sua história. No pós-guerra o dólar foi introduzido na finança global como o meio de promover o progresso e o aprimoramento. Dinheiro e poder requerem a máxima idoneidade e transparência, senão se tornam manipulação para domínio. Criar dinheiro do nada, uma oportunidade irresistível. A inadequação do sistema foi gerando desequilíbrios nas nações mal geridas, com a finança pública em déficits permanentes, agravado pelas manobras de políticos sem a necessária preocupação para promover um melhor futuro para a população. As nações vão se dobrando diante do peso das dívidas.

A desenfreada criação de moeda por governos irresponsáveis estraga o dinheiro que há décadas vem sofrendo perda de valor. Produzir dinheiro é fácil, mas os preços vão às nuvens, e a nação perde a capacidade de produzir bens. Tragédias poderão surgir. Novo sistema monetário poderá ser implantado, introduzindo mais controle e menos liberdade.

Há tantas coisas acontecendo que o cidadão comum não tem a mínima ideia; são volumosos movimentos de dinheiro e transferências de propriedades que visam atrair dinheiro e poder, restando esperar que os dirigentes tenham idoneidade e responsabilidade para que as condições gerais de vida da população possam melhorar ao invés de piorar cada vez mais.

Outra questão importante se refere ao aprofundamento do conhecimento sobre o significado e as consequências das transformações provocadas pelas novas ferramentas digitais, que estão eliminando os empregos e as empresas que não estão aptas a competir com os gigantes da tecnologia. Trata-se de uma revolução tecnológica que está atingindo tudo, tornando o ser humano um objeto obsoleto. Como resolver essa questão de sobrevivência num planeta com mais de 8 bilhões de almas encarnadas que precisam de trabalho, moradia e tudo mais?

O futuro da humanidade depende do bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho, e do continuado autoaprimoramento, mas nas escolas não se ouve falar da importância das leis da Criação. Não se ouve falar que o viver atualmente exige alguma atividade que gere renda, e que o dinheiro ganho deve ser bem utilizado.

A humanidade deveria estar unida e coesa no saber das leis da Criação, originadas da Vontade de Deus, e sua atuação justa e eternamente imutável, para o bem daqueles que as respeitam. Reconhecer e respeitar as leis da Criação é seguir a Vontade do Criador, para aprimorar as condições gerais de vida e embelezar a Terra.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

MANIFESTO PELO DESPERTAR DA HUMANIDADE

Diante da aceleração desordenada dos acontecimentos imprevistos, da rigidez das decisões e da fragilidade das lideranças, este manifesto está sendo erguido como um sopro da Luz da Verdade para a libertação de milênios de enganos sobre a vida, um chamado ao despertar da indolência espiritual que está rebaixando o ser humano, implantando tristeza e miséria sobre a Terra, de forma opressora. Um chamado urgente para sensibilizar os corações adormecidos.

Vivemos tempos em que o dinheiro se move cegamente como se a prioridade da vida fosse a corrida do ouro, enquanto as consciências se acomodam. Com a falta de equilíbrio financeiro, as nações se debatem em déficits, dívidas avassaladoras e desconfianças. A tecnologia avança, mas o espírito dorme. Os caminhos escolhidos em oposição às Leis da Criação conduzem aos abismos. A humanidade, em sua pressa, esqueceu o essencial: a finalidade e o sentido da vida, a beleza do existir, a dignidade do ser.

Com seu ego e vaidade, os seres humanos erigiram uma obra que tende a cair em escombros. Muitos acontecimentos imprevistos estão chamando a atenção, indicando que se aproxima o tempo no qual os seres humanos serão julgados por suas ações praticadas ao longo das suas reencarnações.

Os seres humanos têm de atentar, com humildade, para os últimos chamados da Luz que estão chegando através dos rugidos da natureza, como os derradeiros apelos à coerência lógica, à inspiração, à reconstrução do indivíduo que se afastou da essência espiritual, para que possa surgir uma nova humanidade na qual a economia sirva à vida, a política sirva à justiça, e a cultura sirva à elevação do espírito, em alegre gratidão ao Criador Todo Poderoso, doador da vida. E tudo isso temos de fazer rapidamente, despertar o espírito com todo empenho porque ainda somos humanos. Porque ainda há Luz ao nosso redor e ainda é possível alcançá-la, porque ainda resta um pouco de tempo. A humanidade adentrou em tempos sombrios, só a Luz da Verdade tem poder para eliminar a escuridão.

É hora de parar, olhar e intuir que urge escapar:

– Da rotina paralisante que esvazia os dias.

– Da precarização da vida em nome de uma eficiência sem alma.

– Da política do medo, da omissão e da indiferença.

– Da economia que deve ter por alvo a melhora das condições de vida.

Os Alvos a serem conquistados:

– Que o viver tenha sentido e coragem para buscar as causas do atraso da humanidade.

– Que a verdade seja a luz que indica o caminho.

– Que o espírito humano seja capaz de se elevar acima da mesquinhez e da apatia.

– Que a transformação comece no íntimo de cada indivíduo consciente e autoconsciente.

A Convocação a todos, em prol da busca da Luz da Verdade:

– Aos sábios, para novamente ousarem sonhar com lucidez e com a intuição.

– Aos líderes, para servirem com humildade e visão, sempre visando o bem.

– Aos jovens, para que não se conformem com o vazio em que a existência humana foi jogada.

– Aos povos, para se reconectarem com a Terra e a natureza, com o sagrado e com a Luz da Verdade do Espírito Santo para construírem na Terra um viver laborioso, em harmonia, semelhante ao do paraíso.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

 

A 80ª ASSEMBLEIA GERAL DA ONU EM 2025

Muitas pessoas pressentem algo especial no Brasil onde, naturalmente, deveriam respeitar as leis da Criação, a vontade de Deus. Até na Organização das Nações Unidas (ONU) o reconhecimento disso deu à nossa nação uma posição de destaque. Mas o povo do Brasil também tem de reconhecer isso amplamente.

Vale lembrar que a ONU foi criada em 1945, após o horror da Segunda Guerra Mundial, com o propósito de evitar novos conflitos globais, promover os direitos humanos e fomentar o desenvolvimento e a busca pela justiça universal. Passados 80 anos, o mundo ainda enfrenta guerras, fome, desigualdade e degradação ambiental. Bilhões foram investidos, mas os resultados são ambíguos: avanços em saúde e educação coexistem com crises humanitárias e colapsos éticos. A própria estrutura da ONU, com seus vetos e interesses geopolíticos, pode muitas vezes ser influenciada pela geoeconomia global.

A abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU foi realizada em 23 de setembro de 2025, num momento em que permanecem as preocupações com a guerra na Ucrânia, conflitos no Oriente Médio, imigração descontrolada, políticos populistas que cativam os eleitores com promessas irrealizáveis, e a introdução de tarifas pelos Estados Unidos. Pela ordem falaram: António Guterres – Secretário-Geral da ONU; Annalena Baerbock – Presidente da Assembleia Geral; Luiz Inácio Lula da Silva – Presidente do Brasil; Donald Trump – Presidente dos Estados Unidos, além de representantes de outros países, como Indonésia, Turquia, Peru, Jordânia, Coreia do Sul, entre outros.

Guterres apresentou um panorama global dos desafios enfrentados pela humanidade, como guerras, mudanças climáticas e desigualdade, enquanto Annalena deu as boas-vindas aos representantes dos 193 países membros, comentando sobre o papel preponderante da ONU na busca pela paz e progresso.

A fala de Lula foi bem estruturada, a de Trump também, mas nela havia mais emoção. Uma guerra nuclear seria o fim. A ONU consumiu muito dinheiro, mas urge examinar em que nível a humanidade está, em comparação com o período entre a primeira e segunda guerra, se evoluiu ou retrocedeu. Criminalidade e narcotráfico estão se aproximando, inclusive infiltrando agentes no poder.

Os líderes discutem sobre a necessidade de evitar a guerra mediante pacotes financeiros para armas nucleares e intimidação, e eliminação da fome. A solução mais profunda está em algo que tem de fazer parte da pauta da ONU: educação para o espírito, ou seja, ensinar valores universais desde a infância e a reconexão com o propósito da vida. Cada indivíduo tem de assumir a responsabilidade por seus atos, visando sempre o bem e a melhora das condições gerais de vida como guardião da natureza que nos envolve. O verdadeiro progresso da humanidade requer a evolução espiritual, ética e moral.

A saúde é a grande riqueza. Ao lado dela é fundamental que a humanidade, a principal espécie no planeta, busque o aprimoramento, permanecendo voltada para o bem, para que a beleza, a harmonia e a paz sejam restabelecidas na Terra.

A indolência espiritual gera caos atraindo os males que afligem a humanidade tais como: cobiças, vaidade e sede de poder, que têm sido motores de guerras, exploração e destruição. Para satisfazer a própria cobiça por riqueza e poder, os seres humanos não vacilam em causar danos aos seus semelhantes.

A humanidade, ao ignorar a Lei da Criação da justiça e amor, de não causar danos ao próximo para benefício próprio, afastou-se da harmonia natural. O caos atual não é apenas político ou econômico, mas existencial: uma crise de sentido, de valores, de conexão com o que é essencial.

Na Luz da Verdade Mensagem, do Graal, escrito por Abdruschin, não é um livro de religião, porém mostra, de forma severa, como os seres humanos se desviaram da jornada que deles era esperada, mas acostumados com palavras acomodatícias, agora têm de se esforçar para reconhecer e se afastar da beira do abismo que criaram, buscando reconhecer as profundas verdades eternas.

Na Luz da Verdade é um chamado ao eu interior, à vivência das Leis da Criação, à coragem de romper com a comodidade e buscar lucidez sobre o significado da vida e as leis que a regem. Que esse chamado ecoe não só nas tribunas da ONU, mas nos corações de todos que ainda buscam sentido. Os líderes devem estar imbuídos de sua alta responsabilidade porque as suas ações influem no destino da humanidade.

Obs.: Escrito com base em pesquisa com COPILOT, a IA da Microsoft.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

HARMONIA E PAZ

A situação geral não é bonita de se ver. Vão dizer que tudo está piorando. Mas a cobiça por poder sempre foi assim. A diferença é que agora está mais visível. O Estado tende a absorver tudo, mas é ineficiente. As grandes corporações visam influência e ganhos. O ser humano é o condutor de tudo; se lhe falta ética e sobrarem cobiças, nada pode dar certo. A geopolítica está turbinada. Há muitas possibilidades, mas nenhuma certeza. Os ativos vão subindo, não se sabe até quando. A liquidez financeira é a chave. Se apertar, a esteira da valorização pode parar. Aí ninguém sabe o que poderá acontecer, isso gera temores. O Estado permanece gastador e endividado, enquanto as condições gerais de vida não estão evoluindo para melhor.

A economia global está em desequilíbrio. Estamos num impasse diante dos povos e nações pouco afeitos à busca de progresso harmônico mundial. Em um mundo onde a interdependência é crescente, o dilema é claro: ou as nações aprendem a cooperar de forma mais eficaz, ou arriscam-se a mergulhar em ciclos de protecionismo e instabilidade que, no final, prejudicam a todos. É um impasse que a história moderna ainda não conseguiu superar.

A população continua crescendo beirando a oito bilhões e meio de almas encarnadas, ainda que haja uma tendência de reduzir o número de filhos. Gerar filhos requer amor e responsabilidade. Na medida em que a população mundial vai aumentando, surge a preocupação sobre onde as pessoas irão viver. Não é à toa que estão aumentando as moradias precárias e a pobreza, lembrando que mais de um bilhão da população habita nessas áreas inóspitas. O desmatamento desordenado nas áreas metropolitanas como, por exemplo, na Grande São Paulo, provoca a formação das chamadas ilhas de calor que dá para fritar ovos nas calçadas.

As leis da natureza são universais; urge respeitá-las. Está em andamento projeto de braço da Rodovia Raposo Tavares para a Regis Bittencourt BR116, atravessando áreas de preservação de florestas e mananciais, em Embu e Cotia. Há temores que isso possa representar um enorme risco para o já comprometido meio ambiente da região metropolitana de São Paulo.

Como os antigos relógios, o ser humano está se tornando um ser que precisa de corda para se movimentar. As transformações na produção e comercialização criam dificuldades para lojistas e shopping centers, e para fornecedores que precisam se desdobrarem para manter os custos e os salários baixos. Paralelamente ao Estado forte há um mercado sob controle. Os poderosos magnatas do comércio eletrônico facilitam a vida dos consumidores nesta fase na qual não sobra tempo para viver, mas eliminam as oportunidades de ganho do antigo livre mercado impulsionador das decisões. Assim as decisões ficam subordinadas aos manipuladores dos algoritmos. A causa é a indolência espiritual que mantém o ser humano preso às ninharias em vez de se dedicar à real finalidade da vida.

Tudo acelerado, turbulento, todos correm. Falta tempo para tudo. Falta tempo para viver. No contexto atual, destaca-se a decadência, a falta de propósitos nobres, as cobiças pelo poder obtidas com o direito da força e brutalidade que passa por cima de tudo, até das leis universais da Criação, mas isso atrairá danosas consequências.

Uma alma tem a oportunidade de encarnar para se aperfeiçoar. Cabe aos pais a tarefa de cuidar e preparar os filhos para a vida, o trabalho e para se tornarem seres humanos de valor. Deve haver a consciência de que o filho tem de se tornar um adulto apto a cuidar da própria vida para não ser um eterno dependente. Pais e filhos devem ser gratos pelo dom da vida, cumprindo a finalidade da existência de forma correta, beneficiando e contribuindo para melhorar as condições gerais de vida.

Nesta fase caótica e turbulenta, a Mensagem do Graal nos ensina que os seres humanos têm de se libertar do querer egoístico do querido eu, e da superavaliação de si mesmo, desenvolvendo o voluntário vibrar na harmonia necessária para estimular todo o bem, de conformidade com as leis primordiais da Criação. Quanto mais os seres humanos se dedicarem a isso, mais paz e harmonia surgirão ao seu redor.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br