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COMO AGIR NO SÉCULO 21?

No início do século 20, o Brasil já estava no regime republicano, com eleições para escolha do presidente e demais integrantes da gestão da nação. No geral, tivemos um período marcado por grandes guerras, lutas sociais e culturais, e uma grande mudança na percepção dos seres humanos sobre o significado da vida. O Brasil passou a contrair mais dívidas externas, e na medida em que ia pagando, mais dívidas foram surgindo. A população era calma. A economia era frágil, voltada para a agricultura de exportação, as pessoas e as famílias viviam influenciadas pela igreja, pelo rádio e, em menor escala, pelos jornais e revistas.

Terminada a primeira grande guerra mundial, a Europa tentava desenvolver um período de reconstrução, enquanto a Alemanha se arrastava diante da dívida de guerra. Nos Estados Unidos estavam se formando as condições para a grande crise de 1929 que abalou a insípida economia global. No Brasil e América do Sul, a situação também se arrastava.

E veio a segunda grande guerra mundial. Miséria para todos os lados. Alemanha e Japão vencidos. Inglaterra e Europa arrasadas. E surgia o dólar trazendo novas esperanças e ilusões. Na América Latina, o clima era de quintal dos outros, como até hoje. Argentina fornecia carne; Brasil, café e açúcar. No restante, minérios especiais como prata e cobre. Os poderosos querem as riquezas e mais poder. América Latina e África ainda são quintal dos outros com a colaboração de políticos e suas negociatas.

Com o fim da segunda grande guerra, novas esperanças acendiam nos corações aflitos. As pessoas eram sentimentais, criavam fantasias mentais, mas ainda havia um pequeno vestígio de intuição, ou seja, a voz do espírito, que dava um pouco de leveza. Isso foi até aos anos 1970. Poderia ter havido uma guinada qualitativa da humanidade voltada para a espiritualidade, pois tudo apelava para isso.

Eis que surgiu a televisão com sua força avassaladora sobre as mentes de adultos e crianças, e dependia de todos a direção que seria dada. Em vez de um incentivo ao aprimoramento mental e espiritual, venceu a manipulação. As pessoas queriam lazer, diversão, vida mansa. E tudo isso veio no pacote que incluía desinformação e consumismo. A venda de tudo foi crescendo, até dos cigarros, nocivos para a saúde. As novas gerações iam emburrecendo, o marketing político definia os candidatos vencedores.

No século 21, a humanidade se apresenta apática, sem força de vontade, desanimada, agindo como robô. Mas novas guerras estão se inserindo no cenário, roubando a paz, trazendo inquietação e sofrimentos. A queda moral e espiritual prossegue fazendo da vida na Terra um processo insustentável.

Quem se habilita a reconhecer os estragos promovidos pela própria humanidade? Falta coragem e humildade para que haja o reconhecimento dos erros e a escolha do caminho adequado à espécie humana. Sem esse reconhecimento, não pode haver transformação verdadeira. Reconhecer o erro, assumir responsabilidade e buscar o caminho certo sob a luz da verdade é algo que ultrapassa fronteiras, religiões e posições de poder. As tragédias e sofrimentos são o derradeiro chamado à consciência que qualquer ser humano pode compreender, se estiver disposto a olhar para dentro de si, e então optar conscientemente pelo rumo certo que eleva a própria espécie.

O século 21 está se caracterizando por um intenso avanço tecnológico, inversamente ao declínio moral e espiritual. A inquietação e a ansiedade são o denominador comum, e isso vai deixando os indivíduos estressados, incapazes para realizar reflexões intuitivas nos momentos de folga. Os seres humanos estão sendo arrastados pelo relógio acelerado do tempo, deveriam resistir e fazer pequenas pausas, sempre que puderem, para avaliarem a forma áspera como estão vivendo e perceberem que têm de buscar uma sadia mudança de rumo.

 

E SURGIU O ESTADO-NAÇÃO

Olhar a história é fundamental, pois ela contém muitas situações críticas que formaram a situação atual. Como dizem os cientistas atômicos: o relógio do juízo final está próximo das 12 horas. A humanidade se apegou ao dinheiro, gerando a concentração da riqueza. A desigualdade na participação da riqueza produzida e a polarização são o resultado. Cerca de 1,8 bilhão de jovens olham assustados para o futuro. A humanidade precisa de renovação e da busca pelo saber da finalidade da vida para se colocar no lugar que lhe cabe.

No passado, havia subordinação à igreja e ao rei. E surgiu o Estado-nação capacitado para criar dinheiro, mas os governos se tornaram entreguistas, gastadores vorazes, endividaram as nações, sempre sequiosos para elevar a carga tributária. Os governos gastam muito e vão criando dinheiro e dívidas. Os especuladores jogam e põem as finanças em risco. Para segurar o caos, os governos emitem mais e aumentam a dívida. Onde isso vai levar? O Estado-nação, em sua soberania, se tornou um ente pesado, difícil de governar, perturbando a economia. Supõem-se que ajustes estão sendo gerados. O que virá agora?

Há milênios os tiranos cobiçam riqueza e poder. No topo, os mandantes; abaixo, as massas dormentes sem direitos, só obediência às regras e vida rasteira. É a fatalidade da vida cômoda sem reflexões sobre o sentido da vida. É a sina das massas indolentes, a subordinação cega.

O novo Papa tem uma questão difícil para resolver sobre os déficits financeiros do Vaticano. Para sustentar os gastos é preciso que haja receitas. De onde vem e para onde vai o dinheiro? A crença numa vida única muitas vezes reforça comportamentos imediatistas, centrados no materialismo, no dinheiro e na satisfação pessoal. Sem uma perspectiva mais ampla, os princípios mais elevados, como responsabilidade, aprendizado contínuo e conexão espiritual, permanecerão abandonados, criando passivo espiritual ao lado do financeiro. Enquanto o ser humano continuar sendo direcionado para a crença de uma vida única, tudo permanecerá difícil, atendendo aos interesses egoísticos, o que dificulta o reconhecimento da realidade espiritual.

Os seres humanos têm uma existência limitada há alguns anos, isso deveria despertar o anseio pela busca do “Procurai e Achareis”; isso é fundamental para que não se percam no emaranhado das cobiças e vaidades. Como agirá o sucessor do Papa Francisco? O que fará com os tabus? Como agirá com as novas gerações? Esperemos que busque a renovação de teorias sem base nas leis universais da Criação, isto é, sem naturalidade. A finalidade da vida deve ser a elevação espiritual sem causar danos a outros devido às cobiças.

A questão fundamental é que o futuro da humanidade depende da direção que as novas gerações vão dar à própria vida, e do jeito como está indo não é nada animador. Atualmente, os jovens não aceitam mais a crença sem análise, algo que ficou complicado tanto na religião como na vida mundana. O ser humano sente que precisa da lógica e coerência, mas o saber ficou restrito a ponto de não saber mais o que é masculino e feminino, tendo perdido o saber da real finalidade da vida. Não há o que estranhar se os jovens se sentem perdidos e sem rumo.

A humanidade afundava na escuridão. Jesus, o Amor de Deus, veio para religá-la com a Luz da Verdade. O anticristo, através de seus asseclas, tem detonado tudo. Jesus prometeu para a época das atribulações a vinda do Filho do Homem, trazendo aumentada força da Luz. Oitenta anos depois da grande guerra mundial, a humanidade se acha mais próxima do abismo, sente as dores, mas sem se esforçar na procura pela Luz, nada encontrará. Para que haja paz entre os homens de boa vontade é fundamental o reconhecimento da realidade espiritual da vida e, para isso, o ser humano precisa sair do marasmo mental e espiritual.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

GUERRAS DE ÚLTIMA GERAÇÃO

Lembre-se, pensamento é ação. Se você desenvolve pensamentos voltados para o bem, isso irá contribuir para o bem geral. Por isso, não deixe que pensamentos maldosos se aproximem do foco dos pensamentos.

O bom senso sempre está presente em pessoas que têm um mínimo de intuição; é ela que adverte quando a pessoa atravessa a linha protetora das leis naturais universais da Criação. Justamente por isso, muitos homens que querem alcançar seus interesses egocêntricos fogem delas, mas é um engano, nada escapa, a colheita sempre vem.

Em vez de ter como meta o aprimoramento da própria espécie, os homens se tornaram egocêntricos e criaram o maior desequilíbrio geral no planeta, na economia e finanças, na educação e cultura. A falência é moral. A destruição da paz é a consequência.

A humanidade desdenha da atuação da lei universal da reciprocidade. Quem semeia colhe, e isso faz com que todos nós sempre estaremos sujeitos a acontecimentos imprevistos que executam a desdenhada justiça superior. Em meio às crescentes turbulências, aguardemos confiantes a Justiça Divina.

Antes, as guerras eram travadas longe do conhecimento de grande parte das populações. Hoje chegam imagens de combates ao vivo. Isso pesa sobre a psique das pessoas, causando abalos fortes. No planeta com mais de oito bilhões de almas encarnadas, com o poder distribuído entre as nações, porém subordinado aos interesses econômicos globais, é difícil saber qual é o objetivo. Embora muitas coisas possam ser previstas, a realidade não é como um jogo de tabuleiro ou eletrônico onde as jogadas têm um limite. A melhor guerra é aquela que possa ser resolvida antes de ser iniciada, para que a humanidade possa se aprimorar de forma harmoniosa e pacífica.

Fora dos centros de decisão, pouco sabemos. Há quem diga que tudo está sob controle, e o que pode acontecer está previsto e precificado, mas parece que no mundo, onde deveria haver paz e progresso, tudo está fora do lugar, o desequilíbrio é geral. Os homens pensam que são senhores, mas desconhecem as forças que movem os fios do destino. Vamos aguardar com esperança de que tudo que vier será para o bem geral.

O homem egocêntrico é o lobo do homem. No feudalismo, já havia o objetivo de fazer o homem trabalhar e pagar por isso com parte do que produzisse. Com esse princípio, associado às teorias de Darwin, de que o mundo pertence aos mais aptos e fortes, homens que perderam a humildade espiritual, esquecidos de que a vida é um breve lapso de tempo no qual é dado à criatura humana a possibilidade de fortalecer o espírito, tornando-se autoconsciente, fizeram da busca da riqueza e poder a prioridade de sua vida.

Ao longo dos séculos, os egocêntricos buscaram um substituto para o domínio e controle do solo para extrair renda, evoluindo para a criação do dinheiro e seu controle, daí surgindo o rentismo egocêntrico, mais feroz ainda na escravização das massas e na produção de miséria, açambarcando toda riqueza, como se mostra visivelmente no generalizado desequilíbrio econômico-financeiro global, pelo qual a humanidade está passando.

Apesar da interdependência, as nações e os povos estão adentrando numa fase turbulenta. Com o afastamento das leis universais da Criação, por séculos vem sendo gerado um processo de desequilíbrio geral. As nações deveriam ter se preocupado com o progresso harmônico da humanidade. Os desequilíbrios estão provocando nova acomodação pacífica ou belicosa, com mútua consideração ou com uso da força. A miséria e a ignorância têm de ser extirpadas da humanidade, a mais importante espécie sobre o planeta, que não está ocupando a posição que lhe cabe.

O ser humano é espírito que encarna no mundo material por concessão do Amor de Deus, para adquirir autoconsciência e retornar à casa, o Paraíso, no mundo espiritual. Para quem pesquisa o sentido da vida, recomendo o livro Na Luz da Verdade, de Abdruschin, que foi aprisionado pelos nazistas, inimigos da Luz, com amplas explicações sobre Jesus, o Filho de Deus, e a Bíblia.

Abandonando a humildade espiritual, os homens destroem a harmonia e criam tragédias. Quem cobiça poder, inveja quem tem mais poder. Quem tem muito poder, teme que lhe possam tomar o poder. Por isso se digladiam. Falta paz, falta boa vontade. Os homens esquecem a sua origem espiritual e provocam desarmonias onde deveria haver mútua compreensão.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

SERES HUMANOS DESCARTÁVEIS

A indolência é considerada como preguiça, como a falta de disposição, inércia, apatia, moleza e falta de vontade para agir ou se esforçar. Em sentido mais amplo, trata-se da indolência espiritual, ou seja, é o espírito que deveria se interessar pela vida e seu significado, mas em vez disso fica flautando como a cigarra, jogando fora seu precioso tempo. Na indolência, o ser humano não se desenvolve, não alcança a posição que deveria, permanece estagnado pela falta de esforço pessoal, enquanto as condições gerais de vida vão perdendo qualidade.

Com o surgimento do dinheiro e do crédito, a economia global traçou novo rumo. Houve um raro momento de abundância, que logo cedeu lugar para a austeridade. Seja no ocidente ou na China a situação é semelhante. A produção tem sido feita com máquinas, materiais e mão de obra de baixo custo. A meta é produzir coisas vendáveis por valor superior ao custo, produzindo um excedente que se concentra. Fora isso, nada mais tem interessado à humanidade.

O capitalismo foi a maneira encontrada pelos homens para ampliar a produção, mas a prioridade foi direcionada para o ganho e a acumulação através do aproveitamento de mão de obra barata, surgindo daí o conflito entre o capital e o trabalho. Vários sistemas foram criados, mas em nenhum havia o propósito de eliminar o conflito. Faltou humanismo. Muita miséria foi produzida. A sociedade tem se desumanizado. Não há paz e progresso.

A riqueza produzida tem sido direcionada para produzir mais riqueza. Uma grande parcela é encaminhada ao mercado financeiro e vai inflando e aglutinando poder. A tecnologia avança, substituindo a mão de obra, e não se sabe o que fazer com as pessoas que ficarem fora do mercado de trabalho. Como obterão renda? A capacidade de produzir vai aumentando, mas a renda do consumidor está encolhendo. É preciso encontrar soluções que promovam o desenvolvimento dos seres humanos, antes que se tornem peças inertes, inúteis e descartáveis.

Uma parte dos ganhos poderia ser investida em melhoras gerais das condições de vida, e na premiação de colaboradores aplicados; isso sim seria a adequada contribuição social. O dinheiro circula em um sistema fechado de ativos financeiros, criando bolhas enquanto a economia real sofre com a falta de investimento e com a estagnação salarial.

A mais preocupante questão da humanidade é a indolência espiritual. Vivendo na Terra, cada indivíduo deveria se interessar pela vida e seu significado, mas em vez disso desperdiça seu tempo, correndo o risco de se tornar descartável. O trabalho faz parte da vida. A remuneração tem de ser condizente. Que a renda universal em estudos não se torne muleta incapacitante.

A força de vontade está cedendo lugar para a pasmaceira como resultado da cultura que prioriza o entretenimento fácil em vez das análises com profundidade. Em sua indolência, o ser humano deixa de ser o sujeito que beneficia o mundo, para se tornar o indivíduo que não conversa mais com o eu interior para entender a vida, e que passou a viver em função de estímulos vindos do exterior.
A arte reflete os valores da civilização. Quando ela se torna deprimente, focada na baixaria e em ideologias destrutivas, ela deixa de elevar a alma de forma intuitiva para se tornar o espelho da decadência.

O ano de 2026 está abrindo as portas, vamos em frente com firmeza e alegria. Mas o ano novo principia com sintomas adversos em várias regiões. Há a questão da Rússia que aperta a Ucrânia. Taiwan que se mantém como questão delicada. Os atritos no oriente médio se estendem até o Irã. E de repente também na América Latina afloram conflitos a partir da Venezuela, estagnada pelo governo forte.

Para assumir o comando da economia, o dólar passou por um longo processo, mas agora, após mais de 80 anos, está com doenças semelhantes às da libra no início do século 20. Um longo período não muda de forma brusca. A guerra econômica está se aprofundando, uma questão muito difícil envolvendo finanças, tecnologia e recursos naturais escassos. Tudo exerce influência. A moral vem primeiro, com papel fundamental. Há mentiras, cobiças e falsidades. A política segue essa linha. O reflexo disso tudo poderá levar a humanidade às portas do inferno.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

O CAOS ESTÁ SENDO CRIADO

No passado longínquo, havia o sacerdote rei que agia com justiça, seguindo as leis universais da Criação. A decadência espiritual foi introduzindo tirania, despotismo, cobiças de poder, e a riqueza que envolve várias esferas do poder. Vieram as monarquias, o Estado-nação, o capitalismo de mercado e o capitalismo de Estado, que atualmente está em visível confronto. A democracia republicana estagnou e retrocedeu em vez de evoluir para formas justas e equilibradas de governar. Diante disso, a Terra se encontra caótica com o avanço de tumultos e do direito da força.

Sem a sensibilidade intuitiva, o ser humano vai enrijecendo, agindo de forma mecânica, o que elimina alvos enobrecedores em toda a extensão. Restabelecer a sensibilidade intuitiva, isto é, a do coração, significa recuperar a empatia, e assim os objetivos da boa vontade surgem, unindo e fortalecendo o grupo.

O século 20 assinalou a efetiva separação do ser humano do seu “eu interior”, a sua alma, que com isso perdeu sua essência. O homem acabou sendo dominado pela razão, ou pelo raciocínio. Platão reconhecia que acima do corpo perecível paira a alma imortal. Toda estruturação vai se tornando mecânica, o homem também. É algo dito como governo tecnocrático, que vai desumanizando o ser em vez de aprimorar o eu interior.

O ser humano é espírito que dever ser um mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão em vez de atrair Luz para a Criação. A cada retorno do espírito para a matéria, o indivíduo vai ao encontro da moradia e das condições que teceu para si, que podem ser boas ou péssimas, a beleza disso é que pode reconstruir tudo com capricho.

Como chegamos a esta situação caótica? Ao longo dos séculos, o querer dos seres humanos foi sendo tecido por etapas: religiões, jacobinismo, darwinismo, nacionalismo, marxismo, fascismo, nazismo. A guerra fria foi o confronto entre o capitalismo e comunismo. No século 21, surge um novo capítulo, o confronto entre o capitalismo de iniciativa privada, dos Estados Unidos, e o capitalismo de Estado, da China.

No fundo, as ideologias ressaltam o poder do homem mais apto para vencer e dominar, com sua força e sua astúcia intelectiva. Nietzsche se encaixa nessa história, no final do século 19, como o pensador que denunciou os limites do racionalismo idolatrado pelos materialistas, e da frouxa moral vigente, propondo uma ruptura radical com os pseudovalores da modernidade. Ele propôs que o ser humano deve reencontrar sua alma criadora.

Provavelmente Darwin não havia pensado que os homens criariam o Darwinismo Social, uma ideologia do século 19 que aplicou, de forma inadequada, os conceitos de evolução e seleção natural das espécies às sociedades humanas. Queriam crer que a “sobrevivência do mais apto” justificaria desigualdades, o imperialismo, o racismo e a hierarquização de grupos, vendo a extinção de “sociedades inferiores” como parte do progresso natural, e sendo usado para justificar atrocidades como o escravagismo, o colonialismo e o nazismo.

O caótico momento presente resulta da falta de bom preparo das novas gerações para a vida e o trabalho. Sem essa formação, não há futuro condigno, permanecendo a espécie humana vivendo de ilusões e circo, afastada do significado da vida e suas leis naturais. Assim foram sendo construídas as ideologias que estão circulando no século 21, tendendo para estabelecer governo tecnocrático forte.

Nos anos 1930, Abdruschin lançou, na Alemanha, a sua obra Na Luz da Verdade Mensagem do Graal, visando recolocar o ser humano diante das leis universais da natureza e da Criação. A obra é um chamado à responsabilidade individual, à verdade interior e à reconexão com o espiritual. Sua obra está disponível em vários idiomas para que os seres humanos possam se libertar dos conceitos errados sobre a vida. Enquanto muitos se perdiam em ideologias e guerras, Abdruschin apontava para a necessidade de, com simplicidade, clareza e naturalidade, sair das sombras e retornar à Luz, ao sentido maior da existência.

Apresentada em linguagem simples, clara e natural, a obra é indicada para todos que estão buscando um profundo entendimento da espiritualidade e da existência humana através da ótica das leis universais da Criação. É realmente uma obra que provoca reflexão profunda.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

QUE O BRASIL DE AMANHÃ NÃO SEJA A VENEZUELA DE HOJE

A situação do povo venezuelano tem sido marcada por crise econômica profunda, instabilidade política e dificuldades humanitárias. Trata-se de mais uma situação típica da humanidade. Um grupo se posta à frente das riquezas e com sua cobiça açambarca tudo, deixando de cumprir a tarefa de administrar a nação para o bem geral e melhora das condições gerais de vida.

A história está cheia de momentos em que a riqueza da nação é capturada por poucos, enquanto a maioria fica com migalhas; isso não é exclusivo da Venezuela. É quase um padrão recorrente quando instituições são frágeis e o poder se concentra demais, controlando os recursos naturais, as instituições políticas, os meios de comunicação e de coerção. É a captura do Estado por grupos que se colocam entre o povo e suas próprias riquezas.

Na Venezuela, a inflação atinge níveis extremos. Faltam alimentos, medicamentos e combustível e cerca de 82% da população vive na pobreza, sendo que mais da metade em pobreza extrema. Cerca de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país em busca de condições melhores.

O característico bom humor do brasileiro está sendo solapado. O Brasil tem sido chamado “o país do futuro”, mas não tem sido bem conduzido e as condições gerais de vida não evoluíram tendo, em muitos casos, regredido, podendo se tornar no futuro uma sub-nação semelhante a atual situação da Venezuela.

Apesar de a Venezuela possuir as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, o petróleo tem sustentado o Estado, mas não tem resultado em melhores condições de vida para o povo marcadas por pobreza, inflação e serviços públicos colapsados.

É mais um triste episódio da trajetória declinante da humanidade. O povo tem de receber bom preparo para a vida e se esforçar para obter melhora. O governo e as elites devem contribuir nesse sentido. Retirado do poder, o presidente da Venezuela, é preciso que haja a interrupção da sangria, como escreveu o autor Eduardo Galeano. É preciso que haja dignidade humana e progresso na Venezuela e em toda a América Latina.

A democracia do Estado-nação tem sido atropelada pela tomada do poder por grupos que impõem governo forte. Ludwig von Mises, defensor do liberalismo e da economia de mercado, desenvolveu críticas vigorosas ao controle governamental, seja sob regimes totalitários ou democráticos, demonstrando como a interferência estatal distorce os mecanismos econômicos, inviabilizando seu funcionamento e levando ao caos. Em geral, o planejamento estatal tem provocado a desorganização econômica e social, sufocando a liberdade individual e a prosperidade das nações.

O planejamento centralizado com fortes estruturas de controle se opõe à ordem espontânea dos mercados. O sistema de preços é detonado. As escolhas individuais ficam restritas. Recentemente o Capitalismo de Estado e o intervencionismo têm produzido acumulação mercantilista de capital através de produção voltada para a exportação, gerando aumento da produtividade, avanço tecnológico e ampliação do mercado interno mantido sob rígido controle.

O que se depreende desse sistema é a aniquilação das individualidades, a tendência para a estagnação do desenvolvimento da massa humana submetida a rígidos controles de comportamento social, minando a base universal do desenvolvimento espontâneo. Sem dúvida, a coerção sobre a liberdade individual acaba restringindo o querer pessoal que, impossibilitado de se transformar em ação, gera estagnação, mas essa é uma tendência que vai se esboçando em ambos os sistemas.

Há milênios, a massa humana tem sido distraída com ninharias para não achar as respostas sobre os enigmas da vida, anulando o livre querer íntimo, enterrando o saber espiritual. A sociedade tendeu para o sistema: para os amigos que pensam igual, tudo; para aqueles que não se submetem às imposições, o rigor das leis criadas pelos homens.

O confronto entre os Estados Unidos e a China é também o confronto entre esses sistemas. Mas se o capitalismo de mercado não deu à humanidade vigoroso impulso para o seu aprimoramento através da busca da Luz da Verdade, o Capitalismo de Estado restringe ainda mais o ser humano, vedando a busca da compreensão da vida através da busca do saber espiritualista, o qual dá a real dimensão da vida amparada na atuação das leis universais da Criação, que existem desde sempre dando ao espírito humano a possibilidade de se reerguer do mundo material para o espiritual, a sua origem não captada pela ciência cerebrina.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

A COLHEITA PLANETÁRIA DO SÉCULO 21

A tarefa das nações deveria possibilitar o consumo dos bens essenciais, promover projetos de moradias, criar oportunidades de empregos para que os indivíduos pudessem ter um viver condigno sem precisar depender dos auxílios do governo. É essencial dar às novas gerações bom preparo para a vida e o trabalho, para que se aprimorem como seres humanos. Isso deveria ser o alvo de todas as nações, mas envolvidos por cobiças de riqueza e poder, os dirigentes não cumprem a tarefa que lhes compete, e a humanidade decai física, moral e espiritualmente, não cumprindo a finalidade da vida.

Assim, a displicência foi tomando conta, deixando de favorecer o aprimoramento da humanidade. O cinema, por exemplo, tem apresentado belas imagens e histórias, mas também a trajetória da decadência da humanidade devido aos vícios e pendores nefastos, tais como o consumo de cigarro, bebidas, drogas, além de sexualidade degenerada. Tudo acolhido pelas massas indolentes. O viver artificial de aparências provoca a sensação de vazio. O ser humano não aproveita bem o tempo concedido, não aproveita adequadamente seu tempo de permanência na Terra.

A escritora Jane Austen, nascida em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra, disse que para o casamento funcionar deve haver afinidade entre os cônjuges. Quando há infelicidade do casal e uma vida artificial, a consequência grave se evidencia nos filhos gerados sem amor. A feminilidade tem missão própria na Criação. Mas nada deprecia as mulheres se não vierem a casar ou não tiverem filhos. Há muitos conceitos errados, produzindo sofrimentos e aviltando a criatura feminina, cuja finalidade fundamental é favorecer o aprimoramento da espécie humana. O viver na Terra se apresenta numa das fases mais conturbadas da história, vamos aguardar que disso possa surgir o rumo certo que eleve cada indivíduo à posição que lhe cabe na Criação.

No Brasil, desde 1889 faltam estadistas patriotas, competentes, idôneos. Em 2026 haverá uma nova oportunidade. Precisamos de candidatos adequados, de eleitores que saibam fazer a escolha. Se a oportunidade for perdida, o país corre o risco de se tornar uma sub nação. Não podemos deixar isso acontecer. Alguém falou que viver aqui é perda de tempo. Uma fala infeliz, pois o Brasil é a Terra de Vera Cruz que deveria ser uma verdadeira pátria para os seres humanos em sua passagem pela Terra, mas tudo foi sendo deturpado. Viver atualmente na Terra, apesar do caos existente, é uma graça do Amor Divino que possibilita o reconhecimento da finalidade da vida sob a Luz da Verdade, libertando dos conceitos errados.

As tensões críticas globais tendem a aumentar. Estados Unidos e China reforçam os seus interesses no Brasil e América Latina. Há um mercado promissor e muitos recursos valiosos. Mas 2026 vai assinalar a atuação das leis da natureza, até agora pouco prezadas e compreendidas, as quais poderiam estar atuando pelo bem geral. Mas agora apresentam sua atuação saneadora, a colheita, arrastando para a destruição tudo o que trava o progresso real, impedindo a paz na Terra e a alegria à pessoas de boa vontade.

De janeiro a novembro de 2025, os informativos econômicos informaram que a China alcançou um trilhão de dólares de superavit na balança comercial. Qual é a surpresa? Há mais de 20 anos as nações pararam de produzir, passando a importar de tudo, gerando o desequilíbrio econômico global que agora se tornou claramente visível. A China se aproveitou da situação acumulando reserva significativa. Assim a humanidade displicente vai cavando a própria ruína. Numa economia desequilibrada globalmente, as nações estão impondo tarifas aos produtos importados. Talvez seja um pouco tarde para salvar a indústria nacional.

O caos está montado. O ser humano é espírito que dever ser mediador para atrair Luz para a Terra, mas vaidoso, achando-se muito especial, quer ser a Luz, e com isso espalha escuridão. A IA amplia a nossa capacidade, contudo, nada além da matéria, e isso poderá alterar a trajetória natural da humanidade cuja essência é espiritual. Afastando-nos da alma, nos tornamos máquina limitada ao tempo espaço e perdemos a visão ampla da vida.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites https://vidaeaprendizado.com.br/ e https://library.com.br/home/ . E-mail: bicdutra@library.com.br

OS ÍNDICES E O APRIMORAMENTO HUMANO

Após séculos de monarquia, a sociedade deu ao Estado-nação uma estrutura tecnocrática, o qual acabou sendo gerenciado pela política burocrática, mas atualmente muitas nações mostram estagnação e dívidas. Não houve preocupação com o aprimoramento da espécie humana, o que teria, por si, elevado o crescimento e o desenvolvimento econômico de forma compatível com a população, com bom preparo para a vida e o trabalho, mas a realidade revela falta de preparo. No Brasil, cerca de metade da população carece de alfabetização plena.

A dívida das nações é considerada, no jargão econômico, “passivo” para o governo e toda a população, e “ativo” para aplicadores do setor privado. O problema maior não é a dívida em si, mas faltam bem feitorias gerais, e o que aparece é só o passivo. A soma das dívidas soberanas está próxima a 100% do PIB global, enquanto a dívida global atingiu US$ 337,7 trilhões no segundo trimestre 2025. A pergunta é se os EUA e outras nações não devessem tanto, onde estaria todo esse dinheiro? Talvez nem tivesse sido criado.

Governantes estão endividando as nações, criando dinheiro e dívidas, pagando mais juros e precarizando a vida da população que tem a sua renda corroída. O engenhoso sistema financeiro, atualizado ao longo dos séculos, promove acúmulo de riqueza desigual e controle das nações que se endividam. De forma permanente, parte da riqueza produzida vai sendo absorvida pelo sistema, no entanto a questão mais dramática é a desfaçatez de muitos governantes que endividam a nação, sem que isso traga para a população a continuada melhora das condições gerais de vida e o aprimoramento, revelando que dessa forma o sistema tende a fragilizar e destruir a humanidade.

Argentina e Brasil são bons exemplos de desleixo nas contas públicas. Vivem caindo no labirinto financeiro. A Argentina, como outras nações, enfrenta os efeitos das próprias decisões políticas, com dependência externa e desequilíbrios estruturais.

Em meio a perdas na renda, pessoas que conversavam, trocavam ideias e faziam intercâmbio de saberes, não fazem mais isso. Atualmente, o algoritmo se tornou dominante, as pessoas desaprenderam o significado do diálogo, estão perdendo a capacidade de se comunicar, a individualidade e a capacidade de compreender o que está se passando, vão ficando parecidas com os robôs, ou seja, perdem a visão sobre a própria vida e vão se arrastando sem estabelecer alvos pessoais.

A sensação de que estamos numa fase de incertezas com aperto financeiro está levando as pessoas a serem mais cautelosas com os seus gastos. O dinheiro saía do bolso, mas voltava; o clima atual é de incertezas sobre o amanhã.

Os tecnocratas criaram índices relativos às atividades desenvolvidas, tais como o PIB (Produto Interno Bruto) para medir o tamanho da economia, somando todos os bens e serviços produzidos em um país durante um ano; o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) criado pela ONU, que quer mostrar o desenvolvimento de um país no que tange à qualidade de vida da população, examinando a renda per capita em relação ao PIB, a educação (anos de estudo e escolaridade esperada) e a expectativa de vida (saúde).

Há ainda o IFH (Índice de Felicidade Humana), um relatório anual da ONU para medir a felicidade global, classificando os países com base em indicadores como saúde mental, apoio social, confiança nas instituições e generosidade. O Brasil subiu para a 36ª posição no ranking de 2024, uma colocação melhor em relação ao ano anterior.

No entanto, falta o índice essencial: o IAEH – Índice do Aprimoramento da Espécie Humana, a qual, ultimamente, vem apresentando significativo declínio. Nele deveriam estar refletidas a qualidade das pessoas, o seu preparo para a vida, o seu discernimento, a sua capacidade de raciocinar com lucidez e prosseguir aprendendo sempre para trabalhar, ter uma renda condigna, contribuir para a melhora das condições gerais de vida. Enfim, agir como ser humano de qualidade.

Os robôs podem ser iguais entre si, mas os humanos são dotados de características individuais que não devem ser sufocadas; precisam buscar continuadamente o caminho do aprimoramento da espécie, algo em que a IA precisa ter ativa participação como a grande justificativa de ter sido descoberta. É preciso despertar novamente a individualidade do ser humano para que não seja transformado num simples número de identificação, mas que alcance o apogeu material, mental e espiritual, ficando apto a utilizar todo o potencial do cérebro, cerebelo e da alma, para fazer reflexões intuitivas abrangentes sobre a vida e sua finalidade, e evoluir.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

RESET PARA UM NOVO SISTEMA

As estatísticas do Harvard Graduate School of Education, que aborda a falta de propósito e significado na vida dos jovens adultos, apresentam inquietante situação, demonstrando uma crise de saúde mental e de sentido na vida; 58% dizem não ter “significado ou propósito” na vida e 50% sentem que prejudica sua saúde mental “não saber o que fazer da vida”. Para 45% dos entrevistados, a sensação é de que o mundo está desmoronando, afirmando que “as coisas estão caindo aos pedaços”.

Há anos essa questão vem se arrastando e se agravando. O que os seres humanos pensam sobre a vida? Não sabem por que e para que nasceram, e relevam essas questões ao plano secundário. As autoridades da educação têm de olhar para isso, mas parecem estar anestesiados para os problemas fundamentais, o que significa um descuido fatal. As novas gerações representam o futuro, e o seu bom preparo para a vida e o trabalho não pode ser negligenciado, pois isso é fundamental para a continuada melhora da qualidade de vida.

O que cada indivíduo pensa da vida? Por que e para que nascemos? O ser humano é espírito. Sua tarefa é se fortalecer, adquirir autoconsciência, dar sua contribuição para a melhora geral, retornar à Casa. Reencarnar várias vezes para se libertar dos erros e evoluir. O saber ancestral ficou perdido em meio às ninharias da vida. Estamos na fase da grande colheita de tudo que foi feito. Trata-se de algo como se fosse o último chamado. Quem viver verá.

A política tarifária e o controle das importações/exportações são, de fato, um dos principais fatores que explicam o grande desequilíbrio econômico entre as nações. A tributação, ou a falta dela, sobre importações, não é apenas um detalhe fiscal; é uma poderosa ferramenta de política industrial que, quando usada estrategicamente, constrói e protege economias desenvolvidas e, quando negligenciada, pode perpetuar o atraso das nações fracas e o desequilíbrio econômico global.

A balança comercial revela a existência de desequilíbrio econômico global forte e resistente à implantação de mudanças, mas se nada for feito, as nações cairão na precarização geral, a humanidade terá falhado na tarefa de alcançar uma economia equilibrada. Falta conscientização e preparo. Escolas e mídia poderiam desenvolver esclarecimentos, transformando o debate econômico em algo acessível para que as novas gerações percebam que temos de sair dos caminhos errados para alcançar a paz e o progresso real.

Na forma como a economia global foi estruturada nas últimas décadas, parece que não há como introduzir mudanças. Embora haja muitos fabricantes, tudo tende a funcionar como poderosos monopólios, seja na oferta de componentes e produtos, seja na nova forma como as compras para consumo se fazem pelos poucos canais tecnológicos existentes, ou na obtenção de crédito, enquanto a gestão do Estado-nação ameaça naufragar em suas dívidas.

O artifício de baixar o preço do dólar para controlar o custo de vida é um caminho perigoso que sempre tem gerado desastres financeiros, mas também é uma situação nefasta contida no pacote do sistema monetário global. Trata-se de um expediente que atesta a inadequação da gestão da finança pública e seu descontrole de gastos acima das receitas. Enfim, na história econômica da América Latina ainda estão para surgir governantes aptos e dispostos a pôr a casa em ordem.

Estamos diante do resultado caótico das decisões imediatistas do passado as quais não deram origem a uma construção destinada a ser duradoura. Em meio ao caos que se avizinha na economia e finanças globais, fala-se que um novo sistema está em gestação, com direito a IA e algoritmos. Questões fundamentais vão sendo encaradas de forma cínica. Um misto de frieza e hipocrisia diplomática. O cinismo decorre do predomínio do racional sobre o coração intuitivo.

O ser humano não se adaptou às leis naturais, não se tornou humano de fato, mas quis impor a sua vontade egocêntrica, e por isso está perdendo a sua humanidade. O anunciado reset poderá revelar o auge da frieza, a dolorosa destruição geral que terá de ceder lugar a uma nova construção surgida no silêncio, com nobreza por dar o devido respeito às leis da Criação.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br

AS CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE LÍDERES

Poucos seres humanos se dedicam a examinar de que forma estão vivendo. Neste período de dois milênios tem predominado a cobiça e a busca da satisfação a qualquer custo, seja no feudalismo, na revolução industrial, no capitalismo, no comunismo. A essência espiritual e a individualidade têm sido achatadas como coisas. Cabia aos líderes políticos, econômicos e religiosos estarem imbuídos de sua alta responsabilidade porque as suas ações influenciam o destino da humanidade, tanto que hoje o caos e a pobreza estão espalhados pelo planeta Terra.

Todos sentem a necessidade de que haja liderança honesta e responsável, que defina metas alcançáveis e incentive a jornada do desenvolvimento. A percepção de egocentrismo da parte dos líderes repele a colaboração espontânea. O surgimento de interpretações dúbias sempre causa danos. Os canais de comunicação devem estar abertos com transparência. O que estamos fazendo? Para onde estamos indo? O que se deve fazer hoje e o que deixar para amanhã? Para alcançar resultado satisfatório, o importante é a unidade da vontade de todos no esforço para buscar os objetivos estabelecidos em comum.

A humanidade, a não ser no campo tecnológico, não demonstra estar mais evoluída em comparação com o período entre a Primeira e Segunda Guerra Mundial. A sexualidade se apresenta embrutecida. Criminalidade e narcotráfico estão se aproximando, inclusive infiltrando agentes no poder. A indolência espiritual gera caos atraindo os males que afligem a humanidade. O viver passa a ser uma farsa, uma grande mentira. Cobiças, vaidade e sede de poder têm sido motores de guerras, exploração e destruição. A humanidade tem dado pouca atenção ao ensinamento básico de Jesus, o Amor de Deus: “amar o próximo como a si mesmo e não causar danos a ele para satisfazer a própria cobiça.”

Para satisfazer a própria cobiça por riqueza e poder, os seres humanos não vacilam em causar danos aos seus semelhantes. A caótica situação do planeta Terra tem despertado a atenção. Vídeos e artigos estão surgindo sobre essa questão. São textos bem estruturados chamando a atenção para este momento de transformações profundas, alertando para as ocorrências que se avolumam gerando sérias ameaças, unindo antigas profecias a acontecimentos atuais, indicando que nelas há um fundo de verdade que se manifestará no futuro que se aproxima, trazendo as consequências decorrentes da forma displicente de como o ser humano utilizou o tempo que lhe foi concedido para evoluir.

Estão falando por aí que há muita gente pronta para invadir Ucrânia, Irã, Taiwan, Venezuela e Europa. Conflitos menores e médios são uma constante. É necessário buscar a paz verdadeira. As mídias têm agitado a questão de forma intensa. Tem muita gente falando que em 2025 haverá um estouro. E em 2026, outro ainda maior. O que dizem é muita coisa, vai envolver tudo. Por que não dizem que a paz é possível se houver mudança de sintonia?

Desde a era do feudalismo, os seres humanos não têm se empenhado na construção de um mundo pacífico, justo e de real progresso, com liberdade e individualidade. Antes disso estava ainda pior com o comércio de pessoas escravizadas. Os homens não se sensibilizaram com as palavras do Messias. Veio a Revolução Industrial, o Capitalismo, o Comunismo, o Capitalismo de Estado, agora surge o Tecnofeudalismo, entendido como a concentração do poder global através da tecnologia sem alma.

É tempo de nos tornarmos autênticos seres humanos, semeando boa vontade, harmonia e paz. Tempo de buscar a Luz da Verdade das Leis da Criação. Tempo de contemplar os acontecimentos. As leis da Criação seguem imperturbáveis em sua atuação imutável, tecendo o carma dos indivíduos, dos povos, das nações, enfim, da humanidade. As ações voltadas para o bem trazem o bom retorno, enquanto as maléficas atraem desgraças. Nada poderá se opor, a menos que os indivíduos modifiquem a sua vontade buscando a pureza no pensar e o bem em seus atos.

*Benedicto Ismael Camargo Dutra, graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP. Coordena os sites www.vidaeaprendizado.com.br e www.library.com.br/home . E-mail: bicdutra@library.com.br